Pequenas Coisas
33 Ciúmes
Helena narrando- Fiquei totalmente surpresa ao ver o Tomas na minha frente, céus, quanto tempo, ele sorriu pra mim e levantei para cumprimentá-lo.
–- Tomas, quanto tempo, é bom te ver!
–- Digo o mesmo. Você continua linda.
–- Ah obrigada. Esse é o Renê meu marido e a Letícia nossa filha. Esse é o Tomas.
–- Como vai?- Renê falou de cara amarrada
–- Maravilhosamente bem, obrigado. Helena casada, já era de se esperar.- Sorri sem vontade.- Senti sua falta, depois que terminamos fui fazer um tour pela Europa, voltei a São Paulo alguns dia atrás.
–- Ah que... legal.- O Renê tá claramente desconfortável, e eu também.- Se você me der licença, eu preciso jantar.
–- Oh claro, a gente podia marcar de sair qualquer dia desses, não acha?- O Renê virou a cabeça na direção dele, parecia o filho do exorcista, quase vi fogo sair de seu nariz, só faltava ele voar em cima do Tomas
–- Desculpe, não acho que será possível, mas foi bom te ver.
–- Que pena. Bom, até mais Helena.- Ele sorriu pra mim e voltou para sua mesa.
–- Desculpe por isso.- Me voltei ao Renê que assentiu. Escolhemos nossos pratos e comemos, depois do ocorrido ele ficou distante, tentei puxar conversa mas ele respondia só o necessário, então o único barulho que vinha era da Letícia. Voltamos pra casa logo após terminarmos, peguei a Lê no colo já que tinha dormido no carro, a deixei no quarto e fui até o meu. O Renê não estava lá. Coloquei minha camisola, desliguei a luz e sentei na cama, ligando o abajur, peguei um livro e continuei minha leitura, não sei por quanto tempo li, mas acabei adormecendo. Acordei de madrugada com sede, fiquei com um pouco de preguiça de levantar, me revirei na cama e percebi que ele não estava lá, nem tinha deitado já que seu lado estava intocado. Olhei a hora, faltavam 15 minutos para as 02:00 da manhã. Levantei e fui até a cozinha, bebi minha água e resolvi procurar o Renê. Entrei em cada cômodo da casa e o encontrei dormindo no quarto de hóspedes, realmente não entendi o motivo dele está ali, e tiraria isso a limpo agora mesmo. Entrei e liguei a luz do quarto.
–- Renê!- Ele abriu os olhos um pouco desnorteado e me olhou.- Posso saber porquê você está aqui?
–- Eu quero dormir, desliga essa luz.
–- Eu te fiz uma pergunta.
–- Me deu vontade, desliga a luz, por favor.
–- Te deu vontade? Renê, para de ser infantil, eu quero saber o motivo de você me ignorar durante o nosso jantar e vir dormir no quarto de hóspedes, isso é por causa do Tomas?
–- Tomas?- ele riu ironicamente.-Quantos namorados você teve? Uns cinco, seis? Quero me previnir para quando sair na rua não ter surpresas desagradáveis.
–- O que? Você não disse isso!- Dei as costas e sai do quarto.
Renê narrando- Mas que droga! Fui dormir em outro quarto pra evitar uma briga e acabo conseguindo uma Helena furiosa. Eu e minha boca. Idiota! Sai do quarto e fui atrás dela. Tentei abrir a porta mas estava trancada.
–- Helena, abre!- Esperei um pouco e nada.- Se a Letícia acordar não vai ser legal.
–- Renê eu não quero falar com você agora, por favor, me deixa sozinha.
–- Eu tô falando sério, se não abrir a porta eu ponho a baixo.- Ela finalmente desistiu e abriu a porta, tinha os olhos vermelhos, mas não havia chorado.- Olha me desculpa, eu não queria ter dito isso, eu só... eu só tava com ciúmes, eu lembro daquele cara e de como ele te tratava, e não gostei nada de como ele falou com você, como se não se importasse com o fato de você está casada, eu só fiquei com medo de te perder.- Me aproximei um pouco mais dela, e virei seu rosto para me encarar.- Me desculpa amor, eu prometo tentar me controlar. Não quis te machucar.- Colei nossos lábios em um selinho, mas ela se afastou.
–- Quando tiver algum problema, você tem que me contar e não fingir que está tudo bem e me evitar, eu amo você Renê, não precisa ficar inseguro, foi você quem eu escolhi pra ficar ao meu lado.
–- Você tem razão, eu sinto muito!- A abracei e beijei seu pescoço.
–- Vem, vamos dormir que amanhã voltamos a dar aulas.
–- Poxa, é sério que você quer dormir? Tem coisas bem melhores que podemos fazer.
–- Larga de ser safado Renê.
–- Você gosta!- Sussurrei ao seu ouvido e vi sua pele arrepiar. Beijei seus lábios com carinho, um beijo lento, sei que ela gosta.- Eu te amo!
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