Pequenas palavras definindo um universo
1 Ainda em primeiro...
Notas iniciais
Uma página em branco. Tantas memórias, e não saber o que colocar. Tenho que decidir, são tantas coisas.
Oi, você que está lendo aí. Eu passo muitas memórias aqui, seguindo minha carreira. Tenho 27 anos. São muitas coisas em minha mente, e não tem como pôr isto tudo num livro. São, muitas muitas, exatamente, totalmente MUITAS memórias. Com 10 anos eu tinha muitas lembranças, imagina agora, com 27!
Mas também, agora eu não sei. Estou aqui, no meu prédio, tentando me concentrar no apartamento. Queria estar no meu escritório.
*alguém bate na porta*
—Quem é?
—Papai noel.
—Sem graça, Homier!
—Deixe-me entrar logo, cara!
*abre a porta*
— Como vai, cara?
—Eaí?
—Entra aí cara.
*fecha a porta*
— O que tá fazendo sozinho em casa? Onde estão seus pais?
—Viajaram.
—Sem você?
—Eu não quis.
—Porquê?
—Viajei sábado passado.
—Viaja de novo, rapaz!
—Não, eu quero já seguir a minha carreira.
—Escritor, hum?
—Sim. Aceita um fumo?
—Beleza.
*os dois pegam o cigarro*
—Ooooh yeeaahhh...
—Mano, para com isso. Estou fumando aqui e não estou assim.
—Calma, cara. Só pra dar um "clima".
—Saquei.
—E você, nesta carteira, só pensando, né?
—Cara, é um universo em minha mente. Acho que nem dá pra expressar como em um livro.
—Ajuda?
—Sim. Como?
—Irei te falar:
—Você pode escrever isso em poemas.
—Mas... o quê?
—Isso aí, cara! Você pode pegar seu livro aí, descrever tudo em poemas!
—Mas, se o que eu... descrever-se...
—Cara, como um poeta!
—U-um, p-p-poeta?
—Droga, sim, um poeta!
—É... sério?
—É bem mais fácil de DEFINIR!
Eu nunca fazia uns poemas na minha vida. Eu posso fazer, meu livro, em prosa.
—Cara, não sei... Como eu posso definir?
*Homier pega o cigarro dele*
—Ffffff... Cara, eu tenho uma coisa pra te mostrar... Dê uma olhada nisso.
Ele pegou um bloco de notas dele, na capa cheio de desenhos que ele faz. Tenho que admitir, o Homier é ótimo em desenhos, e ajudando seus colegas tão bom QUANTO.
—Mas o quê?
—Eu não deveria ter contado pra ninguém, eu guardo estes poemas num bloco de notas.
Eu li os poemas que o Homier escreveu. Me desculpe pela gíria, mas, cara, que sinistro! Adorei! Olha um dos poemas dele:
"Quando você querer uma coisa e implorar por ela, você tem que bater a cabeça no muro pra pensar nas outras pessoas."
Não soa criativo, mas, o sentido, eu adorei! Mas, não levo muito...
—...jeito pra isso.
—Não basta tentar. "Use uma frase que parece sem sentido, mas contém sentido."
—Isso foi sem sentido...
—Mas teve sentido.
—Entendi, acho.
—Por que não tenta?
—Mas, relacionado a minha vida, poemas e prosas não tem nada haver.
—Você pode juntar o que relaciona à sua vida.
—Obrigado, cara. É o que me dificulta. Quer mais fumo?
—Ffffff, sim, por favor.
—Espera aí, cara. Eu já volto.
—Ok.
Eu peguei meu bloco de inspirações e começei a pensar com que rima podia usar.
Eu podia contratar um compositor, pelo menos, ele monta rimas.
—"Se eu um dia escrever..." Não, não soou bem.
—"Se um dia eu..." Não, muito brega.
—Challan!
—Tô indo Ho!
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