Paixão, uma doação inteiriça feita à. Sem medo, um pulo no precipício, pedindo aos céus asas para voar no lugar do arrependimento de ter se lançado. Amor, o diversificado, o indefinido. Vem inesperadamente demorado e se ausenta devagar, sutilmente, dissolvido pelo tempo. Entre todos esses dois são os mais comuns e complicados. Há quem os confunde e faz da vida uma grande loucura, há quem os acerte, mas possui medo de usa-lo, desacredita dele, imagina que o amor é algo que se vende guardado em uma caixa vermelha de remédio possuindo uma receita e contra indicações. O que seria do amor e da paixão, ou melhor, de todos os sentimentos, se não fosse a falta de um manual para utiliza-lo? Até porque apenas os chatos de galocha fariam o favor de lê-los. A graça dos sentimentos são os desafios, o gostinho de primeira vez, medo de dar tudo errado e se por acaso der o drama de se reconstruir. Qual é o divertimento de algo se não tiver gosto de descoberta.

Com o amor, a paixão, o tesão, o carinho... é assim, é errando, quebrando, colando, arranhando, enfim descobrindo o sentimento que se aprende a sua função verdadeira. Sortudos e felizes, é quem aprende sua funcionalidade sem muito desespero, aprende de primeira como ligar o sentimento, colocar suas pilhas e acopla-lo no lugar do coração, vivê-lo, criar uma história e eterniza-lo. Não é uma morte ou ausência que mata um sentimento e sim, a má utilização, o desprezo e a falta da eterna descoberta. Sentir é precioso, sentir algo por alguém é valioso, te faz fazer loucuras, sendo amor ou ódio. Coisas não possuem sentimentos e são previsíveis. Não há busca de mais sentimentos sendo comum. A espontaneidade é quem dirá se suas mãos darão ‘tchau’ enquanto o seu grande amor se distancia ou se suas pernas correram e farão seus braços chegarem mais rápido a um abraço. Sentimento sempre serão pra serem sentidos. Pra que esconde-los? São presentes da natureza. Sinta os absolutamente, como nunca mais fosse senti-los de novo. Ame como se fosse a brisa do mar que toca o rosto quente de sol, se apaixone como se fosse o ardido da pimenta quanto estala na boca, tenha o tesão como se fosse um ser em dieta a resistir uma deliciosa barra de chocolate. Envolva-os como eles te envolvem. Sentir é sublime, é sair do casulo e finalmente surgir borboleta.