Notas iniciais
Antes de mais nada eu sei que demorei. Recebi umas fuas MPs falando pra postar e td que eu digo é: 619626395992771938592 desculpas, povo!
De alguma forma bem troll o meu celular chato pa carai (mentira eu te amo, bebê) excluiu o cap 21 que eu tinha escrito -__-' mas foi até bom. Esse ficou um pouco melhor que o outro.
A propósito, muito obrigada a Cla Chase pela recomendação muito linda *+*.
Talvez vcs tenham visto que a capa foi trocada, e eu digo: QUE CAPA FODA! Vlw Contadora de Histórias por ter ótimos contatos, e é claro a garota que fez a capa que até favoritou a fic. *-*
Anyway, enjoy!

Pov. Percy

Não devo ter dormido mais que algumas horas. O motivo? Sonhos, na maioria flashbacks que eu não entendia. Primeiramente eu estava em uma praia lutando contra um cara metido á motoqueiro. Acho que eu tinha 12 anos naquela cena, o que significa que eu tenho uns bons quatro anos de prática na esgrima. Ótimo. Depois eu me vi em um spa. Detalhe: só havia mulheres lá. Se não me engano uma feiticeira me tranformou em alguma, coisa. Acho que um animal. O próximo era no alto de um monte. Lá comigo estavam Annabeth, a menina do meu sonho passado chamada Thalia, e duas outras meninas parecidas com a Katniss. Uma eu supus que era a tal Zöe, a outra eu não tinha a mínima ideia de quem podia ser. A única coisa que eu sabia era que ela era, impressionantemente, melhor no arco do que a minha amiga. Na quarta visão eu me encontrava em uma rua normal, porém tinha duas garotas discutindo na minha frente: Annabeth e uma menina ruiva de olhos verdes iguais aos meus. Poderia estar louco, mas eu jurava que a conversa falava um pouco sobre mim. E a última de todas se passava em uma sala toda decorada ao estilo grego, nela havia 12 tronos de aproximadamente três metros de altura, mas parecia que tudo havia virado uma zona de guerra. Aos meus pés estava um rapaz com os cabelos loiros, olhos azuis e uma cicatriz no rosto. Não sabia o que aquilo significava, porém tinha a vaga sensação de que eu deveria fazer uma escolha importante nesse momento. Todas aquelas cenas se dissiparam, e eu me vi no mesmo "nada" com qual me acostumara, junto da mesma deusa que eu já me acostumara a ter raiva.

Ela sorriu gentilmente e falou com uma voz calma:

--Aproveitou bem essas poucas memórias? Espero que sim, pois eu não sou de dar presentes.

--O que adianta ganhar algo que você não sabe o significado?- perguntei irritado.

--Pelo menos não está no vazio. Agora você entende, pelo menos um pouco, tudo o que você já fez pelo mundo. Espero que faça de novo. Não gostaria de saber que trouxe você a este tempo em vão.

--Me trouxe para morrer!

Ela encolheu os ombros e respondeu:

--Você ainda tem a oportunidade de vencer. Mas isso lhe custará um preço alto, é claro. Atena estava certa sobre o seu defeito fatal...

Não entendia nada do que ela falava. Defeito fatal? Mais defeitos do que eu já tenho? De qualquer forma eu não gostei da parte sobre "preço alto". Deuses tendem a entender "preço" como algo que é impossível de fazer. E se eu estiver certo, eu já sei sobre esse preço e não irei pagá-lo por nada.

--O quê que está dizendo? O que é esse defeito fatal? E eu já disse você: não irei ganhar aquele jogo se isso significar machucar alguém que eu goste!

--Eu só estou dizendo o necessário, Percy Jackson. Mas não se preocupe, sei que no final você sempre faz a escolha certa. Boa sorte na Arena, semideus.

Tudo começou a girar. Acordei suando e ofegante. Ainda não havia amanhecido, porém pela janela, eu podia ver um tom rosado de luz por trás dos prédios da Capital. Talvez fosse cinco horas da manhã. E hoje é o tão esperado dia: O início dos Jogos Vorazes. Contei com os dedos quanto tempo eu estava nesse lugar, o resultado foi dez dias (N/A: Isso que eu contei, se estiver errado me corrijam). Me assustei, parecia que era tanto tempo. Dez dias que eu estava em Panem. Dez dias que eu tinha recebido o peso de salvar o mundo de novo. Dez dias que eu havia conhecido a Catnip.

--E um dia que você já virou namorado- murmurei.

Ela havia ficado uma fera. Cara, com uma força daquelas nem os Carreiristas seriam capazes. Mas eu não conseguia ficar bravo com ela. Algo naqueles olhos cinzentos me impedia disso.

Alguém entrou no quarto, minha estilista. Ela me viu e deu um pequeno sorriso:

--Bem, pelo menos não terei que ter o duro trabalho de te acordar. Vamos, o aerodeslizador nos espera.

--Tão cedo assim?- perguntei me levantando.

--Faz parte do protocolo — ela disse encolhendo os ombros.

--Ok.

Fomos para o telhado. Os primeiros raios de sol se espalhavam pelo horizonte. O aeodeslizador pairava no ar com as turbinas ligadas. Estremeci ao constatar que iríamos voar, aquilo me arrepiava. Uma escada de corda desceu. Hesitei por um momento, mas por fim comecei a subir. No instante em que eu a toquei um arrepio percorreu todo o meu corpo, fazendo com que se tornasse impossível eu me mexer. Uma mulher com roupas de enfermeira veio e aplicou uma injeção no meu braço. Doeu um pouco e logo depois havia uma protuberância onde foi injetado o que quer que seja. Olhe para ela questionadoramente. Ela sorriu e disse:

--É apenas um rastreador. Não queremos que vocês se percam naquela Arena enorme, não é mesmo?

Eu sabia que não era questão de segurança. Era igual ao campo de força no Centro de Treinamento. Eles apenas queriam garantir a diversão deles.

A nave começou a voar definitivamente e eu me agarrei a poltrona até os entrenós dos meus dedos estarem brancos. O céu não era um lugar muito amigável para mim.

--Medo de altura?- Portia perguntou sentada a minha frente.

--Digamos que sim.

Ela sorriu carinhosamente.

--Não se preocupe. Você se acostuma com o tempo. Além do mas, os aerodeslizadores usados nos Jogos são de ótima tecnologia. As chances de algo acontecer são de menos de 0,5%.

--Com a minha sorte eu sou capaz de estar nesse "0,5". Murmurei.

--O que disse?

--Nada.

Tomei o café da manhã, longe das janelas é claro. Não precisava da visão de nuvens flutuando abaixo de mim para me animar. Fiquei pensando em como as minhas meninas estariam agora. Katniss deve estar no mesmo caminho pelo qual eu estou seguindo. Annabeth ainda deve estar na missão em minha procura. Minha querida Sabidinha e minha doce Catnip. A primeira é minha namorada e a segunda minha...bem, agora ela é meio que uma namorada também. Mas não oficial. Acima de tudo ela é a minha melhor amiga aqui em Panem. Pessoas tão diferentes, com o significado tão igual. O que eu não faria por essas garotas?

As horas naquele aerodeslizador pareciam se arrastar. O quanto essa Arena é longe? Depois de um tempo senti que estávamos aterrisando. (N/A: Desculpe qualquer erro na descrição a seguir, eu nunca entendi essa parte do livro) Tudo que eu pude ver foi nós pousarmos em uma plataforma metálica e adentrarmos em um grande espaço subterrâneo. Perfeito, saí do meu pior medo para ir para o meu segundo pior medo: lugares abaixo da terra. Fomos encaminhados para uma sala especial. Eu iria ficar aqui até ser chamado para o início dos jogos. Tomei um banho e logo depois almocei. A roupa que eu teria de usar eram camiseta verde, casaco marrom com capuz, calça bege e botas. Não era a roupa apropriada para um lugar muito frio ou úmido, então pensei que talvez fosse alguma floresta.

Me sentei no sofá para aguardar a chamada. É melhor que seja logo, eu estou quase para ter um colapso por ter que ficar aqui parado.

Uma voz feminina tipicamente afinada da Capital falou nas caixas de som dos corredores:

--Atenção, todos os tributos se posicionem em seus devidos lugares. Os jogos terão início em alguns minutos.

Me levantei e fui em direção a plataforma circular do outro lado da sala, com Portia tentando arrumar o meu cabelo inutilmente.

--Tome cuidado, ok? Não fale com tributos estranhos. Tente ficar longe dos Carreiristas, eles são má-companhia. Não toque em nenhuma planta que você não conheça e...

--Portia, está parecendo a minha mãe- falei rindo.

Ela sorriu e disse:

--Fazer o que, é o meu trabalho: Cuidar de vocês até que estejam prontos para fazer suas próprias escolhas- ela me abraçou. Pude ver que estava se controlando para não chorar- Boa sorte, garoto do Distrito 4.

--Obrigado, vou precisar.- bem nesse instante uma parede de vidro surgiu entre nós e eu comecei a subir, em direção ao campo de batalha.

Por um instante fui cegado pela forte luz do sol, mas com um tempo pude me acostumar. Primeiramente vi a Cornucópia, um grande cone dourado com todos os suprimentos que a Capital iria disponibilizar aos tributos, sem contar os presentes. Ao redor pude ver diversas árvores e um lago. O círculo de tributos estava a aproximadamente 30 metros da Cornucopia. Eu poderia simplesmente formar um grande onda do lago e arrastar todos, fazendo também com que as minas terrestres se ativem terminando o trabalho. Eu não iria sofrer muito já que estaria na água, mas não sabia como Katniss iria se sair. Katniss. Procurei ela com os olhos e a encontrei a alguns metros a minha direita. Ela olhou pra mim e eu sorri. Mandei um beijo "pelo ar". Ela riu e fingiu pegá-lo e guardá-lo no coração. Sei lá como a Capital interpretou isso, mas deve ter sido como algo romântico. A voz do apresentador, Claudius Templesmith, soou nos autofalantes:

--Senhoras e senhores, que comece a 74° edição dos Jogos Vorazes!

Notas finais
Vcs devem se lembrar que eu estava naquele dilema sobre a Marca de Aquiles. Eu decidi que ela não vai existir na fic, pensem em qualquer motivo para isso porque qualquer um cai bem.
Enquete (essa é decisiva): Vcs acham que o Percy deve se juntar aos Carreiristas assim como o Peeta fez?
Quem quer pipoca? Porque agora, os jogos vão começar!