Singular

Como poderemos iqualar

Aquilo que nasceu para ser singular?

A diferença que tanto uniu e partiu pessoas

A diferença é relativamente bela

Se escondida, autodestruidora.

Se compartilhada, perigosa.

Nós todos somos diferentes

E todos estão cansados de saber

Assim como os flocos de neve que caem do céu

Ou como as rosas que se abrem na primavera

Como eu e você.

Porque não podes simplesmente olhar?

Sem seus olhos, e certamente verá

Em meio a multidão de pessoas

Presas na rotina de uma sociedade vazia

A beleza que nos difere

A beleza daquilo que nos fere

Se você nasceu original

Porque agora quer ser visto como iqual?

Se a todos podemos amar

Porque não podemos admirar

Aquilo que é singular?