Continuava a olhar pela janela do seu apartamento. Talvez esperando que a noite tempestuosa que caía lá fora me dissesse o que eu já sabia e me chamasse à razão. Voltei a tragar o meu cigarro, esfregando os braços para me aquecer. Sentei-me na ponta da cama, observando-o. Dormia angelicalmente, com o cabelo suado caindo na sua face e delicada. Beijei levemente a sua bochecha, fazendo-o soltar um pequeno gemido baixo.

Fui até à casa-de-banho, onde despi a camisa que tinha tirado do seu roupeiro e abri a água quente. Senti aquele choque térmico agradável que aquecia o meu corpo e me libertava do suor já seco na pele.

Sentia-me satisfeito, mas culpado ao mesmo tempo. Tinha tudo aquilo que se pode desejar: alguém que amo e me ama de volta, sucesso, um grupo de amigos espectacular.

Porque é que não podia simplesmente ignorar aqueles tablóides idiotas e ser feliz? A nossa relação secreta (como se o beijar em palco fosse manter segredo) era constantemente bombardeada por especulações.

E porquê mantê-la em segredo? Porque poderia arruinar a imagem da banda dois dos membros, vale a pena sublinhar que dois homens, namoravam.

E porque é que me magoava? Porque a minha vontade era sair à varanda e berrar aos sete ventos “Eu amo este homem!”, mas em vez disso, ele preferida pedir para sermos mais discretos.

Um beijo na nuca trouxe me volta para o presente. De um segundo para o outro toda a minha pele coberta de tatuagens se arrepiou.

«Estás tenso Frank...» Sussurrou.

Deixei escapar um gemido ao sentir os seus dentes cravarem-se levemente no meu pescoço.

«Gerard.» Chamei levemente, encostando a cabeça para trás.

Ele silenciou-me colocando o indicador sob os meus lábios.

«Custa-me tanto ver-te infeliz...» Disse.

Aquilo doía-me. Não gostava de o preocupar. Como ele era perfeito!

«Não estou infeliz! Como poderia ser infeliz ao teu lado?»

Virei-me para ele e beijei os seus lábios levemente. Ele abraçou-me, sem parar de me olhar nos olhos. Tinha um leve sorriso angelical nos lábios rosados.

Sem que eu me apercebesse, encostou-me à parede fria do chuveiro e em menos de um segundo, as nossas bocas já estavam coladas, numa luta desesperada pela conquista da outra.

Como é que eu conseguia perder o precioso tempo que tinha com ele em pensamentos idiotas?

Tudo isso parecia tão ridículo...

Não verdade o resto do mundo não passava de zero quando tinha o Gerard dentro de mim.

Notas finais
Reviews? *_*
vá lá! *_*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!