Notas iniciais
Certo. Obrigada desde já por vir até aqui. Espero que goste.

É estranho o modo como as pessoas agem. Tendo sempre um dever, algo a cumprir. Porque nada está bom. Nada. Ás vezes, me perco olhando-as e analiso seus atos com certa melancolia. Elas parecem tão falsas. Os sorrisos, as risadas, elogios e o esforço. Nada é verdadeiro.

Ás vezes, encaro meu rosto no espelho. Passo algum tempo fitando cada parte dele. Permaneço mais tempo nos olhos. Não, eles não são azuis ou verdes. São simplesmente castanhos. E eu gosto deles assim. Talvez, por isso, gasto mais tempo com eles. Mas, além disto, imagino que é onde eu deveria ver minha alma.

Incrivelmente, eu não vejo nada.

Enxergo alguém desconhecida, perdida e quem sabe, morta. Não sei se me enxergo lá. Não sei, pois o tempo todo sinto-me mentindo. Esses dias, minha professora de português pediu para escrevermos um texto, titulado de "Quem sou eu?"

Eu odeio esses temas. Odeio, porque não sei por onde começar, onde terminar, onde continuar. Eu não sei exatamente quem é essa garota que todos conhecem. Eu não sei quem sou eu quando fecho a porta do meu quarto e fico pensando. Eu não sei quem sou eu, enquanto escrevo este texto. Por mais clichê que pareça.

Mas, não é só comigo. Aposto que muitos não sabem. E não sabemos porque não podemos ser nós mesmos. De qualquer forma, eu fiz o texto. Escrevi coisas idiotas. E quando recebi o mesmo de volta, ela achou que eu devesse reescrevê-lo; disse que eu parecia perdida.

Talvez, essa seja eu. Uma pessoa perdida.

Contudo, não havia espaço para ser eu mesma. Eu tive de escrever novamente outra versão de mim. Uma versão que tinha estrutura. Tinha começo, meio e fim. Uma pessoa que queriam que eu fosse e no fundo, eu não era.

Notas finais
Acho que é isso.
Por favor, comentem. Pelo menos neste capítulo. É importante para mim.
Beijos, até ;)