Pequenos contos de Terror
8 O taxista
Se você quer ouvir boas lendas urbanas, fale com um taxista.
Pegue um taxi, puxe assunto, leve para o lado sobrenatural, o taxista sempre vai ter uma ou duas histórias para contar, falo por experiência própria, eu, a 27 anos como taxista, tenho várias.
Eis uma delas.
Havia um amigo meu, também taxista, que estava para se aposentar, e em seu lugar, deixará seu filho.
Um jovem de 1,90 m de altura, bem encorpado, muito carismático, 20 anos, com aquela vontade de viver que só os jovens têm.
Pode-se dizer que o primeiro mês que ele passou conosco foi calmo, sem grandes agitações, mas aí, sua ganancia falou mais alto: ele queria mais dinheiro... resolveu trabalhar no turno da noite, na rua, ao lado do cemitério das vozes.
Todos nós seus colegas, o alertamos do perigo de se trabalhar lá, era um lugar vazio, ele poderia facilmente ser assaltado lá, além de que, era do lado de um famoso cemitério, famoso para nós taxistas.
Mas como todo jovem, ele não nos ouviu.
Eis que sua vontade de ganhar mais dinheiro, passou 3 noites depois, pois segundo o relato dele mesmo, aquela rua era mesmo maldita.
“Eu estava parado no lado esquerdo da rua, eram quatro da manhã, e não havia uma alma viva para contar história, eis que surge na minha porta de trás um senhor, de terno, uma maleta, e chapéu, pedindo para eu leva-lo a um lugar, por mim, desconhecido. Ele apenas pediu parra que eu ligasse o carro, que ele iria me guiar. Fiz o que ele pediu, e liguei o carro, e fui conduzido a ruas escuras, tampouco depois, fui conduzido para fora da cidade, o que me amedrontou. Como eu estava armado, depois da recomendação de meus colegas, parei o carro, saquei a arma e virei para trás, tinha que tirar satisfações: não havia ninguém no banco de trás. O homem desapareceu, sem barulho, sem movimento, somente desapareceu... e não acaba por aí, com um frio gélido na espinha, sem quase conseguir me mover, acelero o carro novamente para voltar a cidade, eis que na minha frente a estrada acaba... abaixo de mim, um penhasco. Foi por uma fração de milímetros que eu não despenquei de lá de cima... posso dizer que, nunca mais irei trabalhar a noite. ”
E nunca mais trabalhou mesmo.
Dois dias depois de nos relatar esse acontecimento, o jovem taxista foi encontrado morto.
Em um penhasco.
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