Percabeth- Amor Verdadeiro

6 Um voo futurístico


Notas iniciais
Ah meus deuses! MIL DESCULPAS POR NÃO TER POSTADO, GENTE! eu estava om um bloqueio criativo por conta de uns problemas pessoais, mas agora to de volta! estou tão feliz com a Maria Victória Chase, que comentou muitão!

Nós corremos por dentro do aeroporto. o aeroporto por dentro era todo branco, com pilastras metálicas. A maioria das pessoas não pareciam nada felizes. Homens de terno com malas pequenas, que provavelmente estavam viajando pelo motivo de reuniões e trabalhos. Haviam pouquíssimas crianças, a maioria dormindo o colo das mães ou sentadas emburradas. Mal nós nos sentamos, a voz de uma mulher veio nos auto-falantes:
– Passageiros do voo 346, favor se dirigir até o portão de embarque. O voo sairá em quinze minutos.
nós passamos por uma esteira e deixamos nossas malas lá. Minha mala era grande, vermelha e de rodinhas, e eu tinha uma mala de mão também, que eu calculei que deveria ir junto comigo no avião. Percy só tinha uma mala preta de tamanho médio.

Nós fomos até o detetor de metal. eu tirei o colar, as pulseiras, a aliança e os saltos, e rezei para que não houvesse nada de metal no meu vestido.

Felizmente, eu passei direto pelo detector de metais, e minhas coisas também, assim como Percy e as coisas dele.
Nós fomos para o portão de embarque. Percy passou dando sua passagem á uma aero-moça e entrou pelo corredor. Na minha vez, ela sorriu, e pude ver uma língua bifurcada como a de uma cobra. Eu recuei, e por um momento ela pareceu ter aquelas fendas de cobra nos olhos e uma pele reptiliana. Eu pisquei, e ela voutou a ser omo era antes: uma doce aero-moça. Eu entreguei a passagem e passei direto, indo atrás de Percy:
– você viu aquela mulher, a aero-moça?
– vi.- ele respondeu indiferente — o que tem ela?
eu pisquei:
– por um instante ela pareceu uma cobra...
– Relaxe — não vai acontecer nada- ele respondeu
Eu tentei pensar que estava imaginando coisas, mas aquilo não parava de martelar na minha cabeça. Me forcei a pelo menos parar de pensar nisso.
Nós entramos no avião. Eu esperava que nós ficássemos na classe econômica, mas Percy passou por lá direto, me puxando pela mão:
– Achou mesmo que nós íamos para a nossa lua de mel na classe econômica?
– é claro que achei! não somos ricos!
Ele deu risada.
– Foi o presente de casamento de Zeus. Uma passagem de primeira classe para onde quer que fôssemos.
Eu avistei duas poltronas vazias, as únicas, e calculei que eram as nossas:
– Ali- eu apontei.
Nós fomos até lá e sentamos. Percy se sentou na janela e eu no corredor.no momento em que me sentei, meus olhos se fixaram na cabine das aero-moças. A mulher de língua bifurcada estava lá,me encarando.

Reparei que dessa vez ela não me encarava, mas sim Percy, e ele estava olhando para ela também.

Ela sibilou e entrou para dentro da cabine. Percy se virou para mim:
–Agora eu vi.- Ele ficou em silêncio por um tempo — mas não se preocupe, ela não vai nos fazer mal com tantos mortais por perto.
Pensando bem, era verdade.
Eu relaxei e uma pancada de sono me atingiu. Nós tínhamos virado a noite, pois o sol nascia pela janela do avião. Eu acabei dormindo encostada no peito de Percy antes mesmo do avião decolar.

No meu sonho, eu andava por uma praia que me parecia ser a do Acampamento Meio-Sangue.
Eu estava de mãos dadas á uma criança — Uma garotinha de cerca de cinco anos, com pele branca, cabelos loiros e vestia uma camiseta minúscula do Acampamento Meio-Sangue. eu também segurava uma criança menor no colo- Talvez três anos. Pelo cabelo curto, Era um garoto, com cabelos negros. ele dormia com a cabeça deitada no meu ombro. Reparei também que ao meu lado havia uma mulher- de calça jeans e regata branca, com olhos cinzentos faiscantes: Atena, minha mãe.
Eu olhei de novo para a garotinha e dessa vez ela me olhava. Um choque percorreu meu corpo. Ela era a cara de Percy. Tinha olhos verdes, mas á luz do pôr do sol, por um instante pareceram cinzentos. Mas tinha os lábios pouco carnudos e o queixo fino de Percy.
No mesmo instante Eu senti um afeto inesplicável por ela e por ele — como se eu precisasse protege-la com a minha própria vida.
–É, minha filha, você escolheu um caminho muito bom.- Disse minha mãe
– Que caminho? -perguntei
– É uma pena que eu não possa te contar agora, mas é algo que tenho certeza como não tive há muito tempo.
Ficamos em silêncio por um tempo.
– Então...- eu começei .
–É, não preciso te dizer quem eles são, não é?
Agora eu tinha plena certeza de quem eles eram. Eles eram -ou seriam- meus filhos. Eu olhei para minha mãe novamente, mas ela não estava mais lá. meus olhos se desviaram para a água, onde um Percy alguns anos mais velho saía da água seco e vinha em nossa direção. Minha filha se soltou de minha mão e foi correndo em direção ao pai. Então sonho se dissipou, e eu voltei ao avião.
Eu continuava encostada em Percy, e ele mexia no meu cabelo já com a trança desfeita, enrolando-o em seu dedo indicador. Havia um cobertor fino de avião encima de mim.
– Não dormiu, Cabeça de Alga?- perguntei
– Sempre fico tenso no céu. não consigo dormir- eu respondeu, encolhendo os ombros.
Eu estava em um conflito interior sobre contar ou não contar o sonho quando a aero- moça de lingua bifurcada anunciou no microfone:
– Atenção passageiros, certifiquem se seus cintos estão presos, em breve estaremos pousando em Maui.
Eu olhei com um sorriso para Percy:
– se esqueceu de que dizem aonde vamos dentro do avião? -Estava claro que ele não sabia o que fazer ou dizer- Vamos, agora me diga: Onde diabos fica Maui?

Notas finais
Comenteeem & Recomendeeem!