Percabeth, a primeira vez
2 Capítulo 2
Notas iniciais
P.O.V ANNABETH
Pra minha sorte o luau ocorreu perfeitamente bem.
Estava tudo ocorrendo conforme o planejado, então poderia me divertir sem nenhuma preocupação. A praia estava linda, no centro havia uma grande fogueira com vários lugares para sentar ao redor, em vários pontos havia mesas para que grupos de amigos pudessem sentar e conversar, várias estacas com tochas na ponta estavam espalhadas para iluminar a praia e em uma grande mesa havia vários tipos de comidas e bebidas para as pessoas se servirem. Sentados em uma grande mesa estavam eu, Percy, Jason, Piper, Frank, Hazel, Nico, Will, Rachel, Reyna, Thalia (as caçadoras também vieram ao Luau), Grover, Juniper, Clarisse e vários outros dos nossos amigos mais próximos. A conversa estava ótima, estávamos rindo e nos divertindo até que no meio do assunto nós lembramos uma coisa que fez com que a conversa parasse bruscamente e todos ficassem ressentidos: Leo Valdez. Desde a guerra contra Gaia ele havia desaparecido (pelo menos esperávamos que ele estivesse desaparecido porque Hazel e Nico nos disseram que ele possivelmente está morto). Ninguém mais disse nada, o silêncio reinou sobre o grupo, então resolvi quebra-lo.
– Ei gente, não vamos ficar assim, se Leo estivesse aqui ele não ia gostar nada desse silêncio e essa tristeza.
– Annie tem razão. — interveio Piper — Vamos aproveitar a festa.
Por sorte não voltamos a esse assunto novamente e aproveitamos muito, mas muito a festa. Dançamos, comemos e até brincadeiras nós fizemos e depois acabamos voltando para a mesa e ficamos conversando por um bom tempo. Eu não sabia ao certo quantas horas eram. Depois de um tempo eu comecei á ficar um pouco desconfortável, durante toda a festa eu quase não fiquei sozinha com Percy, nós só dançamos juntos algumas vezes mais não curtimos juntos. Percy estava sentado do meu lado, e pelo o que eu percebi ele estava com o mesmo desconforto que eu. Ele se levantou da mesa com um pulo como se estivesse com pressa.
– Então pessoal á conversa está muito boa mais eu quero aproveitar um pouco a festa com minha namorada.
Eu me virei para ele que me mandou uma piscadela.
– Isso mesmo — confirmei — vejo vocês depois.
Quando estávamos distante dos nossos amigos perguntei:
– Então, onde o senhor ira me levar?
– Qualquer lugar onde eu possa ficar sozinho com a senhorita.
– Espero que sim.
Andamos por alguns minutos pela beira da praia ate chegar num lugar mais afastado da praia. Na areia havia um pequeno barco que parecia não ser tripulado á muito tempo. Percy me ajudou a entrar e logo em seguida entrou e se sentou ao meu lado.
– Essa era a surpresa? — perguntei.
– Na verdade não era uma surpresa, só pensei que poderíamos ficar á sós aqui.
– É, acho legal.
Fiquei por um tempo observado as ondas que batiam de leve na ponta do pequeno barco.
– Nosso amor e assim. — disse Percy.
– Como? -perguntei.
–Como o mar. — ele ajeitou minha cabeça em seu ombro — Grande, exuberante e que nos dá um sentimento de infinito, que ainda tem muitas coisas para serem descobertas, e que eu espero que dure para sempre.
Aquelas palavras mexeram totalmente comigo.
– Isso foi lindo.
Me virei para ele, mesmo à noite eu conseguia enxergar aqueles olhos verdes que eu tanto adoro. Ele levou seus lábios a encontro aos meus. O beijo começou lento, sem língua, só nossos lábios se movendo em total harmonia, logo depois nossas línguas entraram em ação lutando por um espaço, o beijo começou a ficar mais quente como se tudo que nós dois quiséssemos era ficar assim para sempre. Percy passou a mão pelos meus cabelos e começou a dar pequenos e leves beijos pelo meu pescoço. Quando seus lábios tocavam minha pele eu sentia vários choques que me arrepiavam, comecei a ficar excitada com seus beijos. Ele voltou com seus lábios a minha boca, por impulso comecei a tirar sua camisa, ele por sua vez alisava minhas coxas com suas mãos. Eu comecei a passar minhas mãos por seu peito definido devido aos treinamentos no acampamento. O sol começou a nascer, então eu bruscamente (acho que até demais) interrompi o beijo. Percy me observou por um minuto.
– Alguma coisa errada? — ele pegou meu queixo e levemente o levantou.
– E que...
Eu estava nervosa e envergonhada, eu não estava preparada pra aquilo agora.
– Eu acho que aqui, agora não é o momento certo e eu não sei se estou preparada. — confessei por fim.
– Ei, tudo bem, eu também acho que aqui não é o lugar certo. Desculpe-me se eu estou te apressando...
– Eu quero Percy, de verdade. – disse encarando aqueles olhos verdes.
– Eu sei sabidinha — ele me lançou um lindo sorriso — Eu quero que seja especial.
– E será!
Ele me deu um beijo romântico e demorado. Depois vestiu sua camisa e me ajudou a sair do barco.
Fizemos o caminho de volta para o acampamento sem dizer nenhuma palavra um para o outro. Eu fiquei um pouco desconfortável com aquilo mas resolvi não falar nada. Quando chegamos na porta do chalé de Atena Percy quebrou o silencio.
– Então, nos vemos mais tarde?
– Claro, mas agora eu vou tirar um belo cochicho.
– Durma bem sabidinha. – ele me deu um beijo e saiu em direção ao chalé de Poseidon.
Quando entrei no meu chalé muitos dos meus irmãos dormiam, então com muito cuidado fui até o banheiro, liguei e fiquei por um bom tempo debaixo do chuveiro pensando no que quase havia acontecido. Será que eu deveria ter deixado rolar? Será que decepcionei Percy? A culpa começou a me abalar. Saí do banho, vesti um pijama bem confortável e deitei de cara no travesseiro adormecendo rapidamente.
P.O.V PERCY
Confesso que fiquei um pouco frustrado com o que tinha acontecido. Eu realmente achei que iria acontecer, mas Annabeth tinha razão, aquela não era a hora e nem o momento certo. Entrei em meu chalé e fui direto para o banheiro fazer minha higiene, depois capotei na cama e adormeci. Tive um maravilhoso sonho. Estávamos em uma cabana na praia, a mesma cabana aonde eu e minha mãe íamos algumas vezes quando ela ainda era casada com Gabe cheiroso e eu não fazia ideia que eu era um meio-sangue, mas estava tudo diferente, não tinha areia pra todos os lados, os móveis estavam novos e a cabana estava toda arrumada e havia uma grande cama no centro onde... Annabeth estava deitada.
– Percy.
Ela disse com uma voz sensual que ecoou pela cabana.
– Percy.
Ela repetiu.
– Estou indo Annie.
– Percy.
Ela repetiu novamente, mas a voz dela estava mais grossa... como a do Tyson?
– Percy. – gritou Tyson enquanto me sacodia na minha cama – Irmão acorde.
– Tyson? – perguntei desorientado – Quantas horas são?
– Já são 12:00, você dormiu demais, e estava chamando Annabeth Annabeth.
– Acho que tive um logo sonho.
Levantei da cama e Tyson me deu um grande abraço de urso, ou como eu chamo hoje em dia abraço de ciclope. Conversamos um pouco sobre seu trabalho no reino do papai e depois fui tomar um banho. Durante o banho repensei meu sonho e uma ideia aflorou em minha cabeça, eu sabia exatamente agora como eu teria uma noite romântica com Annabeth, e seria PERFEITO.
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