Atormentada por pensamentos.

Afogada até o pescoço por eles.

Pensando cada minuto apenas neles.

Sofrendo em abundância por eles.

Atormentada todas as manhãs.

A água vem subindo, cobrindo até a garganta.

A água se parece rasa.

Se comparada aos pensamentos dela.

Uma piscina infantil se é vista.

Piscou, a água subiu.

Agora se encontra na altura do nariz.

A mesma se erguer, ficando na ponta dos pés.

Dava para raciocinar os minutos restantes.

Se a mesma nadasse na direção contrária, iria sem dúvidas escapar.

Mas ela não quis, preferiu ficar na inércia.

Senti ao água aos poucos toma-lá por completo.

No final, a água a tomou.

Não que isso não seja algo previsível.

Afinal, se não saísse iria se afogar.

E se afogar era tudo que ela mais queria.

Finalizar tudo como um acidente.

Afinal, a água não falaria que não seria um acidente?

Seus pensamentos por fim pararam.

E a moça por final, descansou.