Notas iniciais
Eu sei que demorei mas não estava conseguindo escrever nada, e este capitulo estava pronto a um bom tempo, só faltando uma parte para finalizar ela, mas agora foi e ele esta ai, e bem este e um capitulo um pouquinho pesado mas espero que gostem, e bem comentem que isso me anima a escrever, pois mesmo eu sabendo que não mereço com vocês comentando isso me fara que tenho uma divida com todos e irei escrever para pagar a mesma, bem muito Obrigado e Bom capitulo

Pov. Perseus

Saímos quando a manhã já estava terminando e chegamos no início da tarde, quando vi os monstros, mas o que mais chamou a atenção foi o semideus que eles estavam atacando, ou melhor, a semideusa, pois era uma menina. Ao ver isso, nem escutei o que Ártemis estava dizendo, que certamente seria o nosso plano de ataque, eu só agi automaticamente: pulei na frente dela, evitando o golpe do Minotauro, que tentava acertá-la com o seu machado, e a olhei — mais especificamente, os seus olhos, olhos...

...olhos verde-mar, assim como eram os meus antigamente, e, ao olhar no fundo dos seus olhos, vi os meus refletidos, e, sem que eu tivesse escolha, os meus mudaram para o antigo verde-mar que todos conheciam. Nem precisei da bênção de Atena para descobrir que aquela garota, quem quer que fosse, era a minha irmã, uma filha de Poseidon, e, ao confirmar o meu pensamento, senti uma grande ligação com ela, como se fosse minha irmã mais nova, uma irmã que eu protegeria de quem quer que fosse, mesmo que outros achassem contraditório eu ajudá-la, já que eu tinha renegado Poseidon. Mas ela não tinha culpa de ser filha de quem era, e muito menos sabia do que estava acontecendo, e, por último, o meu defeito fatal é a lealdade. Ela era minha irmã, e percebi em seus olhos que ela reconheceu isso, e estava, através daqueles lindos olhos verdes, me pedindo ajuda. Poseidon poderia ter me traído, mas ela não, e eu não a trairia quando ela mais precisava da minha ajuda.

Ao me decidir, meus olhos escureceram para um preto ônix, mais frio que gelo. Abaixei a cabeça e apenas empurrei o Minotauro para longe, fazendo com que caísse no início da cidade, e me olhasse com uma cara assustada — isso, se touros conseguem fazer uma cara assustada —, assim como todos os outros monstros.

Virei-me para os homens que vinham correndo, em direção à menina, e olhei para eles, no fundo dos olhos, e comecei a ler os seus pensamentos.

Vi que tinham acabado de sair do bar da cidade, estavam tão bêbados que mal se aguentavam em pé, e era um milagre estarem fazendo aquilo. Tinham ouvido um barulho no início da cidade e visto a menina correndo de lá para o centro, e, atrás dela, vários brutamontes que, para eles, pareciam motoqueiros e caminhoneiros correndo furiosos atrás dela. Na mesma hora, associaram o que estava acontecendo: uma prostituta estaria fazendo ponto na beira da estrada quando apareceu aquele monte de brutamontes, querendo os serviços dela. Certamente ela tinha negado, e eles teriam ficado furiosos com isso e partido para cima dela, que começara a tentar fugir. Azar o dela, ninguém a mandara ser prostituta, e ainda por cima negar serviço a um bando de caminhoneiros e motoqueiros; agora que aguentasse as consequências da própria escolha. E, no final, tiveram uma ideia, que, na hora, achei repulsiva e que me deu ainda mais raiva do que já sentia ao ouvi-los chamarem a minha irmã daquele nome: já que os brutamontes iriam violentá-la, por que eles também não poderiam? Afinal, para eles, ela não era uma pessoa; ninguém a obrigara a escolher aquela vida, e ninguém reclamaria disso, afinal as roupas dela já estavam rasgadas antes mesmo de entrarem na cidade — se não quisesse ser estuprada, não deveria ter se vestido daquele jeito.

Então o grupo começou a correr atrás dela também, pensando no que fariam com ela — todo tipo de atrocidades, além de vários atos sexuais que passavam pela cabeça deles enquanto corriam, usando inclusive objetos que carregavam consigo para machucá-la. Nesse ponto, eu parei; não aguentava ouvir mais nada. O chão já começava a tremer com um terremoto, quando os meus poderes começaram a sair do controle. Sabia que aquilo certamente chamaria a atenção das caçadoras, mas pensaria na desculpa depois, pois a única coisa que via à minha frente era vermelho, e aqueles idiotas.

Deixei cair a espada e dei dois passos à frente, invoquei uma totalmente feita de sombras, coloquei-a à frente, virei-a com a ponta para baixo, em direção à terra, e soltei-a para que se cravasse. Ao se cravar, ela começou a se espalhar pela terra, como se estivesse abrindo crateras, rodeando a mim e àquelas pessoas que ousavam se dizer humanas e, ainda por cima, homens. Nisso, criou-se uma redoma totalmente negra, envolvendo a todos nós, não permitindo que ninguém saísse ou entrasse. Nisso, invoquei outra espada feita de escuridão e fui para cima deles. Alguns foram espertos e tentaram fugir, mas a redoma os impedia; outros, a minoria, foram idiotas o suficiente para pensar que poderiam me enfrentar, mas não duraram nem um minuto.

Ao primeiro, decepei o braço, já que fora ele quem pensara em usá-lo para machucá-la; ao outro, decepei a perna, fazendo-o gritar de agonia. A um, rasguei a barriga, para que sofresse enquanto as tripas saíam. Aos outros, cortei braços, dedos, pernas, as costas, entre outras coisas. Só se ouviam seus gritos de agonia; chutei cada um, para que gritasse ainda mais, para que sentissem a minha fúria. No final, castrei todos, para que nunca mais fizessem nada a ninguém, e para que, quando fossem presos, se tornassem nada mais, nada menos, do que joguetes sexuais dos outros presos. Todos os ferimentos pareciam graves, sangravam e doíam muito, mas fiz questão de deixá-los vivos: sofreriam durante toda a vida, e eu faria questão de que sofressem também depois da morte. Nisso, fiz um chamado, convoquei Tânatos à minha presença, e o vi diante da redoma; permiti que entrasse e o fiz jurar que os levaria aos Campos de Punição, para que sofressem as piores torturas possíveis. Nisso, ele invocou vários tecidos para cobri-los, dizendo que não seria bom as caçadoras, a deusa da lua e a menina, à frente, verem o que lhes acontecera. Depois de desfazer a redoma, ele voltou aos seus serviços, e ainda se ouviam os homens gemendo de agonia, e, mesmo debaixo dos tecidos, dava para ver que estavam vivos.

Nisso, virei-me para os monstros e vi o medo em seus olhos, medo que eu faria questão de aumentar, para que soubessem que nunca deveriam mexer com a minha irmã, ou com qualquer outra pessoa que eu estivesse protegendo. Parti para cima de todos, não permitindo que nenhum escapasse.

Nisso, voltei para perto da minha irmã, temendo que ela também me achasse um monstro. Ela olhou nos meus olhos novamente, e senti ali a sua confiança; ela sabia que eles queriam matá-la e abusar dela, e que eu simplesmente a protegera, e não deixaria que ninguém a tocasse. Ela se levantou e veio correndo em minha direção, abraçou-me fortemente, quase me derrubando, e disse algo que me surpreendeu:

— Irmão...

Nisso, abracei-a fortemente, permitindo que visse o meu rosto, e disse:

— Sim, minha irmã. Agora tudo ficará bem. Não permitirei que ninguém mais te machuque. — Eu sei — ela respondeu, afastando-se — pois, afinal, nosso defeito fatal é a lealdade. — Como você sabe disso? — perguntei. — Um amigo me explicou que eu era diferente, e que encontraria um outro irmão que me explicaria tudo, mas que, assim como eu, também tinha um defeito fatal, que era a lealdade. Por isso sei que nunca vai me trair — disse a menina. — Sim, eu não vou, assim como você nunca vai — respondi. — Meu nome é Perseus, mas pode me chamar de Percy. Mas não conte às caçadoras, aquelas meninas imortais ali — disse, indicando-as — pois, senão, terei alguns problemas. — Tudo bem — ela me respondeu. — Guardarei o seu segredo, meu irmão. Aproveitando, meu nome é Clara. — Que nome lindo, bem-vinda à família, Clara — disse. — É bom estar em casa, Percy — Clara me respondeu, abraçando-me mais uma vez.

Pov. Desconhecido

Estava de longe, vigiando a minha irmã, e já ia partir para cima daqueles humanos e monstros, quando o menino misterioso apareceu. Logo percebi que Clara confiava nele, e já soube imediatamente que, assim como eu e Clara, ele era filho de Poseidon, e, ao ver a destruição que fez, tanto com os monstros quanto com os humanos, gostei dele imediatamente, pois fez a mesma coisa que eu faria. Tinha certeza de que ele a protegeria, assim como o Oculto — até que fui tirado dos meus pensamentos ao ouvir uma voz.

— Ele realmente vai protegê-la, com isso você não precisa se preocupar, sem contar que eu também vou. Já estava para matar o Minotauro quando ele apareceu, e, depois de ver a sua reação, soube que ele cuidaria de tudo, então vim atrás de você. — Veio tentar me impedir, Oculto? Vai lutar contra mim para me parar? — pergunto, sem me virar. — Não, Lucas — respondeu Oculto. — Prometi tanto à sua mãe quanto a vocês que não interferiria nas suas decisões. Vou te proteger, não importa qual lado você escolha, afinal sei qual é o seu verdadeiro objetivo. — Eu sinto falta dela, Oculto, assim como sinto falta da Clara — respondo a ele — mas eu tenho que fazer isso, por mim e por ela. — Eu sei, Lucas — respondeu Oculto. — Também sinto falta dela, mas ela me fez jurar que eu não interferiria. Eu poderia te dizer para voltar para a Clara, para sentir menos saudade, mas, vendo a sua situação, sei que isso será impossível. — Eu lhe agradeço pela preocupação — digo a ele. — Se eu tentar me aproximar dela agora, vão matá-la, e, mesmo que não a matem, vão me matar, o que é o mesmo que matá-la, já que estamos ligados. Tudo o que acontece a um acontece ao outro. — Nesse ponto, minha voz estava trêmula; sabia que Oculto não me julgaria se eu chorasse ali, mas, mesmo assim, me forcei a não chorar. — Só estou afastado dela para protegê-la. Se isso ainda for necessário para continuar protegendo-a, é o que farei.

Olhei para o céu, vi as estrelas e, finalmente, virei-me para ele e perguntei:

— Conseguiu achar aquilo que lhe pedi? — Sim, consegui — respondeu-me. — Posso usá-lo quando quiser. — Entendo — respondo a ele — só o use quando for necessário para salvá-la.

Oculto assentiu sem dizer nada.

— Preciso ir — falo, no final. — Preciso voltar e reportar que os monstros foram destruídos após a interferência das caçadoras, o que não é mentira, já que ele está com a caçada. — Eu sei, voltarei a vigiá-lo das sombras, assim como a Clara — disse-me Oculto, e senti a sua presença desaparecer.

Sabia que ele, mesmo com a presença desaparecida, estava ali em algum lugar, vigiando a mim e a Clara, e me permiti um sorriso, coisa que não fazia havia anos, e voltei para a sala do trono do Tártaro, para encontrar novamente com Vácuo, deixando Clara aos cuidados do nosso irmão mais velho e de Oculto.

Pov. Ártemis

Ao chegar à cidade, vimos o grupo de monstros que estávamos caçando, e já me virei para as caçadoras, começando a falar com elas sobre o nosso plano de ataque, quando vi que o nosso guardião me ignorou completamente e saiu correndo para lá. Antes que eu pudesse repreendê-lo, não pude acreditar no que via à minha frente: uma garota caída, machucada, cansada e, ao que parece, com fome, tendo os monstros no seu encalço, além de homens. Nem tive tempo de pensar em mais nada, ao ver o Minotauro prestes a matá-la, e não teria como eu fazer nada para salvá-la, até que o golpe fatal do Minotauro foi parado pelo nosso guardião, que parece ter sido o primeiro a ver o que estava acontecendo, e acabou salvando-a.

Se não fosse por ele ter parado o ataque do Minotauro, a garota agora estaria morta. Nessa hora, mesmo relutante, agradeci-lhe silenciosamente pelo que fizera, mas a sua atenção estava voltada para a menina, que estava caída, olhando para ele, admirada, e, ao que parece, houve algum entendimento entre os dois — isso antes de Guardião se virar e jogar o Minotauro longe. Fiquei impressionada, mas não com o que ele fizera ao Minotauro, e sim com o que acontecera entre aqueles dois, pois certamente havia algum entendimento entre eles.

Ao olhar para Guardião, para ver qual seria a sua reação seguinte, vi que ele estava olhando para um grupo de homens que pareciam bêbados, e finalmente percebi que a cena era maior do que eu pensara inicialmente. A garota, além de ser perseguida pelos monstros, estava sendo perseguida pelos homens bêbados, que tinham cara de quem queria violentá-la. Olhei para eles, a contragosto, para ver o que queriam fazer com ela, e, quando comecei, já senti enjoo, mas não cheguei a continuar, pois, nisso, o chão começou a tremer com um terremoto que rivalizava com os de Poseidon, e que quase nos tirou, a mim e às minhas caçadoras, do chão. Olhei para os lados, para ver se via o próprio Poseidon, pois já tinha praticamente certeza de que a menina era filha dele, só que, ao olhar de novo para a frente, vi que o terremoto vinha do local onde se encontravam a menina e o Guardião, o que me surpreendeu imensamente, pois não sabia que aquela garota conseguia controlar os seus poderes, mas ela estava conseguindo fazer um terremoto igual ao do pai. Depois, vi que o meu julgamento estava errado, já que, ao avançar sobre os bêbados, o Guardião andava como se nada o afetasse, além de o epicentro estar mudando conforme ele se deslocava, o que, na hora, colocava em conflito a sua identidade, pois os únicos a fazer terremotos são os filhos de Poseidon, e não os de Hades.

E, antes que meus pensamentos se juntassem em algo concreto, ele deixou cair a sua espada e invocou outra, feita somente de escuridão, virou-a com a ponta para a terra e a soltou, para que se cravasse, fazendo com que se criassem várias crateras, das quais saiu um monte de escuridão que os envolveu, a ele e aos bêbados, impedindo que qualquer um visse o que acontecia lá dentro. Mas ainda dava para ouvir os gritos de agonia dos homens que estavam lá dentro, e isso me fez pensar no que Guardião estaria fazendo com eles. Tentei me teletransportar para lá dentro, mas, por algum motivo que não sei ao certo, não consegui.

Depois de algum tempo, vi Tânatos chegando e penetrando na redoma, de alguma forma, o que me levou a pensar que Guardião os tinha matado. Menos de um minuto depois, a barreira foi desfeita, Tânatos foi embora sem levar ninguém, e, misteriosamente, apareceram panos encobrindo os corpos dos bêbados, mas ainda dava para ouvir os seus gemidos de agonia, além de perceber que estavam vivos. Mas não deu para processar bem essa imagem, pois Guardião já tinha partido para cima dos monstros restantes, acabando com todos.

Ao fim do massacre unilateral feito por Guardião, ele se voltou para a menina, e, nisso, já me preparei para avançar sobre ele, pensando que faria algum mal a ela, já que certamente tinha perdido a cabeça. Só que, antes que eu me movimentasse, a garota correu em direção a ele, abraçando-o, e disse algo que, mesmo sendo baixo, captei, ou pelo menos uma pequena parcela — a palavra parecia ser "irmão". Fiquei tão chocada com tudo aquilo, que não prestei atenção em mais nada, só vi de longe a conversa dos dois, e, quando ele apontou para nós e depois veio em nossa direção com a menina, disse:

— Nossa missão já está completa, Lady Ártemis, já estarei voltando para a floresta, para montar o acampamento.

E assim saiu, mas, antes, estalou os dedos, fazendo um forte vento passar pela cidade. Ninguém reconheceria aquilo se não soubesse exatamente o que era, mas estava claro que ele havia manipulado a névoa. Depois de um tempo, ouvimos carros de polícia chegando; mandei as caçadoras retornarem à floresta e armarem o acampamento, enquanto eu via o que aconteceria. Os policiais chegaram, interrogaram os cidadãos, e todos confirmaram que o grupo de bêbados tentara violentar uma menina que estava viajando, só que se desentenderam entre si e começaram a atacar uns aos outros, até ficarem daquele jeito, e que um acompanhante da garota tinha arranjado os panos e os jogado sobre eles, para que ninguém visse o que tinham feito uns aos outros, e levara a menina para um hospital. Nisso, os policiais levantaram os panos para ver o que havia debaixo, a fim de levar os criminosos à justiça, mas alguns até vomitaram com o que viram, e eu fiquei horrorizada com o que vi, pois, mesmo que houvesse alguma dúvida sobre quem realmente era o pai de Guardião, a sua ferocidade deixava mais do que claro que era filho de Hades. No final, os policiais chamaram uma ambulância e levaram todos para um hospital, e, quando estivessem recuperados, os levariam presos. Eu voltei para o acampamento com a cabeça cheia, e, principalmente, com o maior mistério de todos: quem, na verdade, é Guardião.

Notas finais
Bem o que acharam?? preciso melhorar????
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.