Pensando Em Solidão

2 Oi, hoje peguei nas mãos da paranóia


Notas iniciais
Hi, Hi minna!!
2º capítulo da fic. Desculpem a demora, (se é que alguém estava esperando pelo próximo cap.) pois, grande parte deste, fiz à mão mesmo e tive que digitar aqui. :3 Espero que gostem.

No capítulo anterior:

‘’_ Nakayama, eu não desisti, OUVIU??

Ouvi tudo, mas, continuei ali parada por mais uns 5 minutos, com todas as minhas ideias de não me envolver com mais ninguém do colégio pairando sobre minha cabeça.

Por quê, logo agora isso?’’

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Depois da aula, antes de chegar em casa, decidi passar em uma lanchonete, pois, depois daquela bagunça emocional por causa do Miyamoto, eu não consegui prestar atenção nas outras aulas e muito menos comer alguma coisa no intervalo.

_ C-A-R-A-M-B-A!! –falei em voz alta sem querer entrando na lanchonete-

_ O-i-i! Algum problema?

~Hikaru Fujimoto? Não acredito... Como ele saiu da escola tão rápido e veio trabalhar? E logo aqui? Eu nunca vim aqui. Droga!~ -pensei irritada-

_ Ah, oi. Não, não tem problema algum. –eu e minha velha mania de gaguejar, mas, por quê ali? Acho que devia ter sido, por ele fazer lembrar-me daqueles momentos tensos-

_ O-ok!! –ele também aparentou nervosismo- Deseja alguma coisa?

_ É... Vou querer um salgado daquele e um refresco de laranja. -nada saudável, mas, eu não estava me importando-

_ Só isto? –ele foi tão simpático que, nem parecia o mesmo Fujimoto da escola, fechado e com expressão mal-humorada como a minha-

_ Sim, obrigado.

_ De nada. Volte sempre!!

Mas, que p**** foi aquela?? Ossos do ofício??? Como ele pôde ser tão profissional assim? Ah, legal. Eu me preocupando com um garoto que TALVEZ goste de mim e que eu nunca conversei.

Na verdade, eu não costumava ser ‘’legal’’ com ninguém. Nem com a minha própria imagem no espelho. Não queria. EU estava na 3ª escala de ‘’monstros’’ que me enojo. Ser desprezível é muito mais desprezível. Eu não queria culpar os meus piores momentos até ali, mas, á cada dia passado, eu ficava mais amarga só de lembrar-me deles. Aqueles minutos na lanchonete me fizeram repensar que, não importa quantos problemas eu tenha, terei que ser mais flexível para poder lidar com cada minuto da minha ‘’vidinha’’. Eu fui embora pensando muito em quem eu era e como eu me comportava. Sabia que nem todos mereciam pagar pelo meu humor, mas, nem sempre eu conseguia evitar minha arrogância. Lá, eu também consegui ser gentil, mesmo não querendo. Não chamaria isto de falsidade, considerei mais para um termo que criei: ‘’HanUme’’. Seria uma palavra que eu teria de lembrar quando estivesse perdendo o tal ‘’’encanto’’ que minha avó falava.

No dia seguinte, fiquei tentando lembrar tanto de ‘’HanUme’’ que, era capaz de eu nem saber mais qual é meu nome. Saí de casa mais cedo. Cheguei no colégio com a expressão de quem tinha medo até da claridade (na verdade eu não gostava dela). Sim, isto tudo era medo de me encontrar com aquele tal do Miyamoto.

Estava indo direto para sala de aula, quando lembrei que tinha esquecido de pegar o livro de Química no meu armário.

_ Psiu!!!

_ Hãã??? Aaah... VOCÊ?? O que você quer????

Akinori Miyamoto em pessoa. Trocou de armário com alguém só para me irritar, aposto!! Não é por nada, mas, eu não teria notado a troca, se não fosse com este aproveitador de comas sentimentais. Ele encostou com o braço esquerdo em um dos armários voltando-se para mim. Seu rosto estava em pura expressão de maliciosidade.

_ Está vendo como você não conseguiu ficar longe de mim?? -ele sorriu sarcasticamente-

_ IDIOTA!!! Como ousa falar isto?? Você deve ser só mais um babaca igual à estes aproveitadores de... –ele me interrompeu pela segunda vez desde que nos conhecemos-

_ De moças indefesas?? –ainda sorrindo- Vai me dizer que eu estou me aproveitando de uma garotinha ‘’indefesa’’ que só sabe deslocar a mandíbula de um rapaz?

~Ah, mas, como eu quis dar outro super tapa nele, unf!!~

_ Com este tipo de humor para lidar comigo, você deveria ser piadista e não metido a galanteador. –retruquei sem jeito-

_ Metido? Eu não sou metido a galanteador. Eu afirmei que te conquistaria 1º Sr. Nakayama e ainda estou certo que vou conseguir.

_ Você não entende. –sorri antipaticamente- Eu também sou muito firme com o que afirmo. Você não tem ideia... Eu não me disponibilizei para ser prêmio de ninguém... Não abri nenhum tipo de disputa para um merecedor dos meus sentimentos. –abaixei a cabeça com sinal negativo- É até engraçado e inacreditável o quanto o destino é miserável. Quando eu era menor, me aproximar das pessoas era o que eu mais queria e sempre pagava horrivelmente por aquilo. Hoje, tento me afastar de laços com qualquer um e as PESSOAS NÃO ME DEIXAM!!! –gritei com ele por estar nervosa com o mundo-

~Miyamoto inclinou-se um pouco para baixo, olhando para cima avistando minha expressão de raiva. Ele me viu apertar os olhos e de leve chorar. Logo, levantou-se por inteiro e com as mãos, o mesmo fez com meu rosto. Ele estava me encarando de novo com aquele olhar penetrante, me fazendo desviar os olhares.

_ Eu não posso afirmar 2 coisas, Ume.

_ O.. o-quê?

_ Não posso afirmar que o que vou falar está literalmente correto. E não posso afirmar que te entendo. Porque, mesmo se eu quisesse, não te entederia. Só saiba que não precisa de pessoas que só te ‘’entendam’’. Você precisa de quem fique ao seu lado e sinta o que você sente COM você. É isso que para mim, diferencia o amor do gostar. Você tenta ‘’entender’’ quando gosta, mas sentir, é só quem ama. Não pode ficar para sempre com medo de amar alguém, se não consegue controlar o que sente. Nakayama, não me importo se me chama de idiota ou babaca. Pelo menos, me dê a chance de sentir com você o que você vem sentindo. Quero que me imagine como um cara que não faz parte somente do mesmo colégio que você estuda, mas, o rapaz que está aqui e estará contigo. Não preciso recitar poemas ou qualquer coisa que faria meninas como você, caírem em palavras e depois, sofrerem por eu não poder cumpri-las. Então deixe-me MOSTRAR Ume-chan.

Ele colocou as mãos novamente em cada lado do meu rosto e me deu um beijo na testa. Depois, seguiu o caminho oposto do meu, sem pronunciar mais nada, só deixando aquele ‘’frio’’ que eu não sentia há anos, na minha barriga. Eu não disse se aceitaria aquilo e nunca pensei que um aparente idiota, pudesse me calar em poucos minutos e com praticamente, poucas palavras. Eu fiquei novamente naquele coma sentimental, só que por menos tempo, pois, o pouco raciocínio que eu tinha naquele instante, foi rapidamente interrompido pelo soar da ‘’sirene’’ para que os alunos se dirigissem para as salas.

Eu fui, só que, mais um dia letivo foi por água abaixo graças a ele. Realmente preciso lembrar que me apaixonar, só me trará problemas.

KUSO!!!!!!


Notas finais
Bye, bye minna!!!
Espero que tenham gostado. Em breve voltarei trazendo o próximo capítulo. >.