Notas iniciais
°--° =espero que gostem desse=

Caí na estrada e logo tirei o pára-quedas e corri para longe dos zumbis, me tranquei em uma cadeia e vi muitas pessoas, mas elas estavam vivas.

Fiquei impressionada pela quantidade de gente viva. Tinha num total de cem pessoas, mas elas ainda estavam presas.

- Humm, oi? – falei para todos.

- Pode nos tirar daqui? – pediu um homem.

Peguei umas quinze chaves para abrir as cadeias, fiquei com um pouco de medo, e se essas pessoas fizessem um mal para mim? Provavelmente não fariam nada, quem em um mundo com zumbis vai querer o mal da outra? Tirando Camila.

Fui conhecendo algumas pessoas, a maioria tinha uma expressão de assassino. Fui até uma sala onde talvez ficassem os policiais. Peguei um pouco de minha comida e dei para as pessoas. Consegui ver pessoas desde os dezoito anos até a velhice.

Tranquei-me na sala, eu não conseguia arranjar um bom espaço para mim. A maioria das pessoas olhavam pela janela para ver o que estava acontecendo. Um homem bateu na porta da minha sala. Eu a abri.

- O que quer? – perguntei.

- O que está acontecendo? Quem são aquelas pessoas lá fora? – perguntou ele.

Comecei a ficar assustada, será que esses presos não sabiam o que estava acontecendo? Puxei ele para dentro da sala.

- Como assim não sabe o que está acontecendo?

Ele respondeu:

- Estou preso aqui há anos, como vou saber?

Eu não sabia como responder tudo em uma forma de resumo.

- OK, você jura que vai acreditar em tudo que eu falo sem me achar louca? – perguntei.

Ele fez uma careta, nem comecei a explicar e ele já me achava louca, seria bem difícil. Ele por fim decidiu.

- Pode mandar.

- Aquilo lá fora são zumbis, serem carnívoros que se atraem de barulhos. Eles te mordem e te arranham e, se isso acontecer, você estará infectado e depois de um tempo virará um zumbi.

Ele começou a rir.

- Zumbis? Tá falando sério? – perguntou.

Comecei a ficar com tanta raiva que nem consegui me controlar.

- Se você acha que é mentira, vá lá fora então e veja! Veja se é verdade ou mentira o que estou falando! – gritei com ele.

O homem ficou me encarando.

- Tá bem, eu acredito – decidiu ele e eu o olhei.

Enfim alguém que acreditava em mim, ou acho que acreditava.

- Vá falar com os outros que ainda não sabem dessa história e não deixem eles saírem.

O homem saiu da sala e começou a conversar com as pessoas. Fui procurando nas gavetas documentos e fotos, até que vi algo que me impressionou. Tinha uma foto de minha mãe guardada na gaveta, começaram a aparecer pequenas lágrimas em meus olhos. Eu as limpei rapidamente, pior do que chorar é quando tem várias pessoas te perguntando o que aconteceu. Guardei a foto no meu bolso e fui olhar para o meu pé. Continuava inchado, mas eu já conseguia andar, só não conseguia botar muita força nele. Troquei novamente a atadura dele.

Eu não estava com sono e nem nada, bem ao contrário, estava disposta para fazer e enfrentar o que quisesse, tirando o fato de que todas as pessoas que amo morreram. Saí da sala, estava um tumulto nas cadeias, queria colocar tudo em ordem, como fazem os presidentes, mas eu nem conseguia ouvir minha voz. Peguei um megafone e gritei.

- Calem a boca! – nem assim eu consegui ouvir minha voz de tão alto que gritei – desculpe – falei um pouco mais baixo – bom, eu acho que vocês já sabem o que está havendo aqui. Zumbis e terremoto, por isso eu quero o melhor de vocês, para começar, limpem um pouco aqui já que não temos onde morar precisaremos morar aqui.

Todos começaram a “trabalhar” imediatamente, até eu. Quando terminamos, separamos em que prisão cada um iria ficar. Cem pessoas em vinte prisões, foi difícil, mas finalmente conseguimos. Voltei para minha sala suada e cansada. Fui para um chuveiro e tomei um rápido banho. Voltei novamente para minha sala, era hora de eu arrumar meu lugar. Quando eu estava na metade da limpeza, o mesmo homem com quem eu havia explicado tudo bateu a porta da sala, eu o deixei entrar.

- O que você quer agora? – perguntei sem paciência.

- Posso morar aqui com meus amigos? Por favor – implorou ele.

Eu deixei, não podia ser malvada com ele. Terminei de arrumar as minhas coisas. Era o homem que conheci, um garoto de aparência de vinte anos e uma mulher grávida.

- O que vocês fizeram para aparecerem na prisão? – perguntei a todos.

Eles se entreolharam, provavelmente para ver quem iria começar.

- Eu assaltei o banco central, mas não matei ninguém – respondeu o homem, vi em seu crachá o nome Owen.

- Eu fui culpada por assassinar uma mulher, ela era terrível, mas mesmo assim colocaram a culpa em mim – respondeu a mulher, cujo nome era Fernanda.

O garoto, Gabriel, não quis responder e nem o forcei.

Fomos dormir. Acordei com os gritos dos presos e quando e olhei, a cadeia havia sido invadida por milhões de zumbis.

Notas finais
Eu peguei a ideia de uma história que vi aqui mesmo, mas foi excluída então e dei essa ideia para a minha história, espero que gostem.