Eu sou a brisa que sopra livre.

Eu sou o ar estagnado no subsolo.

Eu sou os réquiens suaves no paraíso.

Eu sou os gritos de condenação no inferno.

Sou a esperança que palpita em cada coração.

Sou o desespero que causa a apatia mental.

Sou as pétalas de rosa delicadas em seu botão.

Sou os espinhos que rasgam de forma brutal.

Eu sou o prazer aliado ao antigo.

Eu sou o tédio perpetrado por tudo que é novo.

Eu sou o delírio de sonhos e imaginação.

Eu sou a carência de criatividade que sufoca.

Sou a delicadeza da primavera em flor.

Sou o outono que envelhece as folhas.

Sou o calor do sol em um dia de verão.

Sou o frio do inverno que aos poucos se aproxima.

Eu sou o começo da jornada.

Eu sou o fim da linha.

Eu sou tudo o que deseja.

Eu sou o que todos desprezam.

—Juntos não passamos de um reflexo,

da antítese que é cada ser humano.-

—Nós somos apenas o que você vê,

do outro lado do espelho.-