Pensando Em Solidão

1 Oi, eu lembro o que fizeram comigo


Notas iniciais
Hi, Hi minna!!
1º capítulo da minha fic. (y* Espero que gostem. *u*

Oi, meu nome é Ume Nakayama.

Para mim, sempre está uma tarde escura e triste lá fora, pois, ainda existem ‘’monstros’’ que se intitulam seres humanos por aí. Eu não tenho mais medo desse escuro, eu tinha. Enquanto, eu tiver aquelas lembranças, aqueles nomes em mente, eu não vou conseguir olhar para a claridade. Sempre fui uma boa filha e uma boa aluna. Minha infância em parte, foi saudável, se não fossem as coisas que meu pai aprontava em casa e na rua quando bebia. Era eu a caçula, que tentava amenizar as dores dos meus irmãos e da minha mãe, que por sorte, são o contrário dele. Fora isto, meu pai foi e ainda é meu Sensei, a maioria das lições de moral que tenho na cabeça, vieram dele e as minhas maiores diversões foram vindas da boa vontade dele.

Não tenho questão de lembrar-me dos meus sofrimentos após a 5ª série, se é que começaram lá. Tenho a impressão que são mais antigos, mas, meus pensamentos os renovam, é por isso que quando volto ao passado, tudo se mistura. Mitsuo Takada foi o vilão da minha vida escolar no ensino fundamental. Era ele quem gritava aos 4 ventos os defeitos que eu tinha e não tinha e me fazia pagar por eles. Nesta época, eu ainda era inocente e frágil, mas ainda, a melhor aluna do meu período.

Quando eu me sentia mal pelas chacotas de Takada, eu ia visitar minha avó Takaguchi, que já sabia dos meus sofreres. Ela sempre me recebia com um abraço de consolo e falava baixinho no meu ouvido direito:

_ Ume, algum dia em algum momento da sua vida minha neta, você não terá alguém para te consolar. Terá que ser forte e não deixar de ter sua própria essência, lembre-se da nossa Hana.

‘’Hana’’, era uma bela e forte flor que eu e minha avó plantamos na parte de trás da casa dela quando eu tinha 5 anos. Hana era a única flor daquela parte do jardim e mesmo assim, não deixava de encantar quem passasse por ali. Ela sempre ficou sozinha. Mesmo com o passar do tempo, Hana se renovava, mas, nunca perdia seu perfume, sua beleza. Com chuva ou sol, ela não perdia seu encanto.

Com este tipo de recepção da vó Takaguchi, eu sabia que era para meu bem, só que não me sentia tão segura, só sentia ainda mais medo. Pouco depois de eu fazer 12 anos, ela se foi. Não sei se foi para uma melhor ou pior, porque não acredito em céu ou inferno, acredito na Terra, no hoje e no agora, pois, descobri que meu medo era alimentado por pensamentos de um futuro sentimental frio e odiável, pensar demais nas coisas que eu não tinha fé e desconhecia, era de me enlouquecer em meio a pouca idade que eu tinha. Hoje tenho 17 anos. Não sou nenhuma experiente da vida, mas, não sou uma garota sem sal que não sabe se impor. Uma das coisas que mais tenho nojo profundo, é daqueles ‘’monstros’’ como Mitsuo Takada. Eu me instabilizei com a escola, só que nunca mais fui a mesma queridinha dos professores e nem a mais quietinha da turma. Já fazia anos que eu não via Takada, percebi que depois do ano que fomos da mesma sala de aula, eu passei de ano e ele não. Como todos esperavam, ele mudou de escola pensando que o problema era com ela. Ainda tenho raiva dele. Dizem que devemos ter pena de quem um dia acabou com a nossa autoestima, pois, eles sim são os mais tristes e solitários. Talvez tenha sido, mas, não consigo ter pena de um oportunista sem caráter, que se aproveita da bondade de uma garota e usa isso como escudo. Eu não tinha nenhuma moral para parar aquilo e aos poucos o 1 eram 100. Eu não mudei de escola, nem de bairro, não contei a nenhuma pessoa além da minha falecida avó.

Ano passado, teve um começo sombrio e deserto rente ao meu coração. No meio dele, por um acaso me envolvi em um caso de ''amigos'' que formaram um casal. Fiquei feliz com isto. Mas, voltando um pouco a ‘’fita’’...

Seiko Murata, a única amiga que tive na mesma época que sofria chacotas. Ao contrário de mim, Murata era a mais bonita da escola, gentil e sim, Mitsuo Takada gostava dela. Bem, até os mais delinquentes que quebram um coração, passam a ter um. Eu não conseguia entender aquela grande ironia escolar. Devido a minha raiva por Takada, eu tentava incansavelmente afastar Seiko dele. Sem sucesso, pois, ela não gostava de evitar alguém que não lhe fizeste mal algum. Logo depois, que Mitsuo mudou-se, minha amizade se tranquilizou. Pelo menos por um tempo, até Seiko começar a namorar um garoto da escola, Hideki Saito. Pois é, eu gostava dele desde a 4ª série. Ele foi meu primeiro amor platônico. Eu também não contei para Seiko o quanto eu estava sofrendo com aquilo e mesmo assim apoiava ainda mais a aproximação dos dois cada dia mais.

Com o passar do tempo, ela foi descobrindo o que eu sentia, por me conhecer muito mais que eu mesma. Ela sentia minha angústia e eu só negava. Outro dia, no ensaio de uma peça teatral no colégio, Saito passou por mim e sussurrou calmamente e sarcasticamente:

_ Eu sei que você gosta de mim.

Gelei em uma fração de segundos. Meu coração parecia uma pedra congelada pulsante. Como eu ainda tinha mais dificuldades com sentimentos, neguei ansiosa demais:

_ Hã? NÃO!! Do que você está falando Saito??? Quem te disse isso????

Aquele idiota olhou para trás e sorriu como se tivesse confirmado o que me disse. DROGA!!!!

Simplesmente abaixei a cabeça com os olhos arregalados e apertei os punhos também abaixados, torcendo para que aquilo não tenha sido um sinal para ele. Eu sabia que ele era um imbecil popular que só sabia olhar o que tinha a frente dele e nunca através. Pessoas assim estão na 2ª escala de ‘’monstros’’ que me enojo. Eu não podia controlar o que sentia por ele, aquela sensação de amor e ódio era demais para mim, então, na semana seguinte, coloquei um fim na minha amizade com Seiko. Era impossível ver 2 pessoas que eu gostava de jeitos diferentes, se amando. Se é que Saito amava alguém que não tivesse grandes seios e grandes bundas acompanhando.

Conheci e desconheci pessoas por 3 anos, mas, nada que mudasse tanto o rumo da minha vida que sempre planejei. Não me aproximar, era o que eu empunhava a mim mesma. Do que adiantou? Nada. Eu digo nada mesmo. Logo depois de terminar 4 ‘’amizades’’, o meu rumo traça seu próprio rumo, que chegou a Seiko novamente. Nós voltamos a conversar ligeiramente, nada pessoal. Entramos em outro projeto na escola. Confesso que, por pouco, não sinto as mesmas sensações de antes. Só que daquela vez, eu estava mais fria, não sorria com a mesma naturalidade e ao olhar para Murata, não tinha tanta pena de mim como senti ao ver todos a ‘’venerando’’ e fazendo de mim, a feia excluída. Estou certa de que não superei todo aquele devaneio do nada.

Parando a ‘’fita’’.

Dentro deste projeto, nós nos aproximamos um pouco mais e fiquei sabendo que ela já não estava mais namorando Hideki Saito. Eu fiquei aliviada. NÃO! Não por saber daquilo, mas sim, por não sentir mais nenhum frio na barriga ao ouvir o seu nome.

Estávamos no andar de cima do colégio, onde ficava a grande biblioteca (O lugar que eu mais gostava daquele lugar cheio de lembranças) quando um garoto se aproximou de mim. Sentou do meu lado sem nenhum tipo de cumprimento (Como era tão lindo... perdi os sentidos e logo me senti desconfortável) e disse sorrindo:

_ Está vendo aquele garoto ali?

_ É... Aham. É o Hikaru Fujimoto eu acho, um colega de sala meu. Por... Por quê?

_ Então, ele gosta de você.

Eu fiquei com a fisionomia meio abobada e olhei timidamente nervosa para o garoto do meu lado e ansiosa, perguntei:

_ Como assim, você chega do nada sem ao menos dizer um ‘’OI’’ e fala isso???

_ Você poderia gostar dele? –ele perguntou tão determinado-

Hã?? Como assim?? Que tipo de pergunta é essa? Eu nem te conheço.

_ Só me responda. Você seria capaz de gostar daquele garoto? –agora sério-

_ Ah... É... Não sei. Se ele fosse um garoto legal... É... eu não estou interessada, OK??? Não me relaciono com ninguém deste colégio.

Levantei-me e quando mal dei um passo, este garoto ‘’sem nome’’ puxa minha mão e diz:

_ Prazer, Akinori Miyamoto.

_ Ah... Não sei se é um prazer, mas, meu nome é... – ele me interrompeu-

_ Eu já sei quem você é senhorita Ume Nakayama.

Por um minuto, ele me deu a sensação de que eu era observada, ou algo do tipo.

_ Que bom né, já nos cumprimentamos, já sabemos o nome um do outro, então, tenho que ir. – eu tive que ser meio rude com ele, para não fazer laços de amizade com mais ninguém-

(Aquela pergunta me fez perceber que com 16 anos eu ainda não tinha namorado ou se quer beijado alguém. Isso era e é considerado vergonhoso para a maioria dos jovens na minha idade.)

_ Ume.. –ele não soltou minha mão-

_ POR FAVOR, pode me soltar?? – alterei o tom da minha voz e algumas pessoas olharam e pediram silêncio-

_ Me escuta.. – ele puxou meu braço rente a seu corpo e aproximou-se de mim, me olhando bem de perto. Eu NUNCA havia correspondido um olhar tão profundamente. Aquilo me deixou sem reação alguma, com a respiração mais descontrolada que a de quem casa pela primeira vez.

_ O... Ok. –concordei gaguejando-

_ Eu fiz aquela pergunta, porque se você se interessar no Fujimoto, EU ESTOU DISPOSTO a te conquistar 1º.

PRONTO!!! Agora sim eu entrei em um coma sentimental. Fiquei olhando sem foco. Nem piscar eu pisquei por algum tempo até ele perguntar se eu estava bem:

_ Umeee??? Você está bem???? Eu falei alguma coisa.. Dorga!! Responde!!! –ele me deu um selinho sem pedir permissão-

Quando me dei conta, uma das minhas mãos já estava no rosto dele.

_...ESTÚPIDO!!!!!! –gritei tão alto que, a bibliotecária entrou no meio de nós dois com sermões pensando que éramos um casal discutindo o relacionamento-

Ele ficou meio surpreso com a minha reação, mas, não senti raiva no seu olhar. Eu não entendia como ele ainda estava ali ao invés de sair andando e me odiar. Eu deveria ter saído correndo, mas, não fui. Fiquei ali parada, enquanto, ele tentava explicar para a bibliotecária que só havia acontecido um mal entendido entre nós dois e se desculpou gentilmente. Eu estava parecendo um animal selvagem na cidade grande, literalmente. Logo depois, de resolver aquilo com os outros, Miyamoto voltou em mim e disse um pouco afastado saindo da biblioteca:

_ Nakayama, eu não desisti, OUVIU??

Ouvi tudo, mas, continuei ali parada por mais uns 5 minutos, com todas as minhas ideias de não me envolver com mais ninguém do colégio pairando sobre minha cabeça.

Por quê, logo agora isso?

Notas finais
Bye, Bye minna!!
Espero que tenham gostado. (y*
Até breve. :3