Percy Jackson - A Divisão do Olimpo
13 O dia mais feliz da minha vida
Notas iniciais
POV John
Havíamos acabado a reunião, Bianca havia ido para os dormitórios enquanto os outros continuaram no refeitório ou foram simplesmente para a biblioteca, percebi que Nico havia ido para outro quarto que eu não tive curiosidade no momento em ler a plaquinha, eu havia passado por poucos lugares aqui, mais pelo jeito que algumas pessoas sumiam, acredito que tenham vários outros, fiquei me perguntando como o Sr. D não deu nenhuma importância para o nosso sumiço, então as palavras da profecia me veiam novamente a mente, não corretamente mais sobre a aperte de um Deus que pensamos que é inimigo, tínhamos 10 dias, apenas 10 dias para ser feliz se eu não conseguisse um plano, então passado esses dias se o inferno continuar reinando sobre o acampamento, estarei com Frank disposto a buscar paz nos Elísios.
Então um sorriso passou pelo meu rosto, eu não seria fraco a ponto de desistir, este que falou a poucos segundos não sou eu, eu vou procurar e vou achar uma solução custe o que custar, e pra isso preciso esfriar a cabeça, então olhei em volta no corredor onde eu estava e abri a porta do dormitório, Bianca estava sentada no chão com a cabeça encostada na cabeceira da cama, avaliei seu olhar para tentar descobrir o que ela estava pensando ou sentindo, ela tinha um olhar determinador e ainda não tinha percebido a minha presença, ela era uma garota forte, achei que estaria arrasada com algo mais ela apenas mantinha o olhar determinador, encostei a porta fazendo um barulho proposital e seus lindos olhos se voltaram para mim.
– Se sentindo determinada ? — Eu perguntei com um sorrisinho.
– Então agora vai me dizer que você pode ler mentes ? Além de virar um pássaro.
– Não, mais uma capacidade normal de ler a emoção através dos olhos quem sabe. — O sorriso em ambos os lábios mostravam que não tinha nenhum tom de estupidez em nossas palavras.
– E agora, o que vê em meus olhos ? — A encarei um pouco mais, e um sorriso maior ainda passou pelo meu rosto.
– Algo que me levaria a acreditar que isso é um sonho. — Então dei alguns passos em sua direção, tão sutis que poderiam ter passado despercebidos.
– Quer que eu prove que isso é real ?
– Desde que você não me dê uma pancada. — Então rimos, mais eu me arrependi das palavras que cortaram o clima, ela havia se levantado, a distância entre nós era minima, então dei mais alguns passos e continuei baixo em uma voz que não era minha:
– Prove. — Então senti seus lindos lábios encostarem o meu, meu estomago embrulhou mais fiz o máximo para deixar aquele um beijo perfeito.
Ela se afastou e olhou novamente para sua cama, em seu olhar eu vi culpa, culpa que estava em seus olhos por minha causa, culpa que acabava me destruindo internamente.
– Eu lhe devo um passeio, mais me prometa que esquecerá tudo e irá aproveitar o passeio como se.. — Eu me contive antes de terminar a palavra ela percebeu e um olhar indecifrável passou por seu rosto, então ela continuou a falar.
– Aproveitarei esse dia como se fosse o ultimo de minha vida.
Meu olhar continuava preocupado mais mesmo assim eu achei melhor continuar aquilo que a poucos segundos estava indo tão bem, segurei sua mão e indiquei que ela me seguisse, passei pelo quadro e procurei algo em que possa me indicar que não tem ninguém do outro lado, então percebi um pequeno buraco sobre o quadro, acredito que seja um olho pelo lado de fora, olhei por lá e não vi ninguém, empurrei a porta, que levou o quadro junto a ela, imaginei como isso aqui era pouco seguro e me perguntei se não existia nenhum encantamento, peguei um pégaso qualquer que estivesse ali e esperei que ela escolhesse em outro pégaso ou em dividir o qual eu estava que era grande o suficiente para isso, ela subiu no mesmo pégaso que eu então a viajem começou.
[...]
Paramos em uma rua deserta e caminhamos um pouco sem dizer uma palavra, até chegarmos ao parque tirei do bolso dinheiro mortal que eu havia guardado e comprei algumas fichas, então olhei nos olhos dela para que ela escolhesse algo, seu olhar passou pelo parque então ela apenas disse.
– Roda gigante..
– É que esse eu quero deixar por ultimo. — Eu me embolei um pouco nas palavras, então ela me guiou até o barco viking, sentou-se na ponta, percebi que eu estava sendo um pouco idiota nesse silêncio todo então resolvi falar.
– Esse parque é pouco mais radical do que deveria, tem certeza de que quer ficar na ponta ?
– Está com medo ? — Ela deu um sorrisinho.
– Vamos ver quem vai ter medo então. — Eu disse sorrindo de volta.
Demorou pouco mais o barco começou a funcionar, no começo lentamente para acostumarmos e em seguida com velocidade, então o barco virou completamente nos deixando de ponta cabeça, os cabelos de Bianca estavam caídos para baixo e um sorriso passou pelo seu rosto, eu apertei sua mão, enquanto o barco ia rapidamente pra lá e pra cá, ás vezes dando uma paradinha de ponta cabeça.
– Você chama isso de radical ? — Ela perguntava quando o brinquedo havia parado.
– Vamos ver o kamikaze, eu disse com um sorrisinho.
[...]
Estávamos no alto da roda gigante ao final do passeio eu segurava a mão de Bianca mais firmemente, puxei uma caixinha do bolso e entreguei a ela, dentro havia uma aliança de namoro, então aproveitei os últimos segundos da roda gigante no alto.
– Bianca, quer me fazer feliz todos os dias, e ser oficialmente minha namorada ?
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