— Você é Deimos? — Perguntou Narcisa, assustada com a repentina aparição do Deus no navio deles. -Quer dizer...perdoe-me por ser tão indelicada, é que você é o meu deus favorito da mitologia grega.

— Sério?.... Quer dizer, é uma honra ouvir tais palavras, minha jovem! — Disse Deimos, sorrindo. — Mas não vamos fugir do foco da nossa conversa, estou aqui para oferecer ajuda à vocês.

— O senhor vai nos ajudar? — Questionou Guilherme, erguendo uma de suas sobrancelhas, não se deixou abalar pela pergunta petulante. — Nos conhecemos há cinco minutos e quer nos ajudar?

Deimos soltou uma poderosa gargalhada, os piratas que o acompanhavam fizeram o mesmo.

— Você é inteligente ou incrivelmente burro demais para perceber o seu lugar, meu lindo jovem. — Murmurou Deimos, perigosamente. — Eu vou lhes oferecer ajuda, pois meu pai me enviou para vocês, esse mar é o meu território e é claro, que nenhum de vocês tem poderes aqui. — Deimos tossiu. — É claro que vocês me querem como aliado ou como inimigo, sou muito bom com multidões, mas seria covardia demais utilizar os meus poderes em vocês.

— Nós queremos sua ajuda, senhor. Mas temos que saber o que vai nos oferecer. — Perguntou Alejo, com a voz falha. — Estamos rumo à uma missão perigosa e estamos sem muitos recursos ou reforços.

— Meu caro Alejo, eu conheço sua mãe, você tem sorte de eu ter meus reforços aqui. — Falou ele, com malícia na voz. — Meus piratas estão com vocês agora, eles os auxiliarão em sua missão. — Deimos voltou ao navio. — Eu estarei monitorando pelo lado de fora, caso precisem de mais reforços.

— Muito obrigado, senhor! — Gritou Narcisa. — Espero nos encontrarmos novamente.

Deimos sorriu.