Pequeno Allistair
1 Capítulo único - Pequeno Allistair
Notas iniciais
Pequeno Allistair
Joan chorou quando seu bebê foi colocado em seus braços. Ele também chorava, parecia ter pulmões incríveis. Sherlock tinha os olhos marejados e sorria, como Joan nunca o vira sorrir antes. A chinesa enrolou melhor o pequeno no lençol que o envolvia e o abraçou, beijando sua testa. Ele era lindo. O detetive ao seu lado estendeu a mão para acariciar a cabeça do filho, que em alguns segundos começou a acalmar-se com os carinhos e parou de chorar, apenas murmurando de vez em quando. Sua pele ainda um tanto avermelhada, não era possível saber a cor, mas podiam perceber que ele tinha sardas como sua mãe e cabelo castanho como seu pai.
– Eu nunca estive mais feliz na minha vida, Sherlock – falou com a voz embargada.
– Eu também, Joan... Me sinto de uma forma que jamais imaginei – respondeu ao beijá-la.
– Ele parece muito com você... Vamos, pequeno Allistair. Abra os olhos pra nós, querido – ela dizia baixinho para o bebê enquanto acariciava seu cabelo.
O menino parecia ter dormido, mas poucos instantes depois se mexeu de novo e finalmente reagiu aos afagos de Joan e abriu os olhinhos puxados.
– São azuis, Sherlock – ela sorriu – Como você.
– Mas eu vejo o seu olhar aí.
Os dois beijaram-se novamente, mas foi breve, não conseguiam tirar os olhos da pequena vida que tinham em seus braços, nem o sorriso dos rostos. Aos poucos podiam notar que o menino tinha o mesmo tom de pele de Joan e cabelo castanho escuro, um pouco avermelhado, como Sherlock.
– Kitty vai adorar ele – a oriental comentou.
– Se bem a conheço ela já deve estar impaciente lá fora.
– Claro que deve. Ela tem um temperamento parecidíssimo com o seu.
Os dois riram baixinho e derreteram-se ao olhar o bebê novamente e vê-lo sorrir para eles.
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Kitty ficara radiante ao conhecer Allistair. Já havia falado mil vezes o quanto o menino era lindo e deixado mais do que evidente o quanto o amava, cuidava dele como se fosse seu irmão de verdade. Nesse exato momento a garota observava Sherlock com extrema diversão e alegria. O consultor tinha o filho nos braços. Caminhava com ele pela sala, falava com ele, fazia-o rir com caras estranhas, o abraçava, e sorria.
– Você quer segurá-lo? – Sherlock perguntou à ruiva diante de seu olhar.
– Ele vai ficar zangado de passar tanto de um colo pra o outro.
– Ele não tem culpa de ter nascido tão encantador — respondeu, provocando risadas em Kitty e Joan, e entregou Allistar para a garota, que divertiu-se brincando com ele.
– Kitty... Algum problema com nossos cadeados? – Sherlock perguntou ao perceber que ela fitava os cadeados na mesa enquanto ninava Allistair em seus braços.
Ela riu e respondeu.
– É que imaginei ele arrombando todos eles daqui uns anos.
Joan riu. Estava sentada no sofá ao lado de Kitty e do filho. Tinham voltado para casa algumas horas atrás.
– Espero sinceramente que ele faça menos bagunça do que Sherlock.
– Eu não esperaria tanto por isso – Kitty lhe disse – Eu sinto que ele tem os mesmos dons de vocês. E é possível que seja teimoso, bagunceiro, gentil, e genial.
Sherlock trouxe uma bandeja com chá e a deixou sobre uma pequena mesa que colocara ali. Sentou-se ao lado da esposa e a envolveu pelos ombros, beijando o topo de sua cabeça e a abraçando enquanto observava Kitty e o bebê com uma satisfação imensa e várias outras sensações que sequer sabia descrever.
– Eu sou melhor com vocês – ele disse quase num sussurro, vendo as duas mulheres o olharem com um enorme sorriso.
Até mesmo o pequeno Allistair pareceu se contagiar e soltou uma exclamação de alegria enquanto brincava com Kitty. Ela o devolveu a sua mãe, que o embalou com grande devoção e acariciou seu rostinho.
– Mamãe ama muito você. Todos nós, Allistair – Joan disse com o sorriso mais lindo que já foi visto em seu rosto.

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