Enquanto espero

Anceio por descobertas

Que admito nada modestas

Mas regadas com esmero

Um chega, leva embora

Logo tumultua mais e se enche de novo

Então vem outro novamente, e nos separa

Não há gentileza, somente pressa do povo

Gosto de pensar que sou um observador

Mas o que observo não me agrada

A pressa faz do bom um mal-feitor

E nisso mais um passa

Alguém me chama a atenção

Olhos brilhantes cheios de determinação

Pobre alma que não conhece o mundo

Mas essas são as mais cativantes, se sentam no fundo

Novamente passa

E tudo se vai, inclusive o amor de segundos

E esse amor some e vira pó da prateleira

Que com o tempo voa, não importa o que tu faça

Chegou o meu, minha vez

Adeus amigos cujo nem uma palavra troquei

Sei que pra vocês eu sou menos que pó da prateleira

Mas gosto de pensar que sou melhor agora do que quando cheguei

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.