People Vs. Zombies

18 Quem vai me matar?


Notas iniciais
Esse está um pouco assustador, não só por causa dos zumbis, mas por causa...

– Vamos tentar fazer uma cura para esse apocalipse.

- E como você acha que vamos fazer isso? – perguntei a Bryan.

Ele deu um sorriso, como se fosse uma boa resposta para mim. Revirei os olhos e entrei no laboratório. Havia dois zumbis lá, nós matamos eles. Camila cortou a cabeça de um deles e botou dentro de uma sacola.

- É mesmo necessário isso? – perguntei fazendo uma careta de nojo.

- É sim necessário – respondeu ela com um tom rude.

Continuei a segui-la. O laboratório estava com falta de iluminação, pegamos algumas lanternas em um armário e nos guiamos.

Cheguei perto de Bryan.

- Qual é a ideia de vocês e por quê Camila está levando uma cabeça com ela?

- Vamos detectar um vírus para fazer uma cura – respondeu ele.

Achei interessante, mas para dizer a verdade, eu sabia que não era um vírus que começou com tudo, não ocorreu tudo por uma infecção e sim, por um terremoto. Pela expressão de Bryan e de Camila, eles pareciam que tudo ia dar certo. Como podiam ter tanta certeza?

Nós entramos no laboratório principal e acendemos as luzes. Camila jogou a sacola em uma bancada e ela começou a se mexer.

- O que está havendo? – perguntei a Camila.

- Não matamos o zumbi, não acertamos a cabeça, só a cortamos – respondeu ela.

Bryan começou a ligar as máquinas. Camila botou luvas, óculos de cientista e uma máscara para se proteger.

- Lá vamos nós – resmungou ela.

Camila pegou uma faca para cortar a cabeça do zumbi, mas hesitou.

- Eu acho melhor vocês saírem de perto – avisou ela.

Eu nem hesitei, saí imediatamente. Ela começou a cortar a cabeça e colocou o cérebro dentro de um pote. Camila colocou o pote dentro de uma máquina raios-X. Esperamos um pouco até sair o resultado. Não vimos nada diferente, vimos só um cérebro normal, mas com uma parte bem pequena com uma falha, provavelmente a parte que fazia as pessoas virarem canibais. Não detectamos nenhum vírus no zumbi, será que o vírus foi para outra parte do corpo? Impossível.

- Não encontrei vírus algum para fazermos uma cura – concluiu Camila.

Bryan ficou desapontado, mas Camila gritou:

- Gente eu vi algo!

Fomos até perto dela e vimos uma “coisa” estranha no cérebro, mas não era nenhum microorganismo conhecido, nem parecia ser um micróbio.

- Nossa – exclamei.

Camila tirou o cérebro da máquina e cortou o pedaço que estava mostrando.

- O que será que é isso? – murmurou para si.

Ela colocou novamente o pedaço na máquina, mas parecia apenas ser um defeito no cérebro, não parecia ser nada anormal, quer dizer, não posso dizer que era algo natural que todo mundo podia ter, o que quero dizer é que não era um microorganismo, era provocado estranhamente.

Camila gritou de raiva e jogou a máquina no chão.

- Não tem cura, só uma idiota como eu iria pensar que tinha uma cura para isso – ela começou a chorar.

- E só uma idiota como eu para ainda achar que temos uma razão para viver – murmurei para mim, mas pelo visto todos tinham ouvido.

Saí correndo e me isolei em um canto da sala. Era inútil o que estávamos tentando fazer, mas uma pequena parte do meu cérebro queria que eu continuasse.

- Está tudo bem? – perguntou Bryan sentando-se ao meu lado – não pense assim OK? Você disse para eu esquecer Sam e eu digo para você não pensar assim.

Ele estava certo, mas eu sabia que tínhamos que continuar, mas acho que se tivéssemos ficado em um canto, ninguém teria morrido. Acho.

- Não acho que você tem que pensar assim – Bryan me disse.

- E por que você acha isso?

- Por que eu também pensei o mesmo e soube que era inútil – respondeu.

Eu olhei para ele.

- Mudando de assunto, eu vi um corte profundo na perna de Camila. Acha que as manchas de sangue que Sam citou eram dela?

Ele parou.

- Co... Como assim dela?

- Não sei, será que ela foi arranhada por um zumbi? Devemos matá-la?

Quando Bryan ia responder, Camila chegou perto da gente com a espada apontada para nós.

- Quem vai me matar? – perguntou ela com uma voz maligna e um olhar perverso.

Notas finais
... da Camila!!!