Pequena Camille

2 My birthday pajama


Notas iniciais
Segundo capítulo, pouca divulgação. Leitores que chegarão em breve, eu espero que vocês apreciem.

Camille acorda, repentinamente, com as pálpebras encharcadas.

– Camille, Camille! Camille, acorde... — Sofia Klauser Mounther balançava-a, com esperanças de a qualquer momento ela realmente acordasse e começasse seu dia, feliz.

– Daniel? – Camille não havia, ainda, aberto os olhos.

– Camille! – Sua mãe gritou, já impaciente.

– Mas hein? – Camille sentou-se na cama de relance, assustada.

– Aleluia, glória ao Pai. Eu estava considerando a possibilidade de ter de chamar o guincho pra te tirar daí. – Sofia disse, brincalhona, e foi até a porta do quarto. Quando a abriu, várias figuras a atravessaram. Seu pai, Vinicius.

Também seus amigos Bianca, Lucas, Daniel, e os irmãos gêmeos de Camille, Larissa e Leonardo. Daniel trazia consigo uma câmera, e Bianca segurava o bolo.

Camille ficou paralisada, esperando que seu cérebro recém-acordado processasse a cena.

– Parabéns para você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! – Todos cantaram, batendo palmas, e Daniel, da maneira mais gentil e galanteadora possível, tirou uma foto da cara amassada e recém-acordada de Camille quando viu a surpresa.

Bianca se aproximou da garota, para que ela assoprasse as velas. Camille fez um pedido, e deixou sua respiração fazer uma breve pausa.

Foi o momento em que ela percebeu que vestia o pijama mais tonto que ela poderia ter comprado. Estampado com ursinhos amarelos, segurando corações rosas.

Ela optou por sair correndo e colocar um roupão, mas esta ideia surgiu a tempo suficiente para que todos apreciassem a ridicularidade de seu pijama.

– Parem já de rir! – Camille estava vermelha.

– Use uma roupa a nível menos estúpido, pequena.- Daniel ria-se. – Venha cá — Daniel puxou Camille e a abraçou.

– Parabéns, felicidades e todo o resto dos bla bla blas de aniversário pra você. — Daniel sorriu.

– Obrigada, Daniel. – Camille também sorriu.

Para a tristeza de Camille, talvez, Bianca empurrou Daniel, e tomou seu lugar no abraço.

– Parabéns, Caqui, tudo do bom e do melhor para você. Sempre. Você merece!

– Obrigada, Bia. – Ela retribuiu o abraço.

Seus irmãos gêmeos vieram em sua direção. Camille se abaixou, pois eles tinham seis anos de idade.

– Parabéns, Camille. – Eles falaram juntinhos, e a entregaram uma caixinha.

– Obrigada. — Camille sorriu. — O que é isto?

– Seu presente. Fui eu quem escolheu! – Leonardo disse, levantando o peito.

– Não precisava, mas obrigada, de novo. – Camille sorriu, colocou o presente em cima da cama, e foi abraçar seus pais.

– Por que essa surpresa maravilhosa, mãe? — Camille perguntou, com aparente tom de desconfiança na voz.

– Você merece. E achei que fosse gostar... — Disse, com a voz manhosa.

– Ei, eu gostei! — Camille retrucou.

– Só não sabia se tinha mais alguém que você gostaria de convidar, portanto, foi uma breve e simples comemoração. Mas preparada com todo o amor que eu poderia lhe dar.

– Isso é perfeito. Você é maravilhosa, mãe. Obrigada.

Elas se abraçaram, e depois Camille foi falar com seu pai.

– Pai... – Antes de qualquer outra palavra, eles se abraçaram.

– Camille, eu lhe desejo tudo de bom. Eu te amo, princesa. – Vinicius aumentou a força em seus braços. Camille riu, se lembrando de quando tinha 10 anos e odiava as vezes em que seu pai a apertava daquela maneira.

– Obrigada, pai. – Ela se afastou dele e abraçou bem forte Lucas.

– Oi, chato.

– Olá, Camille. Meus parabéns, felicidades para você. Obrigada pelos elogios, mas a estrela da festa é você. Eu também te amo, você é muito especial.

– Idiota – Eles riram.

– Vamos todos descer, cambada! Camille, vista uma roupa bonita, por favor. Vai ter convidados. – Sua mãe disse isso porque ela não gostava do estilo de Camille. Às vezes ela ficava toda desarrumada, e às vezes usava umas roupas ridículas, para o gosto de sua mãe.

– Está bem, mãe. — Disse, calmamente. — Leo e Larissa, depois eu abro o presente, tudo bem? – Camille sorriu e deu um beijo na bochecha de cada um dos dois.

Todos deixaram o quarto, menos Bianca.

- Emergência de moda. – Camille começou a procurar em seu guarda-roupa, mas sempre ficava insatisfeita.

Bianca se dirigiu a Camille, com uma caixa enlaçada nas mãos.

– Esta aqui, que tal? – Bia entregou a caixa.

– Bianca...

– É um presentinho, dá um desconto.

– Não preci...

– Abra logo, estou farta desse descurso do "não precisava". Agora eu já comprei. – Bianca interrompeu Camille.

– Sim, senhora. – Camille começou a abrir a caixa, e tirou de lá uma camisa comprida, preta, com o nome da banda que elas mais gostavam, escrito. Elas começaram a rir, lembrando de um certo dia.

– Obrigada, Bianca. – Camille abraçou a amiga, como seu pai fazia.

Camille se limitou a vestir aquela camiseta, uma calça e um tênis.

Batidas ressoaram na porta.

– Camille?

– Sim? – Camille demorou a processar que era Daniel o autor da voz.

– É o Daniel. Eu queria saber se você não está afim de ir comigo na pracinha hoje, umas sete e pouco. Que tal acha?

Camille sorriu.

– Sim, eu quero.


Notas finais
Merecemos reviews? :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.