Notas iniciais
Espero que gostem.

— Estamos perto? — Murmurou Ian, com Dione nos ombros. — Estamos andando há horas nesse labirinto e nada de uma saída. — Ian parou de falar quando ouviu vozes.

— Você ouviu? — Murmurou Dione. — Há uma luz ali na frente.

Eles correram na direção da luz, esquecendo das fraquezas que ambos estavam sofrendo. Ao atravessar a luz, notaram que havia um pequeno grupo de pessoas e a praia ao fundo.

— Ah, graças aos deuses. — Gritou Ian, mas viu que os garotos ficaram armados, aparentemente se assustaram com a repentina aparição deles. — Calma, nós viemos em paz, nós fomos sequestrados e passamos horas naquele labirinto infernal, mas queremos sair o mais rápido daqui.

— Vocês nos assustaram. — Gritou Alejo, com uma expressão de preocupação no rosto. — Não façam mais isso. — Ele sorriu para Narcisa. — Estou apaixonado por você, Cissa.

Narcisa ficou envergonhada com o comentário repentino de Alejo.

— Você está bem? — Murmurou ela, ficando corada. — Que coisa estranha para dizer neste momento. — Ela sorriu, nervosa.

— É o momento certo, para nós. — Disse Alejo, se aproximando dela.

Guilherme olhou para Alejo, desconfiado, achou estranho o amigo se declarar em um momento inoportuno, mas achou mais estranho que ele tenha feito isso com uma flecha vermelha cravada em suas costas.

— Vocês acham realmente que meros mortais fossem vencer do amor? — Exclamou Eros, sentado em uma pedra, olhando maliciosamente para eles. — Acharam mesmo que iam vencer, ou que iam me vencer?

— EROS! — Gritou Dione, sacando sua espada. — Vou destruir você. — Ao dizer isso, um jato de vento a jogou no chão.

— Que garotinha mais atrevida, é feio desrespeitar figuras de alta autoridade. — Exclamou Anteros, parando ao lado de Eros, com o seu arco ao contrário. — Vocês todos são estúpidos, são crianças que saíram do berço ontem e querem bancar os heróis hoje.

Guilherme fez sinal para seus companheiros ficarem em posição de batalha.

— O que temos aqui? — Murmurou Narcisa para Guilherme.

— Dois deuses diabólicos, semideuses confusos e outros prontos para lutar e uma caverna muito esquisita. — Guilherme exclamou, sorrindo para ela.

Narcisa sorriu, sacou suas facas e sorriu para Eros.

— Esperem! — Gritou Igor, saindo da caverna. — O que está acontecendo aqui?

Anteros sorriu.

— Mais pobres almas para a morte. — E avançou voando para Igor, mas foi repelido por um poderoso escudo negro. — Maldição, de quem é esse escudo?

— Meu! — Gritou Darren, olhando furiosamente para Anteros. — Esse escudo, ganhei do seu irmão Phobos por ter feito um favor à ele, vejo que sentiu o gosto dele, é bom?

Anteros voou na direção de Darren, lançando-o longe.

Enquanto Anteros lutava contra Darren e Igor, Eros observava os semideuses restantes com atenção.

— PERCY! — Gritou Annabeth, correndo na direção de Percy e o sufocando em um abraço apertado. — Graças aos deuses! Vamos sair daqui, vamos voltar ao barco.

— Annabeth, leve Alejo e Percy para o barco e nos esperem lá, vamos terminar isso aqui e vamos voltar para o acampamento. — Ordenou Guilherme.

Annabeth concordou e saiu com Percy e Alejo.

— Quem você pensa que é? — Murmurou Anteros, enquanto golpeava Darren, sem sucesso pois este desviava dos golpes.

— Logo você vai saber! — Gritou Darren, atingindo o escudo no rosto de Anteros. — Está bom, dizem que esse escudo tem gosto de medo, mas parece gostoso comparado à você.

Anteros caiu no chão, mas levantou rapidamente, sacou o seu arco e disparou uma flecha, que atingiu o coração de Darren.

— Só isso? — Murmurou Darren, arrancando a flecha e jogando no chão.

— Preciso de reforços aqui, irmão! — Gritou Anteros para Eros, que observava de longe.

Eros avançou correndo, colocando uma de suas flechas mais poderosas no arco e disparou, mas errou Darren.

— Você não vai atacar o meu amigo! — Gritou Eilonwy, puxando a agua da praia e criando uma massa gelada lançando em Eros, fazendo com que ele ficasse congelado.

A flecha de Eros ficara cravada no chão, próximo aos pés de Ian e Dione.

— Acho que você deve lançar! — Pediu Ian, olhando com felicidade para ela.

— Por que? — Questionou Dione, olhando para ele.

— Você sempre desconfiou de Eros e eu fui idiota o suficiente para não acreditar em você, então pegue a porcaria da flecha e faça justiça.

Dione sorriu e pegou a flecha do chão, mirou em Anteros e lançou a flecha com toda a força que tinha, mas errou.

Anteros sorriu e começou a aplaudir.

— A única esperança de me derrotar acabou de ser desperdiçada, eu sou o deus do ódio, apenas amor me derrota, agora a linda Dione acaba de finalizar este ato cruel! — Gargalhou Anteros, mas parou ao ver que a flecha estava em seu peito.

Darren sorriu.

— Acho que o seu ato de argumentar com Dione não deve ter sido bem sucedido, pois ao se virar, você se esqueceu de mim! — Darren sorria.

Anteros caiu no chão, se contorcendo com a dor que estava sentindo.

— Isso dói! Isso dói! Amor dói! — Gritou e ficou inconsciente.

Dione abraçou Ian, mas sentiu como se estivesse desfalecendo. Olhou ao seu redor e viu que todos estavam caídos, menos Darren e Narcisa, e olhou para o horizonte e viu um homem com uma armadura negra, um elmo em formato de carneiro e uma espada negra.

Dione caiu assim como os seus amigos.