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Morte II


Aquela frase havia me surpreendido

“Aqui jaz uma mulher bondosa”


Se sou tão bondosa

Então por que não mais vivo?


Gostaria tanto quanto ninguém

Sentir a brisa em minha face

Quero sentir a dor martirizando-me

Quero sangrar novamente


Quero queimar minha carne

Sofrer as piores torturas

Que um ser humano já pôde suportar


Mas não mais posso

Porque agora

Eu nada mais sinto


Ficarei sentada aqui em meu túmulo

Vendo meu corpo se decompor à sete palmos

Inerte e tão tranquilo

Esperando para que alguma coisa

Venha corroer meu pobre espírito

Para que assim, eu possa sumir

Desta vazia existência...