Notas iniciais
Heey! Desculpem a demora. Estava um pouco ocupada e sem vontade de escrever. De qualquer forma, eu tenho muitos agradecimentos a fazer. Primeiramente ao Kikonsam que comentou vários capítulos passados, favoritou e RECOMENDOU A FIC! Sei que já disse várias vezes "muito obrigada", contudo MUITO OBRIGADA. Esse capítulo é para você! Além dele, a Sweet Girl, a Ester Cullen e Ana Vi XD, muito obrigada também por sempre comentarem. Aos novos leitores, sejam bem-vindos! E desculpem, por fim, esse capítulo. Eu o achei estranho... Boa leitura =)

Porque eu olho para as coisas e eu não vejo nada. Eu não sinto nada. Tudo é um grande vazio e todos estão vivendo essa merda. O pior é que eu olho para as pessoas. Escuto o que elas falam. Enxergo o que elas fazem. E eu ainda não consigo sentir nada que não seja medo. Eu achei que tinha alguém feliz, alguém que realmente gostava disso. De viver. Mas parece que todo mundo está caindo e que todo mundo aceita isso como se fosse normal.

A porta está fechada. Ergo o olhar: a janela também. O ventilador — rodando em seu próprio eixo — apenas abafa o mundo exterior. E nesse silêncio, a minha mente costumava gritar. Ela não grita mais. Ela não faz mais nada também. Talvez eu devesse procurar um médico. Explicar que estou estranha — desculpa, que eu sou estranha -, que eu tenho alguns problemas com as coisas banais e com as pessoas em geral. Que eu rio de tudo e sofro por tudo. E que quando fico sozinha, sinto-me um nada.

Eu talvez devesse contar que isso surgiu de repente e que era um droga. Machucava bastante, mas me deixou viciada. E talvez ele viesse com um milhão de soluções. Com remédios, tratamentos e papo furado. Ou então, dissesse que aquilo era normal. Talvez eu ficaria surpresa. Ou então, decepcionada.

Talvez eu saísse com pressa; para fugir do problema, de mim mesma, daquele cara estranho e dessa fila gigantesca de carros. Poderia correr que nem uma louca e olhar para todos os lugares sem ver absolutamente nada. E, olha só, é o que todos estão fazendo! Poderia entrar no carro e enfrentar um trânsito terrível. E quem gosta de uma coisa assim? Bem, estamos todos aqui.

Opa, o sinal abriu. Eu não lembro que dia é hoje. Acho que é quinta. Talvez sexta. Ou ainda é quarta? Eu não sei. Talvez eu devesse falar isso com um médico também... Chego em casa e ligo a televisão. Deve estar passando algum jornal e eu odeio perder uma notícia importante. Um assalto. Algumas mortes. Políticos corruptos. Falta d' água. Favelas. Poluição. E o comercial. Nada de novo.

As minhas costas estão doendo e eu realmente preciso ir ao médico. Suspiro. Eu não vou comer nada. Porque isso engorda e eu não quero ser gorda. Acho que vou dormir. Eu estou tão cansada... Então, eu fecho a porta e ligo o ventilador. Sento na cama e fecho os olhos.

Porque eu olho para as coisas e eu não vejo nada. Eu não sinto nada. Tudo é um grande vazio e todos estão vivendo essa merda. O pior é que eu olho para as pessoas. Escuto o que elas falam. Enxergo o que elas fazem. E eu ainda não consigo sentir nada que não seja medo. Eu achei que tinha alguém feliz, alguém que realmente gostava disso. De viver. Mas parece que todo mundo está caindo e que todo mundo aceita isso como se fosse normal.

Meus olhos se abrem e noto que tudo está igual. A porta fechada, a janela e o girar incessante do ventilador. Antes, a minha mente gritava. Hoje, ela só sussurra. E eu quase nunca a escuto. Talvez eu devesse ir a um médico. Mas ele já não estaria surdo?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Encham-me de comentários ou esvaziem-se neles. Espero vê-los em breve. Beijos e até Ç: