Pensamentos De Uma Deprimida Qualquer
4 “Em Cada Esquina Tem Uma História”
Notas iniciais
Eu ainda me lembro muito bem do primeiro livro que o meu pai me deu de presente. Branca de Neve e os Sete Anões. Lembro-me também do primeiro Gibi da Mônica que eu li sozinha! Depois vieram os Heróis: Batman e coisas do tipo... Aí eu voltei a ler gibis da Mônica, só que dessa vez com laços.
Lembro da primeira vez que ouvi Beatles. Hey Jude. Na verdade era a minha mãe que estava ouvindo. Depois vieram muitas outras músicas.
Ouvi Nirvana. A música era Smells Like Teen Spirit. Apaixonei-me perdidamente por cada melodia da guitarra de Kurt Cobain.
Ouvi Bon Jovi com a minha mãe e logo também fui atrás de mais músicas na Internet.
Assim me converti ao bom e velho Rock ‘N’ Roll.
“Antes de vir para essa parte, eu tenho uma coisa importante a dizer: A minha mãe só queria me mimar e me adorar enquanto eu ainda não entendia. Agora eu estou crescidinha e ela acha que não preciso mais dela! Ela fica com raiva por eu saber me virar sozinha!”
A primeira vez que pintei o meu cabelo foi aos dez anos. Tive que implorar muito pra minha mãe. Ela só me deixou fazer algumas mexas loiras. Mas mesmo assim valeu a pena. Depois vieram muitas cores e cortes diferentes. Agora ela não gosta tanto assim do meu cabelo.
A minha primeira camiseta de banda foi uma bem velhinha da Avril Lavigne que eu troquei com uma menina. Um pequeno detalhe digno de nota: Pra mim ela era de mais... Mesmo sendo velhinha.
O meu primeiro All Star foi um preto. Outro detalhe importantíssimo: Eu me sentia ótima nele!
Viram só? Em cada esquina tem uma história. Quem acompanhou a mudança dela de longe deve ter achado que ela só tinha enlouquecido. Mas quando se avalia bem de pertinho as coisas é que se percebe que é impossível ler o que se passa na cabeça de uma pessoa sem realmente a conhecer muito bem.
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