Notas iniciais
Demorei muito, pessoinhas? Muito obrigada a duda quirino pela recomendação mega fofa! animou o meu dia *-* Desculpa se o cap ficar chato porque sabe, é uma daquelas cenas de lutas e vcs sabem que essa parte eu sou meia ruinzinha :///
Anyway, aproveitem!

PoV Katniss

A minha vida foi constituída 70% por coisas ruins. Mas eu garanto, o momento em que eu vi aquele monstro a poucos metros de distância, foi um dos piores momentos da minha vida.

- Katniss, está na hora da aula de luta contra monstros. – falou Percy ao meu lado.

- Não sabe o quanto isso me soou animador. – murmurei.

A criatura me lembrava uma mistura de leão, homem e alguma coisa a mais que não me lembro no momento. Possuía no mínimo dois metros de altura; seu corpo era recoberto por uma pelagem espessa e amarelada; ao invés de pés e mãos possuía garras e unhas afiadas; o rosto era humano, porém deformado. Mas a pior parte era a cauda, onde na ponta havia diversos espinhos afiados pingando uma substância verde e gosmenta. Veneno.

- Corre, Katniss. – disse Percy se afastando lentamente.

Eu não conseguia me mexer, apenas ficava parada a observar aqueles olhos negros e odiosos me olhando. Ele soltou um rugido grave e furioso que me fez bambear os joelhos.

- Corre, Katniss! – Percy gritou enquanto puxava o meu braço.

O movimento voltou ao meu corpo e eu desatei a correr como nunca antes havia feito. Meus pés encontravam obstáculos como pedras, galhos e pontos escorregadios no solo íngreme e úmido. Percy sacou sua espada e me empurrou a adaga de bronze celestial queeu descobri ser de Annabeth.

- O que é aquilo, Percy? – perguntei ofegante ainda correndo.

- Mantícore – ele respondeu da mesma forma – Atira espinhos venenosos, encostar em um deles pode levar à morte certa.

Atrás de nós a criatura se movia a passos lentos e pesarosos.

- Não podemos correr por muito tempo – falei – Acabaríamos por achar outro tributo e ter mais com que se preocupar.

- Só precisamos de alguns segundos de vantagem. – ele me puxou para trás de uma pedra maior e nos abaixamos. Podia ouvir os galhos se quebrando a medida que o mantícore se aproximava.

- Sei que vai me chamar de louco – ele falou limpando o suor da testa – mas você terá que atacar pela frente. Eu fico por trás.

- Ficará mais vulnerável aos espinhos, Percy! – falei com a voz levemente afinada.

- Ele não te dará muita atenção, você é mortal. Terei mais chances de atacar pelas costas, você só precisa distraí-lo.

Neste momento houve mais um rugido e três espinhos negros passaram acima de nós rentes as nossas cabeças, parando apenas quando se chocaram com uma árvore e se fincaram. Percy me deu um beijo na testa e sussurrou:

- Não se machuque, ok?

Consegui esboçar um pequeno sorriso e o segui para a linha de visão da mantícora. Francamente, deveriam começar a vender coragem engarrafada, me seria bem útil naquele momento. Respirei fundo, segurei a adaga com mais firmeza e encarei o monstro.

Seus olhos não tinham sequer um resquício de brilho, negros com o ódio e a raiva. Mais um rugido ensurdecedor, fazendo com que eu começasse a suar frio. Vi Percy atrás dele olhando como se calculasse a probabilidade de acertar um golpe. Então o mantícore atacou, cortando o ar a minha esquerda tão perto que quase podia sentir o frio das suas garras. Por reflexo pulei, pensando no que iria fazer para atacar. Mais um golpe, dessa vez desviei com a adaga, fazendo ele piorar a careta em irritação pelo arranhão que deixou. Estava prestes a agarrar o meu pescoço quando Percy atacou sua perna, fazendo-o perder levemente o equilíbrio e se virar para trás. Os espinhos passaram a centímetros do meu rosto e pude ver o quanto eram letais. O monstro tentava encurralar Percy por todos os lados possíveis, porém ele desviava com uma destreza incrível e atacava da mesma forma. Ele treinou assim por muitos anos e provavelmente já viu coisas piores. Definitivamente eu não gostaria de ser uma semideusa. Quando conseguiu cravar a espada no ombro da criatura, esta apenas grunhiu e o agarrou pelo tornozelo jogando-o no ar. Ele caiu ao meu lado, mas logo se levantou.

- A pele parece dar a ele uma proteção extra – ele disse ofegante – não há como atacar assim.

- Isso me parece a história do...- fui interrompida.

- Sim, o leão de Neméia. Temos que atacar onde ele seja vulnerável e sem proteção.

Neste momento uma saraivada de espinhos passou por nós, fazendo com que pulemos cada uma para um lado. Nos próximos segundos dezenas de espinhos foram lançados, de forma que tivemos que desviar da melhor forma que conseguíssemos. De bruços no chão olhei para o mantícore procurando uma saída para os nossos problemas. Foi então que eu paro os olhos no rosto, como não pensei nisso antes? Não há nenhum pelo no rosto ou qualquer coisa que impeça de atingi-lo. Se eu pudesse atirar uma flecha...

- Percy! Eu tenho flechas de bronze celestial! – gritei.

- O que? – ele falou desviando um dos espinhos com a lâmina.

- Flechas de bronze celestial. Posso acertar o rosto com um tiro, ao que parece é a única parte vulnerável. – falei rolando no chão para longe dos projéteis.

- Tudo bem, vá buscá-las. Eu cuido dele. – ele disse se abaixando.

Me esgueirei por entre as pedras até chegar onde tinha deixado minha aljava e meu arco. Peguei as três flechas de bronze e as coloquei na manga do casaco. Agarrei o arco com força e voltei o mais rápido possível para a luta.

Percy ainda lutava, mais estava cansado e seus reflexos já não eram tão bons. O mantícore estava tão bem quanto antes. Corri para ficar mais perto e ter uma melhor visão. Já ia pegar uma flecha quando caí no chão de repente. Olhei ao redor, a barra da minha calça havia ficado presa em um dos espinhos. Não tinha uma faca para cortar o tecido. Quando olhei de novo para o monstro vi um daqueles espinhos vindo na minha direção. Sabe um daqueles momentos em que parece que o tempo desacelera por um instante? Foi o que eu senti. Não conseguia me mexer, a trajetória do espinho marcava um lugar entre o meu coração e o meu pescoço. Mesmo desviando iria acabar raspando em mim e eu acabaria envenenada. Não havia escapatória. Então o tempo volta ao normal, e eu vejo Percy se jogar na minha frente com um grito de dor. Fora atingido.

- Percy! – um grito estrangulado escapou da minha boca.

Ele ficou deitado do chão e retirou o espinho que havia acertado um ponto logo abaixo da sua costela. Parecia com falta de ar mas disse em um sussurro:

- Atire, Katniss.

Olhei para o monstro e todo o meu medo foi substituído por raiva, muita raiva mesmo. Não só por ele, mas por tudo que aconteceu na minha vida. Meu pai, minha mãe, minha irmã sendo escolhida, eu indo para os jogos, a morte de Rue. Puxei meu pé com força fazendo a barra da calça rasgar e me libertar. Encaixei uma flecha no arco e mirei. O tiro raspou no lado de seu rosto e fez com que ele se contorcesse de dor, confirmando a tese de que ali era um ponto vulnerável. Armei outra flecha e murmurei:

- Ninguém mexe com uma Everdeen e sai impune.

Mandei a flecha e o tiro acertou entre os seus olhos. Ele rugiu em desespero e logo se desfez em poeira dourada. Não esperei nem mais um segundo e me ajoelhei ao lado de Percy.

- Oh meu Deus. – murmurei sem pensar.

O machucado conseguia ser mais grave que o corte no peito. O sangue já empapava sua jaqueta junto com resquícios verdes de veneno. Ele estava muito mais pálido que o normal e seu cabelo negro colava na testa por causa do suor. Estava com a respiração entrecortada e sua voz não alcançou mais que um sussurro.

- Minha intuição nunca falha, sabia que deveria ter te ensinado a lutar.- ele falou com um sorriso de lado, que logo desapareceu por causa da dor.

- Oh Percy, me desculpe! – comecei a chorar ali mesmo – Deveria ter prestado atenção onde andava, assim não ficaria presa e você não estaria machucado como está agora!

- Por favor, não chora, me faz me sentir pior. – ele disse pegando a minha mão – Não vou morrer agora, Katniss. Tenho cerca de três dias até o veneno me matar por completo.

Respirei fundo tentando controlar os soluços. Se não fosse o fato dele estar machucado eu bateria nele.

- Isso não me deixou nem um pouco melhor, D4. Você não pode morrer!

- Esquece, Kat. Só ambrosia e néctar resolveriam o meu problema. Agora me ajude a levantar, por favor. – ele disse estendendo o braço.

Hesitante o ajudei a levantar. Quando ficou em pé seu rosto assumiu um tom esverdeado e uma careta de dor, ele cairia no chão se eu não o segurasse.

- Ambrosia e néctar? – perguntei.

- A comida e a bebida dos deuses respectivamente. Podem curar um semideus, mas se ingeridos em excesso colocam nosso corpo em combustão espontânea. – ele falou com a voz fraca.

Pelos próximos 15 minutos eu guiei/dei apoio a Percy até chegarmos em uma das estruturas semelhantes a cavernas. Foi uma hora de reclamações, brigas e – por parte dele – cantadas baratas até eu finalmente conseguir fazer um curativo nele. Quando eu ofereci comida e ele recusou foi a mesma coisa.

- Não me obrigue a enfiar essa sopa na sua boca a força, Percy. – falei trincando os dentes.

- Não estou com fome!

- Mas precisa comer, idiota! – falei colocando a colher em sua boca mas ele desviou o rosto.

Respirei fundo uma, duas, três vezes até me acalmar.

- Perseu Jackson, (N/Percy: Ferrou, me chamou pelo nome completo) (N/A: Saia das minhas notas!) você sabe muito bem que é bom não me deixar irritada. Então você poderia, por favor, comer essa droga de sopa? – falei tudo lentamente e usando meu melhor olhar mortal.

Pelo menos surtiu efeitos, ele começou a comer logo. Água ele não recusou, claro. Comecei a construir uma cobertura para a entrada da caverna visto que não iríamos sair por enquanto. Quando me dei conta de que o trabalho estava péssimo desmanchei tudo com raiva.

- As vinhas já tiveram vida um dia, sabia? – Percy falou atrás de mim segurando o riso.

- Danem-se. Preciso culpar alguém pelo meu trabalho ruim. – bufei com a testa franzida.

- Você não deveria franzir tanto a testa, sabia? Te deixa com rugas e mais velha. – ele disse se arrastando até mim e passando os dedos pela minha testa.

- Como se eu já fosse muito linda...-falei revirando os olhos.

- Ei! Você é bonita sim! E ninguém diz que a minha amiga não é bonita. Senão tem sangue! – ele falou fingindo estar bravo.

- Vai me bater agora? – perguntei erguendo uma sobrancelha.

- Não, meninas têm um tratamento diferente. – ele disse e começou a fazer cócegas em mim, nem se importando se estava machucado ou não. Babem, mortais. Tenho o melhor amigo/namorado que alguém poderia ter!

Notas finais
E entaaaaaaaaão, gostaram? Lembra quando eu disse sobre a possibilidade de uma sequencia para a fic? Então, surgiu algumas ideias aki na cabecinha mirabolante.
Por isso a enquete de hoje é sobre esse assunto:
Se vocês pudessem escolher uma sequencia para a fanfic, vocês escolheriam uma em que:
1 - o foco fosse na edição dos Jogos Vorazes com os filhos de Peetanis e Percabeth
ou
2 - o foco fosse em Katniss Everdeen sendo mandada para o nosso tempo e lutando ao lado de Percy Jackson na guerra contra Gaia?
Lembrando que eu ainda não me decidi se vou ou não fazer sequencia.
Quem quer torta de maçã? E please pessoas, me deem ideias de lanchinhos também. A cantina da Tia Mileh ta ficando pobre '-'
Bjuzzzz meus katcynhos (shippers de katcy) *-*!!!