Percy Jackson- a Ameaça Nórdica
1 Capítulo 1- O Chamado da Profecia
Notas iniciais
Bem, imagino que você já saiba como é a vida de um semideus.
Simplesmente não há descanso, não há paz. Mas desde a queda de Cronos, as coisas tinham voltado ao normal, ao “nosso” normal.
Os deuses haviam honrado o acordo e cada vez mais campistas chegavam ao Acampamento Meio Sangue, reclamados por seus pais e mães. É claro que isso deixava Sr. D e Quiron muito atarefados, mas acho que já estavam acostumados.
Mas, voltando a mim, após a grande guerra, eu retornei ao colégio onde estudava, e comecei meu segundo ano letivo, via Annabeth e Nico de vez em quando e mais raramente, Rachel e Thalia.
Annabeth e eu havíamos assumido nosso relacionamento, e tudo estava indo muito bem.
Até aquele dia...
- Percy... Percy querido, telefone para você – Gritou minha mãe da sala.
Peguei o telefone ansioso, geralmente quem me ligava era Annabeth, já que Nico teimava em aparecer do nada na janela do meu quarto, me dando aqueles sustos.
- Alô! – Atendi ao telefone.
- Oi Percy, sou eu, Annabeth, preciso falar com você urgente – Sua voz soava preocupada.
- Claro, pode falar. Aconteceu alguma coisa?
- Quiron pediu que fôssemos ao Acampamento Meio Sangue o mais rápido possível, disse que há alguma coisa acontecendo... Percy... eu não sei mas...tem alguma coisa a ver com a grande profecia!
Uma hora depois estávamos chegando ao Acampamento, ambos preocupados com o que poderia estar acontecendo, entramos na grande casa onde ficava Quiron e o Sr. D e sentamos a sua espera.
- Annabeth, Percy, vocês chegaram – Quiron exclamou. – Ótimo, pois tenho um assunto urgente que requer vossa atenção, é sobre a profecia, aquela que o oráculo disse através de Rachel.
Um calafrio percorreu a minha espinha, a grande profecia do Oráculo, logo após a queda de Cronos, já se fazia um ano, mas eu ainda a lembrava.
“Sete meio-sangues deverão atender o chamado,
Pela tempestade ou fogo, o mundo deverá cair.
Um juramento deve manter um ultimo suspiro,
E inimigos carregarão suas armas para os Portões da Morte”
- O que tem ela Quiron, pensei que levaria anos para que se cumprisse não vá dizer que...
- Infelizmente – Disse Quiron – Não levou, há uma coisa que vocês precisam saber. Por muito tempo vocês foram levados a pensar que Zeus e os outros reinavam absolutos na dominação do mundo, mas não é bem assim.
- Quer dizer que há outras forças governando o mundo além dos Olimpianos? – Exclamou Annabeth.
- Sim e não. Sim, há outras forças governando além dos deuses que conhecemos, e não, não é o mundo todo. Há muito tempo atrás, pouco depois da primeira queda de Cronos, foi feito um pacto entre dois panteões: O grego, que são os que conhecemos e o nórdico*, composto de Odin e outros deuses. Esse pacto, esse juramento, dizia que os deuses gregos deveriam governar a parte ocidental do mundo, enquanto os nórdicos governariam a parte oriental.
Porém, foi descoberto recentemente, que há um ano atrás, ao sentirem a grande agitação feita por Cronos, o panteão nórdico entrou em rebuliço, pelas leis antigas é expressamente proibido que um panteão se envolva nos assuntos um do outro, por isso eles ficaram neutros. E é aí que está o problema maior.
- Problema – Disse eu. — Mas que problema?
- Bom, aparentemente, os nórdicos sentiram o enfraquecer de nossos exércitos e se sentiram tentados a nos atacar para tomar o poder e ter controle total. Percy, você não vê? Os nórdicos quebraram um pacto milenar e agora estão marchando com suas forças em direção ao ocidente, uma nova guerra está se formando.
- Mas isso é terrível – Annabeth gritou – Imagina dois panteões inteiros colidindo em guerra, se já foi difícil com apenas um titã, imagina vários deuses juntos.
- Foi por isso que os chamei aqui – Murmurou Quiron. — Precisamos ouvir o chamado da profecia, precisamos reunir os sete semideuses mais poderosos que pudermos e o quanto antes, para achar um jeito de dar um fim a esse conflitoa279;.
Fale com o autor