Percy Jackson - Uma Nova Profecia
34 XXX - Coração de Carbyne
Notas iniciais

Flashback on- Cap. XXIII:
Depois nos reunimos na cozinha para tomar café e bolarmos um plano.
—Tudo bem, agora que estamos aqui, o que faremos? –Tainara perguntou ansiosa.
—Sabemos que a serpente está no rio Sena, próximo à ponte Des Arts. –Júlio comentou. -Tudo que temos que fazer agora é arrumar um jeito de submergir ou atrair a atenção do monstro para cima.
—Estamos falando de uma das pontes mais movimentadas de toda Paris, ela é um marco histórico pelo fato de ser o ponto de encontro de casais apaixonados. -Annabeth falou. –Não acho que seria uma boa ideia lutar com uma enorme serpente nesse local, seria perigoso para as pessoas.
—E se nós tentássemos afastar os turistas? — Tainara perguntou.
—Iriamos precisar de uma distração muito convincente para isso, eu poderia manipular a névoa e faze-los achar que a ponte esta em reforma, mas isso iria atrair também as autoridades. -Thalia falou
[...]
—Não será necessário o controle da névoa. –Todos olharam para mim e me ajeitei. –Eu posso criar bolhas de oxigênio para todos, assim poderemos submergir sem problemas.
Annabeth me olhou preocupada. –Percy, você tem certeza? Não estou dizendo que não consegue, mas nós somos cinco.
-Sei disso. E pode ter certeza que irei conseguir, a pressão da água também não será um problema.
[...]
-Eu sou filho de Posseidon e tenho poder sob qualquer coisa liquida a água já possui oxigênio, tudo que irei fazer é formar bolhas de ar para mantê-los vivos.
[...]
-Posso fazer novamente o feitiço de rastreamento para saber onde ela esta exatamente, pois é uma serpente que se move a todo o momento, mesmo que sua toca esteja próxima á ponte, é sempre bom conferir.
Annabeth concordou com a cabeça. -Faça isso um pouco antes de sairmos, para não ter duvidas.
-Ok.
[...]
-Tudo que nos resta agora é saber como mata-la sem que ela evapore, para pegarmos seu coração. Alguém tem alguma sugestão? –Annabeth perguntou enquanto comia um pedaço de seu croissant.
Por alguns segundos o silêncio reinou no local, mas então as ideias começaram a surgir com clareza na mente de cada um e depois de uma breve discussão, todos concordaram com o plano que parecia ser o único meio de conseguirmos o que precisávamos.
—Agora que esta tudo resolvido, precisamos tentar contatar os dois acampamentos para deixa-los informados sobre o que aconteceu.
Flashback off
***
PERCY
-Abaixe-se!!!
Tobias rolou no chão e direcionei as correntes de água na direção da serpente, a prendendo por tempo suficiente para que Thalia e Tainara acertassem uma saraivada de flechas simples e banhadas em Bronze Celestial líquido para retardar a serpente com um tranquilizante em suas pontas
A Serpente rugiu assim que as primeiras dúzias de flechas atingiram suas escamas, mas as vantagens de estarmos lutando embaixo da água, é que o barulho não ampliou para lugar algum.
Tudo estava indo bem. Depois que as caçadoras partiram, colocamos Tobias a par do plano e saímos logo em seguida. Chegando à ponte, Júlio fez um feitiço de rastreamento e eu os envolvi em bolhas de oxigênio, que pareciam mais como capacete de astronautas, mas muito mais leves e o melhor de tudo era que apesar de estarmos submersos, ela ainda possibilitava a visão ampla e clara de tudo e uma ótima comunicação.
Claro que não foi fácil, estamos no habitat da serpente e além dessa vantagem ela ainda é capaz de cuspir bolas de fogo e veneno mesmo no fundo do mar (tai uma coisa que seria interessante colocarem nas histórias de mitologia, pelo menos um lembrete eu já agradeceria).
—Ela está se soltando!
Annabeth gritou de algum lugar, já que preferiu ficar invisível para atacar o monstro com mais facilidade com sua espada de Drako encantada (um presente de Júlio á todos), assim era possível acertá-la sem mata-la.
Direcionei todas as correntes de água em direção á serpente que não gostou muito da ideia e começou a soltar seu poder descontroladamente.
Thalia e Tainara estavam em um ponto estratégico para que o monstro não as encontrasse e assim elas pudessem acertá-lo sem perigo. Júlio e Tobias atacavam de frente, como uma espécie de distração, enquanto eu fazia o possível para mantê-lo preso e sob controle. É claro que sempre que possível dava um jeito de feri-lo com contracorrente.
A luta seguiu dessa forma por um longo tempo, até que finalmente pensamos que a serpente estava ficando mais lenta e se rendendo, isso era ótimo, pois as flechas das garotas já estavam no fim e todos pareciam exaustos.
-Tainara agora!
Tobias gritou enquanto contra-atacava a serpente, após ela tentar sem sucesso acertar as meninas. Tainara estendeu as mãos e algas começaram a crescer ao redor do monstro o prendendo imóvel no chão, a serpente rugiu e soltou milhares de bolas de fogo com uma camada extra de veneno.
Interceptei algumas com bolhas de oxigênio que, apesar de aumentarem o fogo o mantiveram preso e faziam com que explodissem bem longe do campo de batalha.
Júlio proferiu algumas palavras e mais da metade das bolas de fogo se viraram contra a própria serpente, que deixou o resto de seu corpo cair desacordado com um estrondo que fez com que areia e lixo se espalhassem pela água.
-Acabou? -Tainara perguntou ofegante.
Começamos a nos aproximar, mesmo em baixo da água seus rostos estavam sujos e expressavam cansaço. Annabeth apareceu ao meu lado, á encarei e com um simples olhar foi possível saber que ela estava bem.
-Ainda não. -Thalia se aproximou da serpente á analisando. –Precisamos ter certeza de que...
A serpente abriu um de seus olhos vermelhos e uma voz estridente tomou conta de todo o local.
-Vocês acham mesmo que podem me deter? Eu sou invencível.
Tobias cerrou os punhos e encarou a serpente mortalmente. –Então era você?
Sua risada parecia um monte de lixas e era tão estridente quanto qualquer coisa que eu já tenha ouvido... Á não ser em meus sonhos...
-Eu posso assumir a forma que bem entender meu caro amigo...
-Poupe-me das explicações. Não vou deixar que os machuque!
-MAS NÃO SEREI EU QUE IREI MACHUCÁ-LOS.
Então sem dizer mais nada uma imagem saiu de seu olho. Havia um homem com roupas de praia amordaçado e acorrentado, sua barba e cabelos estavam grisalhos e seus olhos que antes eram de um verde mar profundo agora estavam escuros, sem vida e distantes.
Prendi a respiração e cambaleei para trás.
—Pai?
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LUKE
Por um instante tudo ficou em silêncio enquanto assimilávamos as novas informações. Aparentemente o que Ártemis dissera pra eles no jantar era verdade. Poseidon havia sido pego.
Percy cerrou a mandíbula e segurou tão firme contracorrente que os nós de seus dedos ficaram brancos, seu olhar sanguinário encarava a imagem.
-O que você fez com ele?
-O mesmo que fiz com os outros deuses. Abri seus olhos e mostrei quem é que manda.
Seu olhar estava sem foco e distante, nem mesmo se parecia com um deus.
Percy estava ofegante e podia sentir a água se agitando não apenas a nossa volta, mas em todo o Rio.
Olhei para Annabeth que estava apreensiva ao lado do namorado. Instintivamente fui para mais perto de Tainara e Thalia que estavam próximas.
-Percy...
Annabeth tentou tocá-lo, mas era tarde demais, e o rugido de ódio de Percy fez com que toda a água desaparecesse.
-Oh Merda...
Um grito diferente soou mais acima conforme as pessoas na ponte intercalavam entre nos encarar assustados, tentar correr da enorme bolha feita com toda a água do rio que agora flutuava sob suas cabeças e tirar fotos com seus celulares ou fazer ligações.
O que quer que a névoa estivesse mostrando ainda parecia muito aterrorizante, o que significava que logo aquele lugar estaria cheio de policiais.
-Cabeça de Algas. –A voz de Annabeth era calma e se aproximou mais tentando tirar a atenção do garoto da imagem.
-Cuidado!
Olhei para o lado no momento exato em que Thalia me jogou no chão e uma explosão veio do ponto onde eu estava antes.
Ela não usava mais o capacete de bolha e me encarava ofegante.
-Obrigado...
Thalia concordou, mas continuou me encarando. Os pequenos raios que pareciam haver em seus olhos piscavam e brilhavam intensamente enquanto tentava me concentrar no fato de que poderia erguer a cabeça apenas mais alguns centímetros para beijá-la, e que seu corpo estava tão colado ao meu que conseguia sentir cada batimento de seu coração...
Thalia encarava minha boca tão fixamente que sentia a garganta cada vez mais seca.
Céus. Como eu queria acabar com isso agora mesmo...
Outra explosão nos tirou do transe e ela pareceu perceber o que estava fazendo, então ficou de pé tão rápido quanto me jogara no chão.
-Hora do segundo Round.
Me esforcei para voltar a ter o controle do meu corpo enquanto aceitava a mão que ela me oferecia.
-Estava até ficando decepcionado com a facilidade com que a havíamos capturado mesmo.
Juntos corremos para a batalha deixando aquele momento de tensão para trás.
O monstro estava solto e jogava bolas de fogo e veneno na direção das pessoas que gritavam desesperadas.
A imagem de Poseidon ainda estava nítida e prendia toda a atenção de Percy. Annabeth o defendia do melhor jeito que conseguia enquanto tentava tirá-lo daquele transe.
Júlio e Tainara atacavam de frente; corremos até a ponte para proteger os mortais que continuavam a espalhar o caos por todo o local.
Lutamos juntos, desferindo golpes sempre que possível e tirando todos do perigo.
-Tobias! –Tainara correu em nossa direção.
-Onde está Júlio? –Não foi possível olhá-la.
-Ele está me dando cobertura. Eu sei como detê-la. -Parei e á puxei para longe, então fiz sinal que continuasse. –Os acontecimentos desses últimos dias se encaixam perfeitamente. A profecia.
-Não estou entendendo.
-Você é única; os segredos guardados logo serão revelados. A serpente convida, pois ela é sua única saída. –Tainara repetiu os versos da profecia que Rachel lhe falou, ela me encarou esperançosa.
Pressionei os lábios tentando juntar os pontos, mas então como se algo despertasse em minha cabeça, finalmente entendi o que tudo aquilo significava. Balancei a cabeça sério.
-Ás vezes você entendeu errado, essa não pode ser a única maneira.
-Claro que é! Estava tudo tão fácil e eu nem ao menos notei.
-Como pode dizer que isso é fácil? –Minha voz saiu um pouco mais alterada do que gostaria, ela porem, sorriu. -Não!
Tainara segurou minha mão e a apertou ainda sorrindo. -Entenda que eu não vim para pedir permissão, só preciso de uma distração e sei que você fará o que é certo.
Seus intensos olhos castanhos me fitaram calmamente, mas o que ela me pedia não estava aberto para discussão. Eu faria de tudo para defendê-los e se a profecia estava pedindo um sacrifício que fosse o de alguém sem nada á perder.
-Tudo bem... –Minha voz estava rouca, ela me deu um beijo na bochecha e sorriu.
-Apenas me de cobertura.
Tainara correu e passei a mão no cabelo exasperado. Então me voltei para onde Thalia estava observando tudo um pouco curiosa.
-Eles precisam de ajuda.
Ela aproximou-se de mim e sem dizer mais nada fez algo que nunca pensei que realmente aconteceria... Nem mesmo em minha primeira vida...
Thalia Grace me beijou na ponte Des Arts em Paris!
A sensação de tê-la tão próxima de mim fez com que eu perdesse todos os sentidos de novo. Tudo que conseguia pensar era em seus lábios que se encaixavam nos meus de forma tão perfeita quanto seu corpo e por um instante todos os problemas desapareceram.
Éramos só nós dois presos por um beijo profundo e maravilhoso.
Quando ela se afastou senti meus lábios formigarem implorando para que voltasse. Thalia sorriu, seus olhos azuis brilhavam enquanto o sol batia em sua pele branca com as sardas rosadas.
Puta merda.
Linda. Thalia Grace era a garota mais linda que já conhecera...
-Não morra uma terceira vez antes que possamos conversar sobre isso.
Sem que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela correu na direção das pessoas que poderiam estar em perigo de novo.
Tentei por meus pensamentos no lugar, mas parecia uma missão impossível.
Certo. Não morrer...
Suspirei pesadamente, que bom que ela não me deu a chance de prometer isso, já que provavelmente estava prestes a fazer alguma cagada...
Sai em disparada para alcança-la.
Tinha que fazer a coisa certa dessa vez.
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THALIA
Consegui afastar o ultimo pedestre da zona de combate, minha mente estava direcionada á vários pensamentos diferentes, mas o que mais o prendia era o beijo.
Não havia explicações para o que fiz, tinha escutado toda conversa e não sabia como Tainara não notou a mentira em sua voz. Era óbvio que ele não á deixaria morrer. E isso causou em mim uma espécie de déjà vu...
Todas as lembranças de minha vida antes e depois da caça me atingiram.
Senti um aperto em meu coração, pois sabia como era ter essa necessidade de proteger as pessoas que ama. E estava ciente que não teria como manter aquela promessa se tivesse feito ele responder...
Então simplesmente o beijei sem nem mesmo saber ou me importar com o fato dele talvez não corresponder, mas assim que nossos lábios se encostaram todas às duvidas sumiram, não havia palavras para explicar o que senti, foi uma sensação nova e ao mesmo tempo tão familiar...
Tentei manter o foco, ainda estávamos no meio da batalha. Olhei ao redor, toda a multidão havia sido posta atrás das faixas amarelas; havia policiais em todo o perímetro, com armas apontadas pra nós e falavam tão rápido no megafone que mesmo se soubesse francês fluentemente não seria capaz de enteder. Porem sua real atenção estava voltada para a enorme bolha de água que flutuava acima de todos.
Pulei da ponte e comecei a analisar a situação. Percy continuava tentando ajudar o pai; Annabeth e Júlio atacavam o monstro, chamando sua atenção; Tobias e Tainara aproximavam-se sorrateiramente...
A garota fez com que flores crescessem ao redor da serpente e antes que o monstro pudesse reagir todo seu corpo estava envolvido em um emaranhado de rosas, algas e espinhos.
Novamente nos reunimos e a serpente voltou a falar:
—Não importa o que façam, nunca irão me deter. Os deuses estão sob meu controle e eu venci!
-É o que você pensa. –Tainara possuía uma aura branca ao seu redor, seus olhos refletiam a luz e um suave aroma de jasmim emanava por todo lugar.
-A benção de Perséfone. –Sussurrei com os olhos arregalados.
Todos, até mesmo Percy estavam paralisados e maravilhados ao mesmo tempo.
Tainara levantou as mãos e a serpente começou a se contorcer, enquanto uma enorme cratera era aberta a sua volta.
-Eu lhe convido a uma voltinha pelos campos de Punição.
Sua voz estava surpreendente calma e mortal conforme se aproximava...
Ela realmente iria fazer isso.
A ideia de perdê-los estava fora de questão. Olhei ao redor e vi que todos esperavam para o grande desfecho, pra eles não tinha mais o que fazer além de ver Tainara derrota-lo... Se realmente soubessem da verdade.
Tainara olhou de relance para os dois, demorando mais em Tobias para que ele entendesse o recado. O garoto porém, não respondeu como esperado, á fazendo vacilar.
Foi o tempo que a serpente precisou para atacar uma ultima vez.
A última coisa que ouvi foram os gritos de alertas antes que minha visão escurecesse.
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LUKE
As coisas aconteceram rápido demais.
Tainara notou que eu não faria parte de seu plano suicida e que seria outra pessoa a pular naquele buraco.
Mas antes que tivesse a chance de fazer qualquer coisa, a serpente usou o momento de distração de Tainara para acertá-la com a cauda, fazendo com que ela perdesse a concentração e equilíbrio. A cratera começou a se fechar e Júlio correu para ajuda-la.
Então o grito de Annabeth chamou minha atenção, olhei em sua direção e vi que ela estava ajoelhada ao lado de Thalia.
Meu sangue gelou e corri até elas e a encontrei quase inconsciente. Seu corpo estava ensanguentado, queimado e com diversos cortes...
-Ela não conseguiu desviar. –Annabeth segurou o choro.
Pelos céus. Por favor não, não...
A peguei nos braços e ouvi seu suspiro. –E-E-Eu Es-Estou bem.
Sorri aliviado ao ver seus lindos olhos azuis se encontrarem com os meus. Então a apoiei em meus ombros enquanto Annabeth lhe dava um pouco de ambrosia.
-Espere!!! -Tainara gritou e nós três encaramos a batalha.
Júlio tinha as mãos brilhando assim como os cabelos e olhos e dizia frases sem sentido que causavam um enorme efeito retardatário na serpente.
Tainara fazia o possível para manter as correntes ao redor do monstro, apesar de ainda estar com a benção de Perséfone sua concentração não se direcionava a luta, mas sim ao que acontecia ao seu redor.
Percy estava chamando a atenção dos policiais exclusivamente para ele ao mesmo tempo em que atacava.
Olhei uma ultima vez para Thalia e com o consentimento de Annabeth, corri para ajuda-los.
-Precisamos fazer alguma coisa! –Júlio desviou do ataque.
-Só tem um jeito de detê-la, mas eu falhei. –Era possível ouvir o ressentimento na voz de Tainara que se recusava a me olhar.
-A cratera está se fechando! –Percy acertou o monstro e materializou outro escudo de água no momento exato que os policiais dispararam novamente. –Temos que nos livrar de toda essa multidão! –Então seus olhos brilharam, como se só naquele momento tivesse notado o que fez com o rio. –Tobias me de cobertura.
-Sem problemas!
Percy se aproximou do monstro, enquanto eu o mantinha distraído. Mas estava se tornando uma tarefa difícil, parecia que o efeito retardatário das espadas já não fazia mais tanto estrago.
-Não!!!
Desviei do bote da serpente e rolei para o lado contrário assim que Percy jogou a enorme bolha encima do monstro, que foi arremessado até parar á alguns centímetros do buraco. Thalia se soltou de Annabeth e correu cambaleante na tentativa de pará-lo, mas não conseguiu.
Percy direcionou toda a água em um só lugar, levando não só a serpente como o deus dos mares para o buraco. Só então ele notou o que estava fazendo e arregalou os olhos.
-Pai!
Percy tentou ordenar o rio a voltar, mas era tarde. Eu estava longe demais para alcança-los, Tainara estava exaurida demais para invocar mais do que algumas plantas envolta do deus que acabavam por arrebentarem e serem levadas pelo vácuo que começava a formar.
O poder de Júlio envolveu a cadeira de Poseidon, mas a serpente enroscou a enorme calda nela também para que a água não levasse o resto de seu corpo.
Thalia então correu até eles e mesmo ferida, conseguiu dar um salto e arrancar uma espada de sua mochila mágica, desferindo um golpe certeiro na calda da Serpente que rugiu de dor e voltou a ser levada para baixo.
Senti o aperto no peito quando a vi usar seu último impulso que poderia tira-la do redemoinho para empurrar Poseidon e permitir que o poder de Júlio voltasse a tirá-lo de lá, e então a serpente deu seu último ataque e Thalia e caiu desacordada.
Todos gritaram em uníssono, o buraco se fechou e a água retornou ao seu devido lugar, nos cobrindo completamente; por algum motivo as bolhas de oxigênio também voltaram, mas ninguém estava preocupado com isso.
Tudo que restara fora aquele pedaço de calda que ela arrancara e que agora se transformava em um pedaço de carne metálica...
O coração de Carbyne...
Estava feito.
A profecia se cumprira.
A serpente se fora, assim como Thalia Grace!
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