Pequena Hope

4 Disconnect


Notas iniciais
MIL E UMA DESCULPAS PELA DEMORA!!!!!!!!!!!!!!! Sério, gente. Vocês não sabem o como me sinto mal por ter os feito esperar tanto tempo. Talvez uns nem se lembrem mais dessa fanfic, outros estejam me xingando mentalmente por tê-los 'esquecido'. Então deixem-me explicar: Eu realmente fiquei super sem criatividade esses meses. Se eu não me engano o ultimo capítulo que postei foi ano passado... Pois é : Quero que saibam que eu melhorei muito minha escrita, e ESTOU DE VOLTA, YES! Espero que não me matem e que curtam este capítulo. Boa leitura!!!!

Hope P.O.V

Acordo com uma forte dor em todo meu corpo. Como se estivessem enfiando milhares de agulhas em cada canto dele. Rodo meu olhar pelo lugar. Um simples quarto, nele, há um berço de madeira — que parece nunca ter sido usado antes -, uma escrivaninha ao lado da cama que estou, alguns retratos espalhados pela parede, que a propósito julgo serem bem antigos. E por fim, uma cadeira, onde se encontra sentado o meu pai, o homem que me abandonou. De pé, ao seu lado, uma mulher coloca a mão em seu ombro tentando ao menos confortá-lo, depois da tal traição, me recuso a chamar essa mulher — Rebekah — de tia. Um pouco distante, um homem de terno está encostado a porta, apenas na dele, encarando o nada, sério. Sinto um peso afundar a cama, e então uma moça morena se senta, minha mãe era linda, bem parecida comigo — sem querer me gabar.

Ela bufa diversas vezes, escondendo seu rosto na palma de sua mão. Parece estar nervosa, com medo de eu não acordar, talvez. Não, claro que não. Quem em plena consciência abandonaria o próprio filho, ou no meu caso, filha? Óbvio que ela não se importa. Aliás, ninguém se importa realmente comigo. É tudo um teatrinho barato, não sei o porque, mas se isso for amor, quem dirá o que é o ódio.

Percebo algo quente escorrer por meu rosto, lágrimas... Como sempre, estou chorando. Sou uma covarde que não consegue aguentar as decepções dessa vida medíocre. Mas eu aprenderei a ser forte, se é pra ser um monstro, eu serei o monstro mais assustador deste mundo. E ai de quem tentar me impedir, ai de quem entrar em meu caminho.

Não estou me reconhecendo mais, afinal, quem sou eu? Será mesmo que sou aquela doce garota que era até ontem? Claro que não, hoje estou presa às correntes da cruel anormalidade. Matei alguém ontem, um alguém com pai e mãe, talvez irmãos, cachorro e um namorado. Matei um humano para virar uma criatura. Irônico, não?

Assim que tomo coragem, assim que as lágrimas cessam, me levanto rapidamente da cama, ainda um pouco dolorida. Não faço a mínima ideia de como fiz isso, uma hora estava na cama, coberta por um lençol fino, e agora estou aqui, de pé, encarando as pessoas que arruinaram minha vida.

– Hope — Diz a mulher, que se não me engano se chama Hayley — Está tudo bem? — Pergunta preocupada, já com seus olhos marejados.

A encaro sem expressão e logo após dou minha melhor risada cínica — Que irônico — Sorrio ainda cínica — Estou ouvindo isso da mulher que me abandonou à 17 anos atrás, uau — Finjo estar impressionada — Sabe, Hayley, você merece o prêmio de mãe do ano por isso — Digo dando um passo a frente e todos parecem estar surpresos por minha reação, menos Klaus.

– Hope, não seja tola. Apenas nos deixe falar com você. Eu sei quem você é de verdade, é apenas alguém que está um pouco, talvez muito, decepcionada. Mas, sobrinha, eu sei que você não é assim. Deixe nos ajudá-la — Diz Rebekah com um olhar de súplica e uma lágrima cai de meus olhos. Não pelo que ela disse, e sim por lembrar que eu poderia estar deitada em minha cama, comendo pipoca e assistindo um filme qualquer de romance com minha nova amiga.

– Tem razão, Rebekah. Sou a mesma garotinha de sempre — Digo fazendo ela dar um sorriso. Enquanto os outros encaravam a cena sem ousar dizer uma palavra sequer — Tola, ingênua, fraca, adorável — A cada palavra, um passo a frente. Até eu ficar cara-a-cara com Rebekah que me olhava atentamente. Dou um sorriso perverso e com a agilidade vampiresca, me movo rapidamente para trás, no mesmo lugar que estava — Por sorte, aprendi uns truques com a vampirinha sociopata — Fecho os olhos me concentrando profundamente. Eu iria desligar minha humanidade, sim. Ouvi aqueles que me sequestravam falando sobre isso, eles faziam questão de gritar apenas para que eu ouvisse, eu tinha certeza.

A última coisa que ouço são os gritos desesperados de Rebekah e Hayley, e uma forte mão sacudir meus ombros seguido de seu forte sotaque britânico chamando meu nome diversas vezes.

Klaus P.O.V

Ouvir minha própria filha falar coisas ignorantes assim dói, até mesmo para um vilão como eu. Ela é minha filha. Mas por mais que não admitisse, sou egoísta, e não posso dizer que não estou amando tê-la de volta, por perto. Fiquei o tempo todo quieto, apenas na minha, vendo o quão longe ela iria. Confesso que estava adorando vê-la brava, até ela fechar seus olhos, e aí eu sabia o que vinha em seguida.

Ela não podia desligar sua humanidade, depois de ouvir tudo que Rebekah dissera a seu respeito, conclui que a sua humanidade era o bem mais precioso que Hope tinha. Ela era completamente o oposto de mim, até mesmo fisicamente, era parecido com Hayley. Mas seus olhos tinham um charme especial, estavam ligados a mim, com certeza. Não que fossem parecidos, mas seu olhar ao acordar, ao nos encarar, ele era parecido com o meu, meu profundo ódio. E aquilo me machucou um pouco. Não gostaria de ter minha filha parecida comigo, um monstro já basta.

Nem eu estou me reconhecendo mais. Por mais que algo tenha mudado dentro de mim ao ver Hope, nunca poderei transparecer.

Quando Hope abriu seus olhos, todo seu brilho de minutos antes desapareceu. Ela não tinha expressão alguma estampada em seu rosto. E mesmo que certo, não quero admitir que perdi minha menina. Agora que estava a um fio de me reconciliar. Me recuso a acreditar.

Mas eu sou Klaus Mikaelson. E mesmo que isso venha a acontecer, eu, com certeza, acharei a solução. Por mim, por Hope, e pela família. Se tem algo que aprendi nessa longa vida foi que nada, absolutamente nada, é impossível.

Trarei Hope de volta e seremos uma família novamente. Anota o que estou dizendo.

Notas finais
Por favor, sei que não foi justo essa demora toda, mas comentem ♥ Preciso saber se está melhor... Ah, e só pra avisar, irei editar os outros capítulos para uma escrita melhor, ficará a mesma história, por isso não precisam obrigatoriamente ler, não se preocupem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.