Pensamentos de um Alien
3 Andava pensando numa pena, blasfêmia!
Numa madrugada, a lua já não brilha, e é nessa singela face que usualmente fujo, em homenagem ao belo momento, compreendo tal pudor, em um momento a lembrança espanta, o espaço, desencontro, a lua no céu se esconde de mim se encontra com o mar, mas ela continua a mesma, ela sofre, com tanta lamuria que esta no peito, é pútrido!
Os beijos que sinto da brisa são sofridos, polidos, como de um recém conhecido, de tão ríspido, pude ver logo, seu gelado amor, que já não existe, e pude notar que suas flores amarelo melão murcharam, mais o tempo passou na janela, então sorriu, infantil, tenta esconder sua dor, logo viu que não havia saída e rodou feito um instante, na roda seu sorriso ficou, e vive, assim, saudoso da saia de sua mulata a quem nunca mais acompanhou num samba, aquela que sambou em seu coração, aquele velho remendado, que carrega com certeza todo peso dessa vida, então deixei, um minuto de silencio pairar, e contei o que tem de novo, na triste estrada, que estou a andar, não vou lastimar, vou cantar pro ar, e num bosque vamos entrar com uma maça vamos brisas encontrar, como no dia em que a fera de sua flor floresceu, e pecados seu, se perdeu, acometidos, de tamanho falso pudor.
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