Percy Jackson E A Outra Escolha

1 Capítulo 1 - Um titã me presenteia


Notas iniciais
Neste capítulo Percy deixa de ser sensato e faz um ato desesperado

As minhas escolhas eram bem das limitadas, por isso, by safesaver\">peso que não me julguem.


Eu estava no meio de uma cidade totalmente abandonada, com cidadãos inconsciente dormindo pelas ruas, cercado de monstros e de poderes extraordinários para o mal, e para lutar contra isso e salvar toda a população sem derrubar o Empire State Building, eu tinha um pequeno exercito de mais ou menos 40 adolescentes cheios de ódio e mais umas 30 caçadoras que já haviam gastado grande parte de suas flechas antes mesmo da batalha final e eu também deveria protege-los.


Sim, eu me sentia perdido, e todos me diziam que estavam dispostos a morrer nesta batalha, que salvariam pessoas e que era o correto, mas eu estava com medo.

Sim, eu estava com medo, pode me chamar de marica ou do que quiser, mas eu estava tremendo, o famoso Perseus Jackson, que devolveu o raio mestre de Zeus, reencontrou o Velocino de Ouro, salvou Ártemis, segurou o céu, lutou contra Atlas, contra Ares, pasou a perna em uma pegadinha de Hefesto, voltou com vida do Labirinto de Dédalo, mas agora estava simplesmente se cagando. Seus amigo estavam machucados e impossibilitados, não havia meios de lutar, não colocaria aquela sua segunda família em risco, nunca, de modo algum.

E eu faria isso por que?

Tudo que eu fiz, todos os riscos que corri, foram pelos deuses, que me ignoram e desprezam completamente, os deuses são idiotas e não deveriam estar governando o Olimpo, e agora eu já me perguntava se os titãs fariam este trabalho melhor que eles.


Aconteceu depois das primeiras batalhas, eu estava no Empire State e ele e aproximou com sinalização branca, uma bandeira gigante, Prometeu, o titã, acompanhado de uma empousa e um semideus, meu by safesaver\">velho traidor, Ethan Nakamura, estava também com um urso polar gigante que estava segurando a bandeira, Thalia me avisou que o nome deles era hiperbóreo e que eram muito calmos,eu tive vontade de abraçar aquele pelo branco, mas, claro, me controlei.


Eu desci o Empire State e conversei com ele, e seus argumentos eram os exatos que eu temia, tudo que pensava mas não podia falar em voz alta pois poderia desistir de lutar, ele me disse, que se nos rendêssemos, não nos machucaria, nos poupariam, nós seriamos uma nação governada por titãs e tenho que admitir que o cara tinha lábia, ele me deu um vaso, a caixa de pandora, ele me disse que se eu abrisse e libertasse a esperança, saberia que nos rendemos, eu quase o abri ali, naquele instante, mas não, eu não o abri, não naquele momento.

Quando Prometeus foi embora, eu precisava conversar sozinho com Annabeth..

–Annabeth- eu meio que gemi- eu sei que pode ser loucura...

–Você conversou com ele? –ela perguntou, sua voz ainda muito fraca por causa da perfuração que recebeu na barriga por minha causa, quando se colocou na frente da espada de Nakamura

–Sim-eu suspirei- conversei com Prometeus

–Você está pensando em se render não é?- disse Annabeth, como se tivesse vomitado as palavras

–Eu...- reuni coragem para encarar os olhos cinzentos dela- eu não quero que eles morram Annabeth, não quero que você morra, isso pode ser a melhor opção

–Sabe Percy- então foi ela quem desviou o olhar- eu tenho que admitir que também andei pensando nessa possibilidade.

–E qual foi sua conclusão?-perguntou ele, espantado.

–Bem, isso é loucura. Ele não nos pouparia nunca,na melhor das hipóteses, nos jogariam no Tártaro, na melhor das hipóteses-ela deu um risinho de nervoso – Percy, precisamos lutar, os titãs não são os mocinhos, não se deixe enganar, encontraremos uma solução...

Então, basicamente o que aconteceu depois foi que Annabeth se contorceu de dor e eu tive que sair correndo dali para chamar um filho de Apolo enquanto ela berrava numa salinha sozinha, eu voltei e a vi deitada, lagrimas escorrendo pela sua face enquanto tentavam cuidar dela, não poderia deixar que ela morresse, não poderia deixar que ninguém morresse.

–Você deveria fazer isso-disse uma voz atrás de mim

Eu me virei, e ali estava Luziane, filha de Hermes, com seus lindos cabelos castanho claros e seu olhos pretos profundos.

–Eles não nos poupariam- eu resmunguei- mas obrigado pela privacidade.

Ela deu de ombros

–Sobre o que vocês estavam conversando, eu tinha direito de saber- ela caminhou até mim- Percy, você é o líder deles, sabe? Não pode deixar com que morram.

–Se nos rendermos, morreremos de qualquer maneira.

–Talvez sim- ela falou, então olhou para a sala em que estava Annabeth -eu sei que isso pode ser tão perigoso quanto lutar contra eles, talvez até mais, mas eu também estou cansada, eles estão cansados -ela apontou para a enfermagem improvisada deles do prédio onde todos os feridos repousavam- nossos suprimentos estão acabando e a maioria deles não pode colocar nem uma única gota de néctar na boca sem queimar.

–Luziane...

–Percy, eu sei que é muita responsabilidade, mas você deve escolher o que devemos fazer, é o nosso líder não?

–Que grande líder que eu sou- ele resmungou e chutou um banco e se sentou em um sofá- não consigo nem mesmo manter o meu acampamento a salvo por tempo o suficiente.

–Percy, você sabe o que deve fazer, sua obrigação é nos salvar, você pode até não morrer, mas se EU morrer por sua causa, eu volto pra te assombrar,nem que eu tenha que escalar o Tártaro com minhas próprias mãos.

Luziane se levantou e saiu da sala dramaticamente, só o discurso de Prometeu já fora o suficiente para que eu quisesse me render, mas agora Luziane jogou sujo, mas falou verdades, afinal, não podia deixar que eles morressem.

Eu me levantei e passei na área de enfermagem improvisada, aquilo não ajudou, as pessoas estavam com machucados realmente grandes, e nem mesmo os melhores filhos de Apolo estavam conseguindo estancar todos, braços, pernas, pulsos, tornozelos, ombros, clavículas e costelas quebradas aqui e ali, gente com faixas até na cabeça, e coisas piores, nervoso, cocei minha cabeça, roubei uma água do frigobar do prédio e fui ver Annabeth, isso também não ajudou, ela estava muito pálida e com a camisa encharcada de suor, eu fui até ela e segurei sua mão, ela me deu um sorriso fraco e então apagou, ou dormiu ou desmaiou, não saberia dizer, mas foi uma sensação horrível, então, ao meu lado, a caixa de pandora apareceu, ela aparece nos momentos de maiores fraquezas de quem a possui, e aquele era com toda a certeza, um momento de fraqueza.

Fui até a caixa e coloquei a mão no tampo, olhei novamente para Annabeth e comecei a lembrar de coisas, como quando nos conhecemos e ela disse que eu babava enquanto dormia, como foi uma ótima companhia em minha primeira missão e como estavam assustados, como me salvou na ilha de Circe ao perceber que eu havia me tornado um porquinho da índia, como eu havia percorrido um longo caminho para achá-la e tendo certeza de que não se fora, como havia visto ela segurar os céus e quase morrer por isso, como havíamos atravessado todo o labirinto de Dédalo juntos e como fora o nosso primeiro beijo, tão de repente, no meio da batalha, mas ainda assim tão incrível e inesquecível..., eu NÃO podia perde-la, simplesmente não podia.

Eu passei a mão pelo tampo e abri a Caixa de Pandora