Notas iniciais
A poesia de hoje não foi feita bem, essa noite. Na verdade eu tive que pensar muito sobre mostra ela, pois é algo um pouco pessoal. Mas acho que de certa, eu não tinha nada a perder, a não ser o fato de estar expressando meus sentimentos. Espero sinceramente que gostem. Boa leitura!

Adeus

Cristal que não é duro,

Cai com leveza ao deslizar,

Deixa ardência no seu lugar,

Tem gosto da água irrefutável do mar,

Pode às vezes envenenar,

Pode vir como começo,

Ou quem sabe alívio tolo,

Ódio ou medo podem fazê-la aparecer,

Deslisando sem se exceder,

Por amor ela adora se exibir,

Porém no momento não é o motivo que há de vir,

Cai com desespero,

Um tormento que degola,

Dor. Vozes. Negações.

Perda…

Sob um indignante céu claro e brilhante,

Sol vivo e ventania refrescante,

O cristal que ainda rola como ondas retumbantes,

Molha o começo da gola,

Trás pessoas em uma roda,

Formam-se sussurros, imagens,

A tremedeira diante uma palavra…

Apenas uma palavra…

Que não foi dita, a ninguém…

Ela perambula pelo ar ante o choro sentindo,

Como a brisa que cantava na tarde ensolarada,

Alegando partida, e trazendo lamento,

De repente, tudo era nada,

Assim como a palavra,

A qual nunca foi falada,

Sintonia fúnebre em um dia,

Que era para ser belo e aconchegante,

Mas que passou a ser frio e traumatizante,

Sob a lua e o sol agora dorme,

Um belo passarinho branco,

Que não deixou um adeus, nenhum um pouco satisfatório.

Notas finais
Essa poesia, eu fiz ela faz alguns meses... Foi uma forma de expressar como estava me sentindo quando uma prima minha faleceu, ainda esse ano... Não vou falar muitos detalhes, mas o fato era que a sua morte apareceu do nada. Num dia eu estava ali, sorrindo para ela, e no outro eu recebi a noticia que ela se foi. Admito, não fomos muito próximas, mas ela me viu pequena, cuidou de mim, e eu lembro de seu sorriso todos os dias. Então, quando recebi a noticia que ela tinha ido, tudo era confusão, pois o dia estava lindo, o sol estava posto no alto, brilhando, mas dentro de mim, dentro da minha família, tudo parecia negro, cinza. Acho que tentei expressar um pouco de como a perda da nossa Mariane, foi para mim. Uma surpresa... Uma indignação... Uma tristeza incondicional. E eu acho que não fui a unica que já passou por isso. Por esse fato resolvi postar, pois assim eu poderia ter com quem compartilhar o que guardo em em meu coração enterrado a sete chaves. Eu, Tess, perdi uma prima, e ela era uma mulher incrível, e esses meses longe dela foram difíceis,mas consegui. Assim como aqueles da família que estavam mais perto dela no dia-dia. Portanto, você que já se sentiu assim, não fique aflito... Sofra o quanto quiser, chore o quanto quiser, e grite o quanto quiser... Vai melhorar. A ferida não cura por completo, mas ameniza. Para de arder se você soube como tratar. Respire fundo e conte até dez. Perder alguém... e não poder dizer adeus, foi complicado para muitos em minha família, mas gosto de pensar agora que ela sabe como nos sentimos, e está descansando. Espero que seja lá o que você sentiu ao ler esse poema, compreenda o que quero dizer. Agradeço se leu até aqui, e obrigada, por ter essa paciência. Um beijo enorme, e até a próxima. Partida da minha prima 21/01/2018 ♥ Descanse bem Mari ♥ Poesia feita em 23/01/2018