Pequena Vingança
1 Vingança de Ex-Amiga
Notas iniciais
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#MeninaImprovável
Era uma vez uma bela e graciosa princesa que vivia em um reino de pura harmonia... Mas isso não importa nem um pouco. Estou aqui para contar uma história real, basicamente, MINHA história. Uma história que mistura amor e a velha vingança. Mas, para isso, vamos voltar alguns dias atrás, onde eu consegui um... “Negocio mágico” que mudou toda minha vida.
= Antes =
— Bom dia, sou Lucia Fernandes e eu serei sua fotografa hoje. – cumprimentei o casal que estava no estúdio comigo.
O estúdio em que trabalho é pequeno. As paredes são isoladas de som para gravações de vídeo, o cenário tem fundo branco e nele tem vários móveis que são usados para as sessões de fotos. As câmeras estavam posicionadas, porém não gosto de usa-las, prefiro usar as minhas, sinto que sei mexer melhor com elas. Para deixar claro meu trabalho, sou fotografa e trabalho com produções de vídeos para o youtube também. Passo mais tempo nesse estúdio do que fora dele, para mim é um lugar confortável, fresco, com cheiro de equipamentos fotográficos que me deixa em puro êxtase, chega a ser excitante. (Eu sou estranha!)
— Bom dia, não me lembro bem mas, foi você que nos fotografou da ultima vez? – disse o homem que estava sentado no sofá com sua namorada no colo.
— Lucas! Não seja rude. Não importa quem seja, importa mesmo é a qualidade do trabalho.
A mulher sentada ao colo do homem que aparentemente se chama Lucas lhe reprendeu e eu confesso. Não entendi o motivo, o que ele me disse não me ofendeu, nem tão pouco foi rude. Por que realmente quem realizou o primeiro ensaio fotográfico não era eu.
— Com licença... – comecei a falar mas parei, não sabia nem o nome da minha cliente! Meu Deus como eu sou profissional (ironia).
— Sarah. – ela completou minha frase.
— Oh, sim! Sarah, Lucas não me ofendeu. Não fui eu que fotografei vocês da ultima vez foi... Ah... – recuso dizer o nome desta mulher em meu estúdio mais uma vez – Ah... Eu não me lembro o nome dela... Me desculpe... Mas posso assegurar que meu trabalho é de maior qualidade...
Enquanto comentava eu coloquei minha câmera no tripé. Quando olhei para eles, eles nem se quer estavam prestando atenção, eles estavam ocupados de mais se beijando para ouvir as minhas histórias de vida.
Confesso, acho um casal muito bonito.
Ele, tem estilo, está usando uma blusa branca e uma jaqueta preta de couro que tinha um zíper prateado que cortava ela na vertical de fora a fora com vários bolsos e botões no estilo motoqueiro. A jaqueta que eu queria roubar combinava com seus cabelos morenos meio escondidos embaixo de uma touca simples, preta. Usava uma calça azul marinho, larga. E uma bota também no estilo motoqueiro.
E em cima de suas pernas estava Sarah. Ela, que tinha um estilo muito simples porém elegante. Usava uma saia preta rodada que ficava a altura das coxas onde ele acariciava enquanto a beijava. Seus cabelos ondulados louro escuro caia sobre uma blusa de seda azul ciano enquanto o brilho de strass em seu salto alto refletia na parede do estúdio.
Retomei meu espírito profissional, virei a câmera para eles rapidamente e tirei uma foto desta cena, o flash da minha câmera chamou a atenção deles. Droga.
— Desculpe, parecia uma foto perfeita, estava em um bom ângulo e...
— Tudo bem. É para isso que viemos aqui. – ela disse.
— Espera... Que tipo de foto vocês tiravam com aquela pessoa? – perguntei.
Ele deslizou a mão nas pernas nela e levantou-a do seu colo colando seu corpo colado no dela e as pernas dela uma de cada lado em sua cintura.
— Este. – ele disse com a boca perto da dela e a mão passando por dentro da blusa dela.
Fiquei sem reação, nunca tirei fotos assim. Tão quentes.
**
— Quanto tempo demora para sair as fotos? – Lucas perguntou colocando sua blusa branca de novo enquanto eu desligava meus aparelhos.
— Depende de quantas fotos vocês escolherem, o tipo do álbum, a qualidade da imagem, se quer com edição ou não. – comentei enrolando meus fios.
— Tudo bem, queremos as fotos perfeitas. – Sarah comentou colocando seus saltos.
— Precisa de ajuda, Lucia? – pergunta Lucas chegando perto de mim.
— Não precisa! Eu me viro! – dou um sorriso para ele que sorri de volta.
— Ok. Sarah, vamos? Temos que encontrar seus pais no restaurante lembra?
— MEU DEUS! EU ESQUECI TOTALMENTE! – ela disse um tanto, alto de mais e pegou sua bolsa rapidamente.
Ele coloca a mão envolta da cintura dela e saem do estúdio fechando a porta.
Estranho pensar que depois de uma sessão de fotos dessas, eles vão ver os pais dela numa inocência muito grande!
**
Estava guardando já as minhas coisas para ir embora, quando vejo uma moça alta, morena de cabelos pretos e cacheados, bem volumosos, entrando pela minha porta. Não a reconheci de primeira vista, mas quando começou a falar e ouvi seu sotaque foi que toquei.
— Bom dia. — ela me disse.
— ... Bom dia.
Ok, fui meio seca, sua idiota talvez não seja quem você está pensando que é. Talvez seja uma super coincidência.
— Me chamo Cláudia, prazer.
Perfeito. Não era uma coincidência era ela mesmo, foi ai que notei que seu estilo não mudou NADA. Ela ainda parecia a garota que conheci no fundamental. Cachos bagunçados destacando seus olhos pretos de Onix Bruta olhavam fixamente para mim, enquanto suas mãos batiam na própria perna.
Sua roupa era toda preta e colada ao corpo, queria se aparecer? Claro que sim! Sempre foi assim e quando éramos amigas chamava mais atenção que eu. Não que isso me importasse nunca gostei de chamar atenção, mas não gostava que as pessoas me ignorassem quando eu estava com ela.
— Eu conheço você. — respondi friamente para ela — Estudamos juntas. Éramos amigas.
— ... — ela tentou se lembrar, de repente — Oh! Lucia! Eu me lembro de você!
Ela me abraçou e eu não mexi um músculo e tirei os braços dela de mim.
— O que você quer? – perguntei.
— Hm. — ela revirou os olhos — Quero saber quanto que você cobra as fotos.
— Depende, da qualidade da foto, do tipo de papel que vai ser revelada, se tem edição, essas coisas. — falei colocando a mochila nas costas e pegando meu casaco.
Ela começou a andar até a porta de saída.
— Tenho que encontrar a Victória. — quando ela disse isso eu fechei meus punhos — Me chama no Whats para combinar o preço!
— Ta. Vamos! Vou fechar o estúdio!
**
Quando voltei pra casa tentei assimilar tudo de estranho que me aconteceu hoje.
— Ok, hoje fiz um sessão de fotos super estranha e quente. E encontrei ela. Aquela mulher que dizia ser minha amiga e roubou a minha melhor amiga de mim!
Quando eu estudava com ela e a Victória a qual ela mencionou, éramos grandes amigas, fazíamos tudo juntas! Tarefas, trabalhos escolares, passávamos intervalos juntas, podíamos ter continuado assim.
— MAS ESSA VADIA ESTRAGOU TUDO!
Eu gritei batendo em uma almofada no meu sofá.
— Victória não podia ter duas melhores amigas, só podia ter uma segundo ela.
Um dia, cheguei na aula e Victória começou a me xingar. Eu não sabia o porque não sabia o que estava acontecendo, eu tentei entender o que eu tinha feito de errado.
— "Você fala mal de mim! Você disse muitas coisas ruins sobre mim. Você é a pior amiga do mundo e eu te odeio!"
Disse em voz alta as palavras que ela tinha me dito naquele dia. Palavras que destruiu meu coração amoroso e cheio de afeto por ela. Uma onda de ódio me tomou, eu peguei a almofada que soquei joguei longe acertando minha estante de livros derrubando um deles.
Me aproximei de onde o livro caiu e o peguei. "Alice no País das Maravilhas" era o que estava escrito na capa. Lembro que esse era um dos meus livros favoritos quando criança e eu me interessava mais pelas magias que a Alice usava no começo do livro. "Coma-me" um bolinho que a deixava grande. Olhei para a outra página e ali estava a poção que deixava Alice muito pequena
— Beba-me. — li em voz alta.
Nisso, o livro brilhou por um instante e voltou ao normal. Soltei o livro no mesmo instante, assustada.
— Que porra foi essa?!
Olhei o livro de novo, o toquei, mas nada aconteceu.
— Estranho...
Puis em cima de uma mesinha que tem na minha sala e fui dormir.
**
Quando acordei, eu me arrumei e fui para cozinha pegar o meu café da manhã. Quando olho em cima da mesa, o livro está aberto com um frasco quadrado de vidro em cima dele. Com uma plaquinha presa junto a ele escrito: "Beba-me". Franzi as sobrancelhas.
— Nem ferrando que vou beber esse negócio. Será que alguém entrou aqui a noite e pois isso aqui? Estranho...
Peguei o meu celular e mandei uma mensagem para o meu namorado.
Eu: Thiago. Você por acaso anda me bisbilhotando? Onde você arrumou esse frasquinho igual ao do livro?
Folhei o livro, na pagina em que aparece a poção estava falando que a pessoa que a toma fica minúscula. Tirei a rolha do frasco, quando a tirei saiu uma fumacinha branca, cheirei, tinha cheiro de baunilha misturado com alguma coisa que eu não sei dizer o que é.
— Estranho.
Coloquei uma gotinha dentro do meu aquário em cima da mesa, um aquário que continha um peixinho. Quando puis, alguns minutos depois o peixe ficou menor e eu tomei um susto.
— Eita porra.
Olhei o frasco de novo.
— Como isso veio parar aqui?
Não tinha explicação. Da noite pro dia alguma coisa muito doida aconteceu e esse frasco veio parar aqui.
**
Meu telefone deu toque de mensagem, o atendi.
Número desconhecido: "Bom dia querida! E ai vai me passar os valores?"
Era um número desconhecido mas eu sabia quem era perfeitamente.
Eu: "Não, Cláudia."
Espero que ela perceba que eu não sou a pessoa certa pra trabalhar pra ela.
Cláudia: "Você é profissional ou não é?"
Quando ela falou isso uma súbita onda de raiva me dominou.
Eu: "Se você parar de ser cuzona uma vez na vida eu posso fazer pra você as coisas pra você."
Eu escrevi, minha vontade era de mandar essa mensagem, mas, sabia que não ia fazer diferença alguma. Só ia me deixar mais parecida com ela. Olhei para o frasco quadrado misterioso.
— Já sei.
Eu: "Sou tão profissional que te convido para vir tomar um café aqui em casa para decidirmos os preços!"
— MUAHAHAHA. — soltei uma risada de bruxa. — É hoje que você vai me pagar tudo que você me fez.
Peguei o frasquinho e olhei a mensagem que apareceu no meu celular.
Cláudia: "Claro migs! Vamos reviver o fundamental!"
— Haha... Vamos sim.
**
Depois de passar meu endereço ela chegou.
— Boa tarde! — ela falou animada, porém com um sorriso meio forçado no rosto.
— Boa. — respondi dando espaço pra ela sentar.
— Então, vamos decidir esses valores logo?
— Você não quer um café antes? — respondi sorrindo.
Ela forçou um sorriso e respondeu:
— Claro!
Fui para a cozinha fazer o café, esquentei a água, puis o pó, coei e por fim, puis nas xícaras. Peguei o frasco de dentro do meu bolso. Será que isso era certo? Depois de todos esses anos, será que ela merecia isso? Será que ela mudou?
— Droga...
Eu hesitei. Mas ainda continuava pensando, se ela merecia ou não. Enquanto pensava, todas as coisas ruins que ela tinha feito para mim aparecem em minha mente.
A falsidade em sempre fingir que era minha amiga, a cara de pau de roubar a minha melhor amiga.
Meu celular tocou atrapalhando os meus pensamentos e eu li a mensagem.
Thiago: "Acabei de acordar, desculpa. Lu eu não faço a mínima idéia do que você está falando."
Eu: "Já resolvi esse assuntoThi. Mas mesmo assim, obrigada por você dizer que não foi você."
Sorri para o celular e fui deixar ele do lado, nesse movimento algumas gotas da poção caiu no café.
— Caramba! — falei alto.
— O que foi Lucia? — Cláudia disse aparecendo na cozinha — Se enrolando até pra fazer um café?
Ela deu risada da minha cara e pegou a xícara de café.
— Você não mudou nada. Continua meio burrinha. — ela disse tomando um gole do café.
Foi quando me notei que ela tomou o café em que a poção caiu.
— Nada mal pra alguém como você! Achei que não soubesse nem esquentar um copo de água.
— CALA A BOCA!
— Esse é seu profissionalismo? — ela riu.
Bati na mão dela e a xícara caiu no chão, a mesma se despedaçou em muitos pedaços derramando café quente no chão inteiro.
— QUAL O SEU PROBLEMA?! — ela gritou.
— Você! Você é meu problema e sempre foi!
Depois das minhas palavras ela colocou as mãos na barriga e se curvou de dor.
— O que tinha nesse café? — ela gemia de dor.
Eu olhei pra ela com um pouco de pena, mas completamente satisfeita.
— Nada de mais. Café, açúcar, veneno. — disse.
— VENENO?! — ela gritou.
Dei uma risada escandalosa.
— É mentira sua idiota. Você acha que eu ia te matar aqui? Na minha casa? Com veneno? Eu ia ser pega e presa por anos!
Ela começou a ficar menor.
— O que ta acontecendo comigo? — ela disse em pânico.
— Vou achar absolutamente interessante isso. — eu dei risada enquanto falava e ela encolhia.
**
Depois de alguns minutos ela já estava minúscula desmaiada no café caído no chão.
— Acorda! — falei.
Ela se mexeu
— Pra que esse grito? — ela disse bem baixinho
Entendi que quando ela ficou menor, os sons ficaram mais altos para ela e a voz dela ficou mais baixa para mim.
Peguei ela pela gola da sua pequena blusinha e levantei do chão.
— O QUE VOCÊ FEZ?! — ela gritou, mas, sua voz fina e baixa me fez rir.
— Sensacional! Incrível como os órgãos se adequaram ao tamanho! Vou ficar lisonjeada de abrir seu corpo e estudar seus mini-orgãos.
— O QUE?!
Dei risada.
— Não vou perder meu tempo com isso. — peguei um pote de vidro e coloquei ela dentro.
Ela bateu no vidro com suas pequenas mãozinhas tentando quebra-lo
— Não vai quebrar não querida! — imitei ela dando risada.
— O QUE?! — ela fez sinal de que não ouviu.
Eu dei mais risada ainda. Puis uma tampa no pote e o peguei.
— Agora o que eu faço com você? — disse olhando para a pequena Cláudia.
— ME SOLTA! FAZ EU VOLTAR AO NORMAL!
— Não tem como você voltar ao normal. E eu não vou soltar jamais!
— O QUE VOCÊ É?
Olhei para ela e pensei por um instante.
"Vou aterroriza-la"
— Uma bruxa escondida entre os humanos. Você é minha primeira vítima!
— O QUE?!
Dei uma risada alta.
— Fica quietinha aqui, — puis o vidro em cima do balcão — enquanto faço meu almoço ok?
— SUA VADIA!
Sorri para ela.
**
— ... — ela me olhava sentada no pote — eu estou com frio!
— Idai? — falei.
— Você me deixou toda molhada de café! Eu to suja, com frio e grudenta!
— E eu não me arrependo de nada disso!
O celular dela tocou de repente e eu o peguei.
— Olha só quem é. — disse sorrindo de lado — Victória.
— NÃO FAZ NADA!
— Eu faço o que eu bem entender.
Atendi o celular.
"Eu: Alo?
Victória: Quem é?
Não falei meu nome, pois estaria me denunciando.
Eu: A secretária da Cláudia."
— EU VOU TE MATAR QUANDO EU VOLTAR AO NORMAL! — Cláudia gritou de dentro do pote.
"Eu: um instante por favor."
Dei um peteleco no vidro que fez ela tampar os ouvidos.
— Ou você fica quieta, ou a primeira coisa de ruim que eu fizer com você vai ser te deixar surda.
— Eu te odeio.
— Eu também te odeio. — respondi no mesmo tom de voz dela.
"Eu: Oi, desculpe. A Cláudia não para de falar de você. Não para de falar de como você é chata e irritante. De como ela se arrepende de ter feito de você a melhor amiga dela e também, da sacanagem que ela fez de ficar na sua cola o resto da escola inteira.
Victória: QUEM TA FALANDO?
Eu: Já disse, a secretária dela. Ela mandou dizer tudo isso e também que não suporta mais você. E para não procura-la mais.
Victória: Ela não faria isso. Deixa eu falar com ela!
Eu: Não. Ela esta muito ocupada."
— EU TO AQUI ME AJUDA! — ela gritou de dentro do vidro.
Peguei um pano de prato e joguei por cima para ficar escuro. Eu sabia que ela tinha medo do escuro.
— Cala a boca.
"Victória: diz pra ela que eu nunca mais quero ver ela na vida.
Eu: darei o recado."
Victória desligou o telefone.
— O que eu te fiz em? — ela perguntou quase chorando.
— Você sabe o que você fez.
Peguei o vidro.
— Ai para de chacoalhar! — ela reclamou batendo de um lado pro outro dentro do pote — Eu to com fome! EU QUERO VOLTAR AO NORMAL!
— Já falei não sei como! E eu nem quero. Está divertido!
— Só pra você!
— E quem disse que eu ligo pra sua diversão? — dei risada e pensei por uns instantes — Vamos a um lugar legal!
— Legal?
— Pelo menos para mim é legal! — dei risada.
Puis ela na minha bolsa e sai.
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Depois de alguns minutos cheguei em um parque meio deserto. Ouvi um ruído de dentro da minha bolsa.
— Calma querida, chegamos. — disse tirando ela da bolsa.
Como não tinha ninguém perto, não tinha porque esconde-la. Esse parque era pequeno, cheio de árvores, porém, havia um lugar nele que era cheio de insetos. Fui nesse lugar cheio de insetos e coloquei o vidro dela no meio deles. Logo, alguns insetos começaram a subir.
— EU ODEIO INSETOS ME TIRA DAQUI! — ela gritou batendo no vidro.
Tirei um salgadinho de dentro da bolsa e comecei a comer.
— ME TIRA, ME TIRA, ME TIRA! — ela gritava.
— Não.
Depois de muito tempo gritando ela parou, se rendendo e sentou.
— Eu to com fome!
— Come esses insetos ai! — disse rindo. — Você não ta feliz por estarmos revivendo o fundamental?
— Eu odeio você.
— Eu também não te amo. — disse batendo no vidro e ela tampou os ouvidos.
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— Já cansei de você. Quero ver como vou me livrar de você agora. — disse pensando.
— Se livrar de mim? Como assim? Vai fazer o que? — ela disse em pânico.
Olhei os insetos em volta dela e pronto. Pensei. Peguei o vidro.
— Não mexe tanto! — ela implorou.
— Ah fica quieta! — joguei o vidro com força no tronco de uma árvore e caiu no chão despedaçado.
— FILHA DA PUTA! — ela gritou pondo a mão no braço que sangrava.
Abaixei no chão.
— Agora vai caçar sua comida! — dei risada.
Uma aranha começou a se aproximar dela.
— SAI! — ela saiu correndo.
Mas se enroscou na teia da aranha.
— Que pena, eu queria analisar seus órgãos, eu ia ficar rica de "achar" uma pessoa tão pequena. Me diz, como se sente sendo a inferior agora?
— Me desculpa! Tudo que fiz me desculpa!!! — ela gritava se debatendo na teia da aranha.
A aranha chegou perto dela e começou a enrolar a teia desde os seus pés.
— Não se mexa tanto querida! — dei risada — Essa aranha só vai se sentir ameaçada e agir mais rápido.
A aranha picou a barriga dela, ela deu um grito agonizante e eu uma risada escandalosa. Ela começou a ficar com um sono forte.
— Vou me vingar de você. — ela murmurou com os olhos quase fechados.
— Vou contar os dias esperando sua vingança.
— HEY! VOCÊ! — ouvi uma voz masculina atrás de mim.
Me virei assustada e dei de cara com...
— THIAGO! — falei alto — Que susto!!
Ele se aproximou de mim e me beijou.
— O que você ta fazendo aqui? — ele perguntou.
— Vim dar um passeio. — falei.
— Não me chamou!
— Foi uma decisão de última hora! Desculpa! — disse abraçando ele.
— Tudo bem! — ele retribuiu — Vamos andar?
— Vamos!
Peguei minha bolsa do chão e olhei para a pequena Cláudia se debatendo.
— O que foi? — ele perguntou.
— Nada! — disse.
Me aproximei da árvore e pisei na teia da aranha. Estraguei seu almoço, coitada. Porém, me vinguei, esmagando minha inimiga.
Notas finais
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