Pensando em você
1 Capítulo 1 - Oneshot
Notas iniciais
Se não estiver de seu agrado me avisa ♥
Boa leiturinha!!~
Metade de tudo o que era vivo no universo havia desaparecido em um piscar de olhos. Toda aquela guerra, todos os esforços, tudo em que os vingadores acreditavam... Foi em vão. Thanos realmente fazia jus à sua reputação como um homem que semeava o caos e a destruição. Eles falharam na única coisa que juraram fazer por aqueles que não possuíam aquele poder, e estavam devastados, assim como o universo ficara após essa guerra sem fim.
— Steve? – A viúva negra clamava pelo nome de seu companheiro. Suas mãos trêmulas enquanto observava o amigo encarando as cinzas que haviam sobrado de Bucky. Aquela expressão de desespero provavelmente jamais sairia de sua memória. – Steve, por favor.
— Nós perdemos. – Thor murmurava. – Todos nós.
— Stark... – Rogers sussurrou, saindo de seu transe e levantando-se subitamente, em um susto. – Eu não vi o Tony por aqui. Vocês viram ele? Algum de vocês? – Prosseguiu, caminhando em passos rápidos enquanto averiguava o local ao seu redor.
— Ele nunca chegou até aqui, Steve. – Natasha aproximou-se, colocando a mão em seu ombro. – Você não se lembra?
— Ainda há uma chance, então. – Ele divagou por alguns segundos, como se estivesse bolando alguma coisa. – Ele pode estar vivo. Não... Ele está vivo, eu sei disso.
— Vocês não estavam brigados?
— Nat, eu já fiz a escolha errada uma vez. Não quero cometer o mesmo erro novamente. – Retrucou, afagando os cabelos. – Você vem comigo?
— Aonde vamos?
Na verdade, Romanoff já sabia o destino final daquela viagem. Aquele brilho nos olhos de Rogers aparecia apenas quando falavam sobre Tony Stark. Todos os dias de sua vida, Steve fazia questão de lembrar-se sobre o quão errada fora a sua escolha no dia em que separou-se de Tony de uma vez por todas, e caso alguma coisa tivesse acontecido, provavelmente se culparia pelo resto de sua vida.
Nesse momento, Stark encontrava-se sozinho em meio ao vazio, planejando a sua despedida para todos aqueles que fizeram parte de sua vida. Sem esperança, murmurava para si mesmo todas as coisas que gostaria de ter dito, como uma forma de aliviar seu pensamento. Sentou-se com dificuldade em frente à seu capacete, que apesar de tudo, ainda funcionava como um transmissor, permitindo-lhe mandar uma última mensagem para sua noiva.
— Pela manhã, quando oxigênio acabar, eu estarei pensando em... – Ele hesitou, limpando da garganta o primeiro nome que lhe veio à mente. Algo nada conveniente para o momento. – Em você. – Completou.
“Que droga, Tony, o que você está pensando em um momento como esse?”— Disse a si mesmo, enquanto apoiava as costas nos metais gelados do maquinário da nave. Pensar que ao menos morreria com a bela visão do espaço à sua frente lhe consolava. Fechou os olhos para tentar adormecer e não sentir todo o desespero de seu corpo à medida que o oxigênio se esvaía, sabendo que talvez não acordaria novamente.
As coisas aconteceram mais rápido do que poderia imaginar. Quando abriu os olhos novamente, toda aquela paisagem solitária e com odor de metal já não estava mais ali, embora seu corpo estivesse fraco. A sua cabeça doía todas as vezes que ousava se mexer, porém ele ansiava por respostas e sabia que não as encontraria enquanto estivesse deitado confortavelmente naquela cama. Como havia saído de uma situação crítica em tão pouco tempo? Tudo aquilo era apenas um sonho? Ele esperava que sim.
— Está acordado? – Uma doce voz chamou-lhe a atenção. Era familiar, e soava como música para seus ouvidos.
— Pepper? Você... – Ele hesitou ao ver as lágrimas nos olhos da moça, que parecia exausta. – Eu nem sei por onde começar. – Murmurou, soltando um longo suspiro logo após.
— Eu não aguento mais, Tony. Não aguento mais o fato de você todas as vezes sumir de um segundo para o outro e voltar nesse estado. – Ela prosseguiu, permitindo que suas emoções a dominassem enquanto chorava. – Isso não é pra mim. Eu só queria ter me casado com uma pessoa normal, pra ter uma vida normal, uma família normal!
— Ok, chega da palavra “normal”. Isso me dá dor de cabeça. Nós podemos conversar sobre isso, Pepper, nós já passamos por muita coisa.
— Exatamente, nós já passamos por muita coisa, Tony, mas essa foi a gota d’água. Se te dá dor de cabeça ouvir isso, imagina o que se passou pela minha quando eu fui obrigada a vestir uma armadura especial para buscar o meu noivo que estava à beira da morte no espaço? – Pepper afagava os cabelos enquanto parecia perder sua sanidade a cada palavra. Suas olheiras estavam maiores do que nunca, e suas mãos trêmulas demonstravam seu estado mental naquele momento. – Eu te amo, e sempre vou te amar, mas isso não é pra mim. – Completou, caminhando em direção à porta após deixar o prato de sopa que havia preparado acima do criado-mudo.
— Pepper...
— Por favor, me deixe ir. Eu preciso de um tempo. – Murmurou, fechando a porta atrás de si antes de retirar-se.
Stark estava perdido naquele momento. Provavelmente jamais se acostumaria com o fato de não ter Pepper ao seu lado, ainda que seu ego lhe tentasse convencer a todo o momento de que ela voltaria em alguns dias. Era confortável tê-la por perto, e após tê-lo salvo, existia o sentimento de uma dívida não paga.
Desolado, levantou-se com dificuldades e sentou-se para apreciar a primeira refeição decente que teria em dias, e embora não gostasse de sopa, aquela lhe parecia deliciosa. Sentiu-se revigorado após algumas colheradas e decidiu não comer mais, dirigindo-se em passos lentos até a sala enquanto apoiava-se nos objetos que encontrava no caminho. Olhar para aquela enorme janela enquanto sentado no sofá lhe trazia uma solidão inexplicável, e hora ou outra até mesmo recordava-se do momento em que fechara os olhos no dia anterior enquanto aguardava por sua morte. Jogou os braços e o pescoço no encosto do sofá, permitindo-se relaxar por um breve momento e logo voltou a encarar o céu através daquela enorme placa de vidro cristalino.
— Pensei que nunca mais veria essa cena. – Uma voz familiar chamou-lhe a atenção, seguida pelo som de passos que ecoavam naquela sala vazia enquanto aproximavam-se. – É real, não é? – Indagou, entrelaçando o braço ao redor do tronco de Stark, que afastou-lhe com rapidez.
— Pelo que me lembro, Capitão, nós não temos esse tipo de relação. Normalmente a memória de um gênio funciona muito bem.
— Apenas me deixe ficar assim só por mais alguns minutos. – Murmurou, abraçando-o novamente, dessa vez com força, como se fosse perdê-lo a qualquer momento. – Obrigado por estar vivo.
— A guerra te amoleceu, Cap. – Stark esgueirou-se novamente. – Seu melhor amigo não te consolou direito e agora você veio até aqui buscando por um substituto? Infelizmente para você, eu sou bom demais para ser um plano B.
Steve o encarou confuso. Aquele semblante entristecido que mostrara após a frase de Tony o amoleceu, fazendo-o bufar e desviar o olhar rapidamente.
— Bucky está... – Ele apertou as mãos em um gesto frustrado antes de prosseguir com sua frase. – Morto.
O corpo de Stark arrepiou-se por completo. Talvez, no passado, ele desejasse a morte daquele homem, porém a dor estampada no rosto do Capitão América causava em seu peito algo ainda mais forte do que o desejo de vingança. Ele limpou a garganta antes de posicionar-se:
— Você não precisa falar sobre isso se não quiser.
— Não. É exatamente sobre isso que eu vim falar. – Rogers lutou para manter a compostura e segurou o pulso de Stark, obrigando-o a encará-lo diretamente nos olhos.
— Sobre o quê, exatamente, você precisa falar?
— Quando Bucky transformou-se em cinzas bem na minha frente, eu... – Ele hesitou. Sua voz estava trêmula, assim como suas mãos.
— Eu já disse que você não precisa falar sobre isso, sabe?
— Mas que droga, Tony. – Vociferou, sem paciência. – Você não está nem aí, como sempre, mas quer saber? Eu sou tão imbecil quanto você, porque enquanto o meu melhor amigo se transformava em cinzas bem na frente dos meus olhos, a única coisa que eu conseguia pensar era em correr até você e ver se estava bem. Eu estava tão apreensivo que não tive nem tempo pra ficar de luto, e mesmo agora a única coisa na qual eu consigo pensar está bem aqui na minha frente.
Tony Stark estava agora sem palavras. Ele sabia muito bem o peso daquela fala, principalmente para aquilo que jurou guardar eternamente em seu coração. Recordou-se de como conseguia apenas lembrar-se de Steve enquanto aguardava por sua morte, e embora seu orgulho não tenha lhe permitido dizer em voz alta, era impossível conter os sentimentos que floresciam dentro de si.
— Estou prestes a me casar, Capitão. Pepper talvez esteja brava comigo agora, mas não posso simplesmente esquecer da existência daquela que sempre esteve ao meu lado, e principalmente, salvou a minha vida. Não sou tão imbecil a ponto de abandonar a mulher que um dia eu amei por simples desejos frívolos.
— Não, você não é. – Rogers diminuiu ainda mais a distância entre eles, permitindo-lhes sentir a respiração um do outro. – Você é um imbecil ainda pior. – Completou, selando os lábios nos de Tony, que não demonstrava vontade alguma de resistir.
Acariciou a língua daquele homem com sua própria enquanto segurava seu rosto com as duas mãos, beijando-o com todo o desejo que havia reprimido durante o tempo que se distanciaram. Empurrou-o com força para obrigá-lo a deitar-se no sofá e posicionou-se logo acima, colocando as pernas de Stark entre as suas.
— Capitão, eu falo sério quando digo que não... – Steve colocou o dedo na frente dos lábios de Tony para proibi-lo de continuar a sua frase.
— Se você estivesse falando sério teria me dado um soco quando te beijei. – Retrucou, rasgando no meio a camiseta cinza que Tony utilizava. – Compre outra depois, não vai precisar disso agora. – Sussurrou, voltando a beijá-lo com vontade enquanto roçava suas intimidades por cima das roupas, provocando-o.
Retirou sem dificuldades a calça de moletom que Stark utilizava, arremessando-a para longe enquanto apreciava a vista daquele corpo que tanto o excitava. Suas roupas íntimas também haviam decolado, portanto estava completamente desnudo e submisso. Rogers podia jurar que o havia visto corar, ainda que não estivesse afim de estragar o clima mencionando algo do tipo, já que o orgulho de Tony era maior do que qualquer outra emoção existente naquele homem. Deslizou a língua suavemente por toda a extremidade de sua intimidade, arrancando alguns leves gemidos ofegantes que o afervoravam ainda mais. Molhou dois dedos com sua saliva e utilizou-os para violá-lo, estimulando a glande com sua língua enquanto movimentava os dedos no interior de Stark. Os gemidos agora estavam mais altos, e Steve não tinha a intenção de parar. Ele queria mais.
— Isso é bom, Tony? – Murmurou, provocando-o propositalmente. Aquela expressão de prazer que Stark fazia à medida que seu corpo implorava por seu toque o deleitava. Tomou a liberdade de virá-lo de bruços e molhá-lo com sua saliva antes de penetrá-lo.
Começou com alguns movimentos leves de vai e vem, com receio de que pudesse errar em algo, visto que era a primeira vez que se relacionavam daquela forma. Enquanto o penetrava, tomou a liberdade de masturbá-lo para fazê-lo enlouquecer ainda mais. O cômodo que antes era silencioso, agora cobria-se com o som dos gemidos de Stark, e ele já não se importava com mais nada, pois já havia sido dominado pelo desejo e luxúria. Após algum tempo, seu corpo chegou ao limite, derramando seu sêmen por todo o sofá de couro.
— Que merda. – Bufou ofegante, entre gemidos.
— Não precisa se preocupar, não vou sujar o seu sofá. Eu vou gozar dentro de você. – Steve sussurrou em seu ouvido, arrepiando cada centímetro do seu corpo.
Não demorou muito para que, após aquela afirmação, ele cumprisse com sua palavra. Ao final ambos estavam exaustos, e Rogers tomou a iniciativa de carregar Stark até o seu quarto, visto suas pernas trêmulas. Deitou-se ao seu lado e deu-lhe um beijo na testa antes de aconchegar-se para dormir.
— Nós ainda temos um dever para cumprir pela manhã. – Stark quebrou o silêncio.
— Eu sei. A guerra ainda não acabou.
— Você acha que nós temos alguma chance?
— Nós precisamos ganhar, porque eu não sei o que faria caso te perdesse. – O capitão sussurrou, puxando-o para perto de si. – E eu não vou te perder nunca mais. – Terminou, arrancando um sorriso maroto de Tony, que apesar de orgulhoso, também sentia-se da mesma forma.
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