Percy Jackson e A Semideusa da Profecia

2 Capítulo 1:Um dia na minha vida Parte-1


Notas iniciais
Eu resolvi postar mais cedo o capítulo.Me amem u-u Zoera hueheu Esse capítulo vai estar um pouquinho melhor que a introdução anterior mas as coisas só vão começar a acontecer no próximo capítulo. Espero que gostem! Tenham uma boa leitura!

Eu me sentei enquanto juntava algum ânimo para me levantar.O sol entrava por frestas da minha janela junto com um pouco de calor,as cortinas transparentes balançavam com a brisa fria e suave da manhã.Eu sorri.Estava com o pressentimento de que iria ser um dia bom.Respirei fundo,estiquei meus braços e me levantei.

–Isso ai.-eu disse pra mim mesma.-Vai ser um dia normal.Eu não vou cair e passar mico na frente de toda a escola,de novo.É,isso ai.Vai ser um dia bom e...

Eu parei de falar ao olhar no relógio do meu celular que estava no criado-mudo ao lado da minha cama.Eu arregalei meu olhos,depois levei minhas mãos até meu rosto e choraminguei e xinguei baixinho.É incrível como o meu bom humor não durou nem 5 minutos.

–E eu to atrasada.-eu choraminguei de mau humor.-DE.NOVO.

Peguei o primeiro uniforme da escola que eu vi no meu armário e uma toalha e corri para o banheiro.Eu tomei um banho tão rápido que não se pode nem chamar de banho.Coloquei os livros na mochila,calcei o primeiro par e meias e tênis que eu vi pela frente,escovei os dentes,fiz uma trança no meu cabelo,passei desodorante e peguei uma torrada com geléia de morango e requeijão para comer no caminho.

Recolhi o recado que minha mãe havia deixado na geladeira.

‘’Bom dia querida,

Eu e seu pai vamos chegar tarde do trabalho hoje.Tem macarrão de copo no armário.Não se esqueça de tirar a roupa do varal e buscar seu irmão na escola.

Com amor,mamãe.’’

Eu o dobrei e guardei no bolso da minha mochila.

–Atrasada,atrasada,eu to muito atrasada!-eu disse trancando a porta e correndo na direção do portão.

–Au!-latiu Tintim,o meu cachorro de estimação.Ele era pequeno e branco com algumas manchas pretas,sua raça era Fox Paulistinha até onde eu sabia.Ele estava com um pano na boca e balançava a cauda minúscula de um lado para outro.

–Oi,bebê.-eu disse acariciando sua cabeça.-Agora eu não posso brincar.Mais tarde,está bem?

–Arrrrw!-choramingou Tintim.

–Eu sei,bebê.Me desculpe.-eu respondi.

Abri o portão sem deixar que ele escapa-se para a rua e depois tranquei.Dei uma última olhada no horário pelo meu celular.

–Se eu correr eu consigo chegar a tempo.-pensei em voz alta.

Entenda:Coisas ruins acontecem quando eu corro.Eu,geralmente,acabo tropeçando e caindo em público.Ou seja,isso de correr pra chegar a tempo com certeza absoluta vai acabar em tragédia com um novo furo no joelho da calça do meu uniforme,que já estava tão remendado que parecia roupa de festa junina.Eu simplesmente caia sem um porquê.Juliana costumava dizer que eu tropeçava em objetos invisíveis,já eu achava que eu tropeçava nos meus próprios pés.Bem,teorias a parte...

Eu suspirei e comecei a correr.’’Correr,não cair,chegar na escola a tempo.Correr não cair,chegar na escola a tempo.Correr,não passar vergonha,chegar na escola a tempo.Correr,não pagar mico,chegar na escola a tempo.’’ Eu repetia pra mim mesma no caminho.Minha sorte é que minha escola não ficava muito longe da minha casa,só algumas ruas de distância.De caminhada,eu geralmente levaria uns 15 á 20 minutos.Como eu estava tentando me concentrar em não cair enquanto corria não prestei muita atenção no tempo que eu gastei.

Quando,finalmente,cheguei ao portão da escola ele já estava sendo fechado.

–Mada,espera!-eu disse batendo no portão.

–Ah,Giovana!Bom dia!-disse Madalena,a ‘’tia’’,como a gente chamava,que ficava no portão na hora da saída e da entrada dos alunos.Ela tinha a pele morena,olhos castanhos escuros e cabelos pretos além de um sorriso amigável e doce.Era uma mulher de baixa de estatura e com uma simpatia inabalável.Ela abriu o portão e eu entrei.

–Bom dia!-eu disse.

–Corre que o sinal acabou de bater.-avisou ela.

–Ta bom,obrigada!-eu disse subindo o pequeno caminho de cimento que levava ao topo da colina,onde se encontrava minha escola.Alguns metros a minha direita era possível ver a '’horta’’ da escola,que tinha mais ervas daninhas que vegetais e legumes.Passei pela garagem onde já estavam estacionadas as duas vans que levavam e traziam alunos.

–Bom dia,Giovana!-disse Alexandre,um dos motoristas das vans.

–Bom dia,Alexandre!-eu respondi enquanto passava correndo.

Entrei pelo refeitório e corri para a escada.Subi com o máximo de cuidado,e pressa,para não cair.Ao final dos dois longos lances de escada,eu parei e respirei um pouco.’’Olha,quem diria?Eu não cai.’’ Observei mentalmente.Andei até o final do corredor,bati na porta,ouvi a voz da professora dizer entre,entrei e adivinha? Advinha só o que eu consegui fazer? Tropecei no maldito e minúsculo degrau da entrada.Toda a classe se virou para me olhar.Eu me xinguei mentalmente de muitos nomes não publicáveis.

–Ora,ora.-respondeu a professora de português,Tatiana.-Antes tarde do que nunca não é mesmo,Giovana?

–Sim,professora.

–Pode ir se sentar no seu lugar.Vou colocar que você estava presente na hora da chamada,mas é só desta vez.-avisou ela.

–Sim,professora.Sinto muito pelo meu atraso.Prometo que não vai acontecer novamente.-eu disse enquanto caminhava apressadamente para a minha carteira.

–Não faça promessas que não pode cumprir.-disse a professora se levantando e começando a passar a matéria.

–Já inventaram o despertador,sabia?-cochichou Juliana,minha melhor amiga,que estava sentada na carteira atrás de mim.

–Sabia.Mas,toda vez que eu coloco qualquer música como meu despertador,eu passo a odiar essa música eternamente e depois mudo de música.Minha playlist não é tão extensa como a sua,sabia?-eu respondi.

Juliana tinha o cabelo liso e preto na altura dos ombros,pele branca como papel e olhos tão escuros que quase sempre eram confundidos com pretos,mesmo sendo castanhos.Ela tinha feições asiáticas e usava óculos.Ela era a pessoa mais inteligente que eu havia conhecido,já tinha lido vários livros,entendia todas as matérias,tirava as melhores notas,fazia redações dignas de adultos,tinha uma opinião inteligente formada sobre tudo,era questionadora e gostava de resolver questões difíceis.Ela sempre tinha mais de um jeito de enxergar as coisas e até era otimista,mas se estivesse de mau humor se isolava e era realmente pessimista.

–Sabia.-respondeu ela rindo.

Ela também tinha um senso de humor sarcástico.Uma vez eu havia perguntado a ela que tipo de senso de humor ela achava que eu tinha e ela respondeu senso de humor retardado/bobo,ou seja,ou gostava de fazer as pessoas sorrirem quando estavam tristes.Ela também tinha um ótimo gosto musical.Foi ela que me mostrou a banda Supercombo,uma banda nacional pouco conhecida que,mais tarde,se tornou uma das minhas favoritas.E eu mostrei a música Monster da banda Skillet,que,sempre que cantávamos,esperávamos a parte da ‘’voz do monstro’’ pra cantar.

–Nenhuma playlist é tão extensa como a da Juliana,ela é esclética.-cochichou Yasmim,nossa amiga,rindo.

Yasmim tinha os cabelos castanhos claros longos até quase a altura da cintura,feições sorridentes,olhos verdes,um corpo de invejável e pele bronzeada.Ela era incrivelmente linda quando se maquiava e estava com uma roupa que não era o uniforme da escola,porque ninguém consegue ficar lindo com um uniforme azul e amarelo.Na minha opinião,ela era a menina mais bonita da escola.Ela era brincalhona,divertida e esportiva.Ela adorava correr na aula de educação física,jogar vôlei(principalmente),futebol e qualquer outro esporte.Ela fazia aula de jazz na tardes de quarta-feira.

–É eclética.-corrigiu Juliana franzindo o cenho.

–Saúde.-brincou Yasmim.

Nós três começamos a rir feito três retardadas.A professora se virou para nos olhar e chamar nossa atenção,então nos calamos.A matéria se tratava sobre as orações subordinadas,já havíamos estudado isso alguns anos atrás então eu só fiz algumas anotações no meu caderno para poder lembrar mais tarde.Português era consideravelmente fácil para mim,se você considera-se que eu tenho TDAH(Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade) e dislexia.

Permita me apresentar adequadamente: Meu nome é Giovana de Brito Silva,eu tenho 13 anos de idade e sou só mais uma adolescente problemática vivendo na América do Sul.É isso ai,eu moro no Brasil,para ser mais exata,em São Paulo.

Eu nunca me achei grande coisa,afinal,sou só uma garota.Uma garota de pele morena e cabelos negros cacheados que não eram tão longos quanto já foram.Uma garota de olhos castanhos escuros,estatura a baixo da média e com um azar extremo.Uma garota quem tem TDAH e dislexia estúpida que a impede de tirar notas melhores nas provas.Só mais uma garota,afinal...

Notas finais
E ai?! O que acharam? Comentem,pessoal! Eu preciso saber o que vocês estão gostando e o que não estão gostando para melhorar a fic.Idéias são bem vindas! Obrigada por ler!