Notas iniciais
Muito querido por mim...

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Morra, Branca de Neve!

Os cabelos em teus seios caindo

Leves em seu peito pousando

Desfalecidos fios negros

Trazendo o brilho da noite eterna

Teus lábios de botão

Feito rosas a desabrochar

Tão carnudos e vermelhos

Prontos para outros lábios tocar

Tua pele...

Nunca vira a luz do dia

Tão macia e sem calor

Porém apenas almejando

Que a toquem com amor

Criatura etérea

Que este mundo não pode compreender

Imaculado anjo caído

Que a este mundo não pode pertencer

A prece morre nos lábios

No peito a mais cruel devoção

À firmeza e ao encanto

Que faz cegar o coração

Sublime...

Ó, Doce Perfeição!

Teu pálido corpo desnudo

Sobre outro está cavalgando

Só assim ele tinha tudo

Só assim ele estava esperando

Garota ingênua

A maldade tinha gosto de primavera

Entregou-te ao desejo

Que em tua boca se desfizera

Teus lábios de sangue

De uma fonte seca bebera

Tentando absorver gotas de ilusão

Calma tornou-se tua respiração

O sono então chegou

Pérfido e inocente

Assim como teu anseio

Enquanto seu corpo está dormente

Perdida e confusa se encontra

Num mundo de um único devaneio