Notas iniciais
Morram de medo ^^

Preso no espelho

Era uma vez... bem, era uma vez eu! Um ser humano comum, com uma vida meio besta. Um belo dia, quero dizer, um belo dia não. Aquele foi um dia horroroso. Mas vamos continuar! Eu estava voltando da escola, quando uma coisa completamente anormal aconteceu na minha casa, no meu quarto. No espelho.

A faxineira estava cinicamente limpando o espelho, resmungando da vida e do emprego.

“Bando de idiotas! Odeio essa vida!”

Ela reclamava baixo. Parecia conversar com o próprio reflexo.

“Boa tarde, Fernanda!”

Eu falei, obviamente, ela somente me olhou cinicamente com seu olhar cínico e não me respondeu nem um oi!

De noite, estava quase pegando no sono quando ouvi barulhos vindos do espelho, me levantei para ver o que era... como esperado, não era nada. Aproveitei para ir ao banheiro lavar o rosto, e estranhei alguma coisa no meu reflexo, achei que era sono e voltei. Mas no caminho, senti um líquido no chão, bem perto do espelho. Acendi a luz e me assustei, mas o líquido vinha da minha mão. Era sangue.

“Mas que porcaria é essa...?”

Me perguntei. Estava a ponto de chamar meus pais quando eu reparei: no espelho a porta havia sumido. Quando fui tentar abri-la, ela não estava ao alcance do meu tato. Olhei a minha mão e comecei a me contorcer no chão, o corte havia se estendido para o braço. Comecei a gritar, gritar muito alto. E em sintonia com os meus gritos ouvi um som agonizante. Resolvi então quebrar o espelho, feito louco taquei várias vezes um guarda-chuva com uma haste quebrada que estava ali por algum motivo. A essa altura, o quarto estava alagado de sangue. Dei uma olhada rápida em minha mão e gritei ainda mais alto. O corte se estendeu ao pescoço.

Meus pais entraram no meu quarto desesperados perguntando o que havia acontecido, o corte não estava lá, nem o espelho quebrado, nem o sangue.

“Acho que tive um pesadelo...”

Eu disse, mas sabia que não era isso. Estava sentindo uma dor insuportável da mão ao pescoço e sentia uma presença maligna vinda do espelho.

Na manhã seguinte, minha mãe foi ao quarto da empregada, e veio ao meu quarto desesperada, e gritando: “Filho! A Fernada sumiu!”

Ela olhou para mim, e depois para o espelho.

“F-Fernanda...?”

Ela foi se aproximando cada vez mais do espelho, eu via, e pelo visto ela também, a empregada dividida em partes e tripas em um rio de sangue.

“Filho, fala a verdade para a mamãe!”

Ela me disse

“Isso... isso é... é alguma brincadeira? Está brincando comigo?”

Pouco depois dessa frase, ela ouviu um grito agonizante vindo do espelho, da cabeça da empregada.

Nós dois caímos na agonia, nos contorcemos no chão até a morte, com muito sangue, membros e órgãos sendo espalhados pelo quarto. Todos nossos.

A última coisa que vimos foi um sorriso maligno e uma frase vindos da empregada:

“Tenham uma ótima noite, meus amores...”

Depois ela destruiu nossos corações com um facão de cozinha e o depositou no espelho, em algum lugar no espelho.

Dizem que quando alguém recebe essa empregada em sua casa é morto em menos de um mês de trabalho... boa sorte na sua escolha! Toda vez ela está em uma pele e identidade diferentes, tenham muito cuidado...

Notas finais
De zoa, okay?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.