Percy Jackson & A Tenente do Caos
1 Prólogo...
Notas iniciais
Heróis não fazem o que é fácil, fazem o que certo.
—Percy! — ouvi alguém me chamar. Aquela voz me despertou algo que eu não saberia explicar, e, por mais que minha mente insistisse que ela pertencia a um desconhecido havia algo familiar nela. — Fuja, por favor. Ficar no Acampamento só vai dificultar as coisas para os outros campistas. Essa rixa é só sua! — desnorteado, eu olhei para todos os lados a procura de quem me falava, mas eu não enxergava nada, apenas uma escuridão que quase podia ser tocada.
— Quem é você? O que quer dizer com isso? — perguntei. A garota soltou um suspiro exasperado. Por que ninguém podia ser claro comigo uma vez na vida?
— Pare de questionar e confie em mim — apesar da grosseria, havia um tom de súplica na voz melodiosa que eu ouvia. — Não tenho tempo para falar, pelo menos não sem sermos descobertos. Só saiba que os tempos de paz acabaram e que o acampamento será atacado em breve.
De repente, aquela escuridão na qual eu me encontrava se tornou um campo estéril que se estendia até onde a vista alcançava. Não havia uma árvore, uma casa, algum ser sequer por quilômetros e quilômetros, apenas um tenebroso nada cor de areia. Ao longe, o céu tinha um tom de laranja flamejante e acima da minha cabeça, apenas o pesado véu da noite.
Annabeth estava a minha frente segurando muitas mantas nos braços, os olhos cinza tempestuosos marejados e inchados por um choro recente.
— O Percy se foi — choramingou ela sem soltar as mantas, como se tivesse algo lá.
— Mas eu estou aqui — um homem desconhecido se aproximou de Annabeth por trás, passando os braços por sua cintura. Ele não tinha rosto, ou se tinha, ele estava encoberto por uma sombra que não deixava a mostra nenhum traço. A fúria e o ciúme rugiram dentro de mim.
Eu gritei, gritei por Annabeth, gritei para o homem sem rosto largá-la, mas eu parecia um ser invisível e sem som.
Enfurecido por ninguém me ouvir, me virei para trás e depois disso, minhas pernas não me obedeciam mais. O Acampamento estava em chamas. Naquele momento, alguém sussurrou em meus pensamentos:
— Eu vou te achar, Perseu.
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