People Vs. Zombies
14 Manchas de Sangue
Notas iniciais
Antes que eu pudesse dizer algo, ouvimos os gritos de Sam lá embaixo.
Levantei, mas quase caí se Bryan não tivesse me segurado.
- Eu vou com você – eu disse.
- Nós temos que correr, você não está nem em condições de andar, Bethy fique aqui – avisou.
Eu não sabia o que fazer e se no final todo mundo morresse e eu ficasse aqui? Só tinha uma coisa para eu fazer.
- Eu vou, Bryan, e nada vai me impedir – eu falei e comecei a descer a escada.
Bryan desceu correndo a escada.
- Fique atrás de mim, seu eu ver algo você sobe – ele falou.
O primeiro lugar que fomos procurar Sam, foi na cozinha, era o lugar que ele deveria estar, mas não estava lá. Vimos dois zumbis mortos, um estava com uma faca na cabeça e o outro com a cabeça separada do corpo, a cabeça desse zumbi começou a se mexer. O zumbi ainda estava vivo, tinha que acertar literalmente no cérebro. Peguei uma faca encima do balcão da cozinha e enfiei em sua cabeça, acertando o cérebro.
- Dois zumbis mortos, acha que foi Sam? – perguntei, mas Bryan não respondeu, continuou seguindo.
Consegui ver mais um zumbi morto na sala de jantar e vi algo se mexendo embaixo da mesa de jantar. Cheguei um pouco mais perto.
- Sam? – chamei.
Comecei a tirar as cadeiras da mesa, tomando cuidado, mesmo que fosse Sam, não era. Vi um zumbi, parecia uma criança, comendo uma carne. Meu estômago começou a se revirar, piorou quando Bryan enfiou uma faca na cabeça do zumbi.
- Espero que essa carne não seja de Sam – falei.
Continuamos chamando e procurando Sam, agora a única coisa que precisávamos fazer era sair da casa para procurar Sam.
- Eu disse para ele ficar lá em cima. Por que você o deixou descer? – perguntou Bryan estressado.
- Porque ele ficou preocupado com você, ele é seu irmão, por isso eu deixei.
- Isso não é desculpa! – gritou ele.
Eu fiquei vermelha de raiva, não acredito que agora ele me culpava porque o querido irmão dele saiu à sua procura.
- Por que você o deixou sair, Bethy, por quê? – ele perguntou.
- Porque eu tenho certeza que você faria o mesmo por ele – respondi e saí da casa mancando.
Chamei por Sam novamente, mas fiquei sem esperanças, será que eu deveria deixá-lo comigo? Será que eu errei por deixá-lo sair à procura do irmão? Resolvi não pensar nisso, queria muito encontrá-lo ainda sem mordidas. Quando fomos à procura dele, vimos alguns zumbis e matamos, até que vi um zumbi muito familiar. Bryan iria matá-lo, mas eu o detive. Eu conhecia aquele zumbi, ele estava com poucas mordidas, apenas com duas no braço e pouco mais que cinco na perna esquerda, ele lembrava um pouco meu avô. Sim, eu o conhecia.
- Pai – murmurei, eu havia esquecido que eu não havia matado completamente ele, nem teria coragem.
- Posso? – Bryan perguntou e eu assenti, ele pegou a faca e o matou.
Comecei a chorar, eu queria muito vê-lo novamente, mas não desse jeito, ele poderia me matar e nem perceberia. Aquele não era meu pai, eu sabia que era, mas não queria acreditar.
- Podemos continuar? – perguntou Bryan.
E continuamos a procurar Sam. Não foi difícil achá-lo, o vimos debaixo de um carro, conseguimos achá-lo, pois procuramos ele em qualquer lugar, até os impossíveis dele estar. A boa notícia: achamos Sam, a má notícia: ele estava mordido.
- Não Sam, diz que você não foi mordido Sam – eu falei com lágrimas nos olhos.
- Sam! – gritou Bryan – o que você fez?
Sam estava chorando, ele parecia estar sofrendo de dor, mas o que faríamos, o mataríamos como fizemos com Sarah e Natasha? Não me parecia uma boa alternativa.
- Eu não te achei na cozinha, achei que tivesse morrido – explicou Sam para o irmão.
- E por que você achou isso? – perguntou Bryan.
- Porque eu vi manchas de sangue no chão.
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