Pensamentos Aleatórios
19 O Quão Longe Podemos Chegar
Notas iniciais
“Estou acordando no início do fim do mundo. Mas tudo parece igual às outras manhãs.”
O carro se movia rapidamente, a paisagem era um borrão.
Eu observava o céu azul e os campos que se estendiam até o horizonte.
Meus olhos pesavam, uma melodia ressoava nos ouvidos.
Acordei no que parecia ser o início do fim do mundo, para onde devo ir?
Pessoas fugiam, pessoas choravam.
O que minha vida vai significar se tudo acabar agora?
Pessoas se abraçavam e davam adeus ao mundo.
Tudo está realmente chegando ao fim?
Comecei a correr, comecei a chorar.
Despenquei no meio de uma estrada deserta, olhei para o céu.
O mundo está realmente perdido?
Ninguém nas esquinas, ninguém nas casas, só o vento soprando.
Acabou, será que tudo valeu a pena?
Meus olhos abaixaram para a larga estrada à minha frente, será que não existe nada a fazer?
O mundo está realmente em chamas ou é só meu coração?
Bem, acho que vou descobrir.
Me levantei cambaleante, as lágrimas ainda escorriam.
Pessoas gritavam, pessoas caiam.
O mundo está realmente em chamas ou é só meu coração?
Bem, acho que vou descobrir.
Ei, o quão longe eu posso chegar?
Comecei a correr pela estrada, sem rumo ou destino.
Ei, o quão longe podemos chegar?
Meus olhos se abriram, novamente no carro em movimento.
O vento forte bagunçava meus cabelos, o que eu devo fazer agora?
Num movimento súbito, me inclinei para o motorista e sussurrei aos seus ouvidos:
Pode mudar de direção?
O carro virou numa estradinha de terra, os solavancos começaram, mas não me incomodei.
Tirei o mapa do bolso e o abri com um sorriso.
E enquanto o carro andava rumo o horizonte, a música terminava.
“Vamos ver o quão longe podemos chegar.”
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