Pensamentos Aleatórios
15 Uma Criança Perdida
Notas iniciais
Sinto o gosto metálico do sangue na minha boca, junto ao caos que manchava o mundo.
As pessoas lutavam a minha volta, será que eu posso me juntar a elas?
E enquanto a lua se tornava carmesim, o juízo final chegava.
Uns encolhidos chorando, outros lutando contra o destino, de qual deles eu faço parte?
Será que há algo que eu saiba fazer? Será que há algo que só eu possa fazer?
E enquanto os corpos caíam a minha volta, as estrelas derretiam como prata.
Ninguém é bom em tudo, mas no que eu sou bom?
Minha cabeça girava, tudo era reduzido a cinzas.
E enquanto os guerreiros caiam, a chuva se tornava lágrimas.
Eu devo lutar? Eu devo desistir? O que eu devo fazer? O que eu quero fazer?
Percebo que não sou nada mais que uma criança perdida, tentando achar o seu lugar.
Alguém a minha frente morre para me proteger do caos, agora eu vejo a resposta.
E enquanto o sol se tornava negro, eu me levantava e ia lutar.
Não sei quem sou, não sei no que sou bom, não sei o que quero, mas sei que não devo desistir sem tentar.
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