Pequena Inocencia
4 Four
Notas iniciais
Porque tanta tristeza Natsu, porque?
Fiquei mais um tempo a olhar lo, aquela pergunta não queria sair da minha mente, parecia um transe, estava hipnotizada a olhar para ti. Mas depois de uns minutos ouvi o choro da minha pequena.
–oi que foi princesa?
–Lucyyyy, ajuda-me ela começou a chorar do nada, o que faço, o que faço??!!!
–Erza tem calma! Da ma cá, sei como acalma-la.- Tirei a minha pequena do colo da Erza e aconcheguei-a bem junto ao coração, sabia que cantando ela se acalmava, mas teria de ser aquela canção, aquela que me matava. Com calma comecei então a cantar para ela.
*Musica on*
Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direcção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era o meu farol e hoje estou perdido
O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar
~Lucy cantava cada palavra com o coração, sabia que esta música era dedicada a ele, sabia que era por ele que ela sofria, mas esta música acalmava a sua princesa, ela própria escrevera esta canção.~
Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento
~Toda a guilda tinha parado para ouvir lá, todos viam o sofrimento em cada palavra. Lucy sabia que todos estavam a ouvir, mas não se importou, não agora. Olhou para a sua filha, ali nos seus braços a olha-la, parecia que a pequena percebia o seu sofrimento, e aos poucos a pequena acalmou se e fechou os olhinhos. ~
Eu corro pro mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz
Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos
Posso te ver
Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci o meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
~Lucy acabou a música, com uma lagrima solidaria a descer. Olhou para a filha e viu que a pequena havia adormecido, olhou por fim para a guilda que aplaudia, procurou no poste, mas ele já não estava mais lá~
*Musica off*
–uau, foste tu que escreveste Lucy?- perguntou me a Erza a chorar
–sim, fui eu- espera a Erza esta a chorar?
Depois que vi a Erza a chorar comecei a olhar com mais atenção para a guilda e pude ver que maior parte estava a chorar. Será que os toquei assim tanto? Olhei de relance para a porta e vi-te. Quando me viste foste embora, mas ainda pude ver uma pequena lagrima a cair. Sera que percebes te a minha dor Natsu?
Fui tirada dos meus devaneios pela voz da Mira.
–Lucy, tens uma voz mágica- choramingou a Mira.
–concordo!- gritaram todos
Nem sabia o que dizer. Levantei me cautelosamente com a Luna no meu colo e sai. Não sei se por medo ou pela vontade de chorar. Corri para o meu antigo apartamento, afinal tinha de arranjar um sítio para dormir. Cheguei lá e falei com a dona, ela mal que viu a Luna gritou, chorou e por fim deixou-me voltar para o meu antigo apartamento. E pelos vistos os meus amigos pagaram-no ate eu voltar. Será que tinham assim tanta certeza que eu voltaria? Depois da sindica me dar a chave decidi entrar, olhei ao redor e tudo parecia me lembrar de ti tentei afastar isso da memoria mas não aguentei mais, deitei a minha pequena na cama e chorei, chorei como já não chorava a muito tempo.
***
*Natsu pov.on*
Hoje quando entrei na guilda estava como o normal, triste e farto da vida, afinal perdi a pessoa mais importante da minha vida, e vocês sabem quem é, sim é ela a Lucy. Sim eu sei que errei, que fiz muita porcaria, mas eu estava encantado pela Lisanna, ela parecia perfeita, mas tornou-se o meu pior pesadelo.
Mas hoje tudo mudou, eu vi a Lucy, eu vi o meu único e verdadeiro amor. Vi também aquela bebe, não sei mas quando a vi o meu coração disparou, senti que ela me era familiar. Sei que não posso-me aproximar dela ou da Lucy, mas tive tanta vontade, só pensei em abraça-la. Mas não o fiz, sei que ela deve ter sofrido. Quer dizer eu ainda tinha umas duvidas mas quando ouvi a Lucy a cantar deixei de as ter. Vi o sofrimento dela em cada palavra, não aguentei e chorei, não me importo se alguém nota, afinal, já deixei de ser aquele Natsu que se importa com o que todos dizem, aquele que destrói tudo. Quem havia ate de dizer que me ia tornar uma pessoa calma e ia deixar de sorrir? Pois é a dor destrói-nos aos poucos, ate que nos mata.
Durante todo o tempo que estives te na guilda, não consegui tirar os olhos de ti. Mas depois daquela canção fui eu que não aguentei mais, senti a dor em cada palavra, senti todo o mal que te fiz. Dirigi-me a porta, mas antes de sair olhei-te, vi uma lagrima nos teus olhos e chorei novamente, Lucy não sabes o quanto me arrependo do que te disse, mas não sei o que possa fazer afinal depois de te ver com aquela bebe aquele sentimento voltou. Durante todo este tempo pensei em ti, principalmente depois de perceber o que a Lisanna fez, depois da traição fugi com uma criança assustada. Procurei te por todos os lados mas não te encontrei.
Pus me a caminhar sem rumo e quando dei por mim, lá estava eu novamente a frente da tua janela. Nem sabes a vontade que sentia em saltar e poder abraçar te e desculpar me por tudo o que te fiz, mas não podia e sabia disso.
Decidi então ficar apenas a observar a janela, pude verte a dirigir te para a mesma e escondi-me, não queria que me visses. Fiquei um bom tempo a olhar te e pude ver- te a deitares te na cama com a tua filha e senti aquele cheiro que mais me corrói a alma, o cheiro das tuas lagrimas. Lucy nem sabes o quanto me odeio por tudo isto.
Sai do meu esconderijo e encaminhei me para a tua janela, queria poder verte mais de perto mas fui parado por uma voz.
–Onde pensas que vais, Dragnnel?
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