Percabeth - O final está longe de chegar

19 Capítulo 20 - O acampamento está de ressaca


Notas iniciais
FEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELIZZZZZ NAAAAAAATAAAAAAAAAAAL !!!!!! Chegamos ao capítulo 20!!!!! eu estou muito feliz, é bom saber que tem leitores acompanhando a fic!!!!!!!!!!!!! estou muito feliz com todos os comentários, é muito legal saber que vocês estão gostando!! Estou muito animada com vocês, vocês são os melhores, sabem disso né? u.u **AVISO** Eu continuo atrasada com os capítulo, eu sei. Então agora eu só vou postar um capítulo a cada dois dias, mas acho que depois do ano novo tudo volta ao normal e eu posto todo dia! Então, aqui está o capítulo, boa leitura e até as notas finais!

POV ANNABETH

Depois que a poeira baixou todos voltaram para a festa, ou seja, voltaram a dançar como loucos frenéticos com algum tipo de coceira, como se nada tivesse acontecido, acho que já estão acostumados com os filhos dos deuses sendo reclamados, afinal depois do pedido de Percy, isso tem acontecido muito. Aqui de fora, com todas as luzes pude perceber que todos, todos mesmo estavam usando blusas da Rachel, cada uma mais bonita que a outra, e cada uma com um slogan diferente atrás “Rachel camisas, exclusividade explosivas” “RCSAMS *Rachel camisas só no acampamento meio-sangue” “Camisas da Rachel, para uma festa mais feliz” e por aí vai, ela realmente tem que repensar nesses slogans. Falando em Rachel, ela convenceu o Quíron a deixar a festar rolar por mais uma hora, ela pode ter muitos defeitos, mas saber ser persuasiva.

–É mais já são quase três horas da manhã – Percy tentava explicar a Bia e Nico porque eu e ele já estávamos indo. Eram quase três horas da manhã, e apesar de tudo nós ainda temos aula cedo do outro dia, e algo me diz que Quíron não vai deixar barato para quem faltar.

–Ok, ok. Vocês venceram , daqui a pouco nós também já estamos indo – Nico abraçou Bia pelo pescoço, ela deu um selinho nele. Eu já disse que esses dois ficam lindos juntos?

–É melhor vocês irem logo, antes que a Rachel veja e não deixe vocês irem – Bia exclamou preocupada, é, parece que todos já estão começando a se acostumar com a Rachel.

Eles entraram de volta na festa e eu e Percy começamos a andar. A noite estava calma, uma leve brisa gelada de vez em quando batia em meu rosto, eu queria aproveitar esse momento, mas os chalés são muito próximos um do outro, então rapidamente chegamos no chalé 6.

–A festa foi boa – Percy disse frente à mim.

–Tirando o fato que o pessoal deste acampamento não sabe dançar – Percy riu.

–ah, mas as filhas de Afrodite estavam arrasando naquela pista de dança, com aqueles shortinhos – Ele falou olhando para o nada, presumi que ele estava imaginando a cena, eu simplesmente me virei em direção ao chalé mas ele me puxou – você é muito ciumenta sabia?

Forcei uma risada.

–Não sou não, vamos, continua a falar da filhas de Afrodite, é super normal uma namorada gostar de ouvir o namorado falando de outras garotas.

–Você sabe que eu só tenho olhos pra você – é muito estranho ver o cabeça de alga sendo romântico, um estranho bom.

–Eu sei – sorri de leve e o beijei – Boa noite.

–Boa noite- ele dirigiu ao outro lado, em direção ao chalé 3. Eu abri a porta do chalé 6, mas não entrei antes de me virar e ver um Percy sorridente me dando tchau.

Acenei de volta, e assim entrei. É, a festa não foi tão ruim.

POV PERCY

Acordei com um barulho extremamente chato, era uma mistura irritante de alarme de incêndio com a sirene de uma ambulância, deuses que despertador chato.

–Espera, eu não tenho despertador – murmurei.

–Agora tem – disse uma voz perto da janela . Eu dei um pulo da cama e destampei contracorrente, destampei uma contracorrente invisível porque a espada não estava na minha mão, então basicamente só fiz papel de idiota. A voz riu, essa risada...

–Annabeth, pelos deuses o que você tá fazendo aqui? quer me matar de susto? — me joguei de volta na cama.

–Não, matar nunca foi minha intenção, só causar sérios danos – ela riu da própria piada, se é que a aquilo foi uma piada – Eu vim te acordar, a gente tem aula de natação agora e eu sabia que você ia se atrasar, por isso comprei isso – ela apontou para a máquina de tortura coletiva, ou despertador, como você preferir.

–Como você conseguiu isso?

–Você não faz ideia da quantidade de coisa que os Stolls têm pra vender, agora vamos levanta Percy, a gente tem aula – Eu não dei sinal de vida e continuei a fingir que estava dormindo, ela puxou os lençóis de cima de mim, mas eu puxei a colcha e tentei voltar a dormir.

–Percy a gente tem aula vai trocar de roupa! – ela resmungou, murmurei um vou já e voltei a tentar dormir. Ela abriu as cortinas e as janelas, luz do sol... golpe baixo.

Eu afundei meu rosto no travesseiro, ainda de olhos fechados.

–Parece uma criança — ela murmurou — ACORDA! – Agora ela gritou e jogou um travesseiro na minha cara. Isso não vai ficar assim. Eu joguei o travesseiro em que eu estava deitado nela, ela revidou. Eu joguei outro desta vez com mais força, agora eu já estava em pé na cama. Ela jogou mais dois em mim, não sei de onde ela tirou esse travesseiros. Nas guerras de travesseiros dos filmes, do nada o travesseiros se abrem e voam penas para todos os lados, fazendo as guerras ficarem mais interessantes, na vida real o que você tem que fazer para eles ficarem daquele jeito?

“Rasga!” disse uma voz na minha mente, eu não pensei duas vezes e rasguei um dos travesseiros. Foi pena para todo lado, Annabeth riu quando eu fiz isso e eu aproveitei para acertar um na cara dela, o sorriso agora estava meio maléfico. Ela correu, subiu em cima da cama comigo e começou a pular na cama, a cada pulo uma boa travesseirada na minha cara, eu não pude deixar de rir.

Então eu me desequilibrei e caí na cama, Annabeth riu mas não parou de dar travesseiradas em mim. Eu chutei o pé dela e ela caiu em cima de mim, mas não parou de rir. Nós nos encaramos e começamos a rir do nada. Ela se sentou, eu também, nós ficamos observando as penas flutuando.

–Que bagunça – Eu falei e era verdade, o quarto estava uma bagunça. Penas para todo lado, sem falar que a minha cama estava toda pisoteada.

–Eu não ligo, o quarto não é meu – Annabeth deu de ombros. Eu a fitei perplexo.

–Ah é – me levantei da cama – então eu acho que vou dar uma passadinha no chalé 6 e, sabe, mexer um pouco nas coisas, afinal o quarto não é meu – eu ia sair, mas antes Annabeth lança com tanta força a adaga que fecha a porta com um estrondo, vale lembrar que a adaga estava a uns dois centímetros do meu rosto.

–Por pouco, droga! – Ela se levantou a da cama, eu fiquei assustado, pensei se ela fez aquilo de propósito ou se realmente tinha errado por pouco. Ela veio até mim sorrindo e me beijou – Agora é sério cabeça de alga, a aula.

–Ok, vou me trocar, é natação não é? — Ela afirmou com a cabeça, eu achei meu calção de natação e já ia bota-lo, mas antes Annabeth pigarreou.

–am... Você vai se trocar aqui, no meio do quarto? — e por “meio do quarto” ela queria dizer “ na minha frente”, eu afirmei com a cabeça – Sério, você não pode ir no banheiro?

–Primeiro: Não tem nada aqui que você já não tenha visto, segundo: é você que está no meu quarto – Gostaria que isso não tivesse soado tão malicioso como soou. Annabeth corou e desviou o olhar para a janela.

–Relaxe, só vou trocar de bermuda – Eu disse e coloquei o calção de banho – Pronto, vamos?

Ela fez que sim com a cabeça e se levantou ainda corada.

–Você vai assim, sem camisa?

–Vou, qual o problema? — Exclamei, ela só fez que não com a cabeça. Coloquei uma toalha no ombro, calcei uma sandália qualquer e me dirigi à porta, Annabeth me chamou, mas antes que eu me virasse ela pulou nas minhas costas.

–Ah não, você é muito pesada.

–Será que isso ajuda no peso? — Ela perguntou e me beijou encantadoramente, mas ela interrompeu o beijo me deixando com uma vontade de quero mais. Eu sorri.

–Ajuda muito, na verdade dá até um impulso extra – Ela me fitou sem entender – É melhor se segurar – Eu comecei a correr pelo acampamento, quando eu fiz isso, ela deu um gritinho e agarrou com mais força meu pescoço.

–Peerrrrcy – Ela gritava alto entre os risos enquanto eu a carregava, eu comecei a rir também.

–Ei Ei, foi você que carregou as minhas forças, agora aguente – Não satisfeito, eu comecei a pular também, o que não foi uma boa ideia já que ela apertou mais ainda o meu pescoço, se isso for possível. Olhei de relance para Annabeth ela estava completamente vermelha, mas não corada, vermelha de tanto rir.

Aula de natação, não é? Acho que tive uma ideia.

Chegamos perto das piscinas, mas eu não parei de correr.

–Percy, Percy o que... Percy não! – Ela gritou quando percebeu a minha ideia, mas ela não soava como se realmente quisesse que eu parasse. Então eu pulei.

O impacto nunca me deixou desconfortável, eu sempre gostei desse impacto da água. Dentro d’água eu fiquei inerte, esperando a atitude de Annabeth, ela provavelmente iria dar uma gravata em mim, ou tentar quebrar meu braço, ou me chutar, ou qualquer coisa, mas o que ela fez foi completamente diferente.

Ela girou, ainda se segurando em meu pescoço, para a minha frente ficando cara-a-cara comigo, o que era estranho já que ainda estávamos debaixo d’água. Ela sorriu, várias bolinhas de ar subiram, mas antes que eu retribuísse o sorriso ela me beijou, tipo, me beijou mesmo. Lentamente eu fui subindo para a superfície, afinal a qualquer minuto Annabeth iria precisar de ar e eu não queria que esse beijo acabasse...Não mesmo.

Ela saiu do beijo por falta de ar como eu disse, maldito ar. Mas continuou a me fitar com aqueles olhos azuis-cinzentos, então abriu um grande sorriso.

–Eu te amo, cabeça de alga – Seus olhos brilharam quando ela disse isso.

–Ah é? você deveria demonstrar mais – Eu disse passando a mão pelo meu pescoço dolorido, ela sorriu e continuou a me encarar – Também te amo, sabidinha – e com isso os olhos dela brilharam mais.

Eu a puxei pela cintura.

–Duvido que você ganhe de mim no Craw, daqui para a borda.

–Ah, você vai se arrepender de ter dito isso – e com isso ela me empurrou, se jogou na água e começou a nada, eu assumo que fiquei quase um minuto babando por ela, ainda bem que ela não viu....Eu acho.

Ela nadou rapidamente, eu fiquei surpreso. Mas, Eu a alcancei de qualquer jeito.

–Não disse – eu falei com um sorriso no rosto, Annabeth odeia perder.

–Eu disse que você ia se arrepender, perdedor – Eu fiquei pensando do que ela estava falando, afinal eu tinha alcançado ela, ela chegou perto de mim e elevou meu rosto, mas sem tirar a outra mão da... borda. Foi isso, droga não acredito que eu perdi pra ela, na natação – Aceita logo Cabeça de alga- Ela sorriu vencedora.

Eu fiz a minha cara de “tive uma ideia”, ela me fitou sem entender, eu ignorei. Mergulhei, agarrei o pé dela e voltei para a superfície.

–E quem ri por último sou eu – Ela me olhou do tipo “você não vai fazer isso”, eu sorri e pensei não me desafie. Eu puxei tão rapidamente o pé dela que nem deu pra ela tentar se segurar em alguma coisa, e caiu de cheio na água. Eu saí puxando ela pelo pé, deixei ela bem no meio e saí da piscina, fiquei só observando. Estranho, ela não voltou para a superfície. Ah não, eu não vou cair nessa de novo, eu vou chegar lá e ela vai começar a rir de mim.

Eu fiquei lá parado até que, espera, bolhas? ah não, dessa vez é verdade, ela está perdendo ar. Não pensei duas vezes e pulei na água. Agarrei ela pela cintura, mas ela me deu uma cotovelada, me empurrou e ficou em pé acima de mim, eu lá no fundo.

Ela saiu de cima de mim, e eu voltei para a superfície.

–Não, quem ri por último sou eu – Ela não parava de rir de mim. Eu me virei chateado para sair da piscina, mas ela me derrubou (mais uma vez) na água e me beijou. Ok, não tem como ficar com raiva com um beijo desses.

Nós saímos da piscina e demos de cara com o professor.

–Professor, o que aconteceu, ninguém vem? — Annabeth perguntou dando uma de boa aluna, bem, a boa aluna que ela é. Mas aquilo era muito esquisito, ninguém tinha vindo para a aula.

–É, aparentemente a maioria dos professores estão com esse problema, vocês estão liberados da aula de hoje, afinal só tem os dois – ele disse, eu fiquei um pouco triste, afinal a aula de natação é a única em que eu realmente sou bom – ah, e acho que vocês só irão ter aula depois do almoço provavelmente.

E foi verdade. Nós andamos pela manhã de professor em professor, todos diziam a mesma coisa “poucos alunos para aula” e tal, eu fiquei feliz pelo menos não tinha de aguentar duas aulas com aquela chata da Suzanna professora de grego. Então, nós desistimos da aula e passamos a manhã namorando na praia até que chegou perto da hora do almoço e nós nos dirigimos adiantados para o pavilhão.

Quando chegamos, tinham poucas pessoas. Bia acenou para a gente, ela estava sentada em uma mesa com o Nico, depois que a Rachel disse que são só mesas, nós constantemente temos desrespeitado a regra que diz que não podemos sentar nas mesas de outros chalés, mas, tanto faz são só mesas.

–Finalmente, passamos a manhã atrás vocês – Nico falou quando nos sentamos na mesa.

–Ah mas isso é uma pura mentira, vocês acham que nós não vimos os dois nos estábulos? — eu disse com meu melhor sorriso malicioso, Bia corou. Mas era verdade, quando eu e Annabeth saímos da Piscinas, íamos para a arena falar com o professor, mas antes passamos nos estábulos e ouvimos pessoas... se pegando. Nós nos aproximamos sorrateiramente, e vimos os dois. Só que não é muito legal os estábulos por causa do cheiro, acredite eu sei do que eu estou falando.

Nico corou um pouco.

–Tá, nós passamos uma parte da manhã procurando vocês, mas então já perceberam o acampamento quieto?

–Sim, na verdade eu já ia perguntar se vocês sabem o porquê? — Annabeth ressaltou curiosa.

Bia Riu.

–Dã, a festa não é?

–O que é que tem a festa? ah, ela não cansou tanto assim — eu perguntei, agora sim eu estava curioso.

–O pessoal está de ressaca ora – Nico disse.

–Ressaca? mas... tinha bebida na festa? — Annabeth perguntou agora com uma expressão incrédula.

–O que você esperava com os Stolls encarregado das bebidas? o pessoal não estava dançando daquele jeito porque não sabe dançar, o bebida subiu direto para a cabeça – Nico ressaltou e todos nós rimos.

–Mas a ... –Eu ia perguntar se a Rachel sabia disso, mas antes de terminar eu parei de falar, eu olhei para mesa principal e tinha uma garota de costas conversando com um sátiro. Annabeth me olhou curiosa e redirecionou seu olhar para onde eu estava olhando, a garota tinha cabelos castanho-avermelhados ondulados, ela usava uma blusa verde e um jeans que eu reconheci, era coberto de manchas de hidrocor e furinhos. Então ela se virou, eu reconheceria aqueles olhos verdes em qualquer lugar.

Rachel Elizabeth Dare.

Ela me viu, logo abriu um sorriso e correu em direção à nossa mesa. Para minha surpresa quando ela chegou à mesa, rapidamente abraçou Annabeth, e para minha maior surpresa Annabeth retribuiu o abraço. O estranho é que depois que ela se tornou o oráculo do acampamento e tudo mais, elas ficaram meio que... Amigas?

–Percy! – Ela gritou e me abraçou também.

–E então... Alguma novidade? — Annabeth perguntou realmente interessada na resposta. Quando eu pergunto “alguma novidade?” é mais por educação mesmo.

–Academia para garotas de Clarion? um saco – ela se sentou ao lado de Annabeth na mesa.

–Academia o quê? — Bia perguntou confusa, Annabeth deu um tapa de leve na própria testa, as pessoas normalmente fazem isso quando esquecem de alguma coisa... Nos filmes.

–Bia essa é a Rachel, o oráculo do acampamento, Rachel essa aqui é a Bia filha de Deméter – Elas apertaram as mãos – E o Nico acredito que você já conheça.

–Conheço sim, o filho de Hades não é? Falaram muito de você ano passado quando você invocou aqueles esqueletos – Rachel falou encantada, acho que ela estava imaginando a cena do nico fixando a espada de puro aço estígio no chão e chamando uns esqueletos para a festa de defesa do olimpo. Nico estufou o peito orgulhoso.

–Você é o oráculo do acampamento? uau, eu não esperava alguém tão... bem, jovem. Que responsabilidade – Bia falou olhando maravilhada para Rachel. Como Bia não sabia que a Rachel era o oráculo do acampamento? Bia não chegou nesse verão.

–ah nem tanto, você faz umas previsões aqui ali, engole um pouco de fumaça verde, nada de mais – Rachel disse descontraída, Annabeth riu de leve. Ah, não chegou no verão passado, nem nesse, ela chegou no meio ano, é daquelas que passam o ano inteiro acampamento.

–Quanto tempo você vai ficar? — Perguntei.

–Não sei ainda, só espero ficar o máximo- Ela respondeu entusiasmada. Eu ri de leve e abaixei o rosto. Só agora percebi que ainda estou sem camisa.

–Eu venho já – Eu disse e me levantei da mesa.

–O que foi? — Annabeth perguntou preocupada.

–Ainda tenho que colocar uma camisa, 5 minutos só, rapidinho – Eu dei um beijo em sua testa e saí em direção à área dos chalés.

Entrei no chalé 3 e me assustei com a bagunça. Ok, ele estava sempre bagunçado,mas agora tinha as penas, várias penas, nem parece que isso foi de um só travesseiro. Só de pensar "travesseiro" me lembrei de hoje pela manhã com Annabeth aqui, eu comecei a rir sozinho. Ok, parei.

Peguei uma camisa qualquer, coloquei e saí em direção ao pavilhão. Mas, antes de sair da área dos chalés ouvi uma música, uma música bem alta vinda do chalé 12, andei até lá para dar uma olhada, eu estou muito curioso hoje.

A porta do chalé estava aberta, a música estava mais alta de perto. Eu não conseguia de me lembrar de quem é essa música, isso é horrível, Odeio quando isso acontece. Eu sei a letra, a melodia, mas não me lembro do nome, tampouco do cantor.

Quando entrei me dei de cara com uma Rachel (a filha de Apolo) cantando animadamente, e tentando enrolar um tapete, ela usava um suéter bege e shorts curtos como se tivesse acabado de acordar. Agora sem a tenda, esse chalé parecia muito menor, e sem as luzes, ele meio que perdia um pouco a graça. Era estranho sem todos os sofás e a mesa de self-service... Acho que agora é só mais um chalé.

–Guns? — Gritei, até porque a música está realmente alta, me aproximando de Rachel, ela teve um leve susto ,mas logo sorriu sarcástica.

–Bon Jovi – Ela respondeu e voltou a cantar – Woah, you are a loaded gun – Ela fez uma dancinha esquisita com a vassoura -woah, there’s no where to run, no one can save me…

–Rachel mas o que... — Eu a cortei, mas ela me cortou antes que eu pudesse cortar ela e me olhou com ódio.

–Não me atrapalhe quando eu estiver cantando, and you’re to blame, you give love a bad name... – Ela parou de cantar.

–Acabou?

–Nâo, é que eu não sei o resto da letra – ela disse, pegou um controle e abaixou o som – O que você tá fazendo aqui? — ela é bem direta.

–O que você está fazendo aqui? — Retruquei.

–Tenho que arrumar isso aqui, passei quase a manhã toda aqui, ainda falta dobrar isso – Ela apontou para o tapete – e colocar os beliches no lugar.

–Você arrumou tudo isso? — Eu perguntei surpreso, bem, com a farra de ontem isso deve ter ficado uma bagunça sem tamanho.

–Aham – Ela disse enquanto amarrava o cabelo em um coque e voltava a tentar dobrar o tapete.

–Tá na hora do almoço, porque você não dá um tempo? — Ela me olhou como se fosse me insultar como sempre faz, mas simplesmente concordou com a cabeça e pegou um copo na mesa mais próxima.

–Café – eu disse quando senti o cheiro, ela sorriu e fez que sim o cabeça. Nós começamos a caminhar em direção ao pavilhão.

–E o isolamento de som da noite passada? eu ouvi a música de longe – tá ok, talvez eu não estivesse tão longe assim.

–Eu tirei quando desarmei a tenda – Ela disse e tomou um gole do café. Ela fala como se colocar e tirar o isolamento de som fosse a coisa mais fácil do mundo — Não acredito que você confundiu o Bon jovi com o guns.

–Ei, é parecido — me defendi.

–Não, não é — ela respondeu inconformada. E é verdade, eles não têm nada a ver mesmo — já viu como o Axl tá?

Ela estendeu as mãos na frente da barriga dando ênfase ao seu ponto de vista.

–Uma pansa enorme — Ela riu — eu sei, eu fiquei inconformado com aquilo — eu disse, ela assentiu dando mais um gole no café.

–Pois é, era melhor em 85, 86, logo quando começou e só melhorou com o passar dos anos, tá vendo? tudo era melhor nos anos 80, e ainda ficam de titica por eu achar isso — Ela disse, eu acho que por titica ela quis dizer, crítica — Não fazem mais músicas daquele tipo, quer dizer ainda fazem, mas não tantas.

–Os anos 80 foram os melhores anos da música — Os olhos dela brilharam quando eu disse isso, eu só disse para bajular ela, mas meio que é verdade.

Nós chegamos ao pavilhão, meu olhar rapidamente se direcionou para a mesa principal, provavelmente Quíron já tinha discursado porque ele não estava mais lá, mas continua a ser estranho porque ele sempre fica até o último campista acabar de comer. Depois olhei para a mesa em que eu estava sentado, nela estavam Annabeth, Nico, Bia e a outra Rachel, todos rindo.

Espera, as duas Rachels, juntas? isso vai ser interessante.

Notas finais
e aí gostarm? bem esse capítulo foi mais pra dizer que a Rachel Dare chegou, o próximo vai ser mais agitado, i promess ;) Essas duas Rachels, será que isso vai prestar? hahaha. então é isso, obrigada por todas as reviews pessoal e até o próximo capítulo!