Pensamentos Aleatórios
25 Até o Horizonte.
Notas iniciais
Há muito tempo, eu era um pássaro que não sabia voar. Ou, melhor dizendo, que não conseguia voar.
Havia uma gaiola que prendia a mim e ao meu coração. Ela não era feita de ferro, e sim de desânimo. Medo. Incerteza. Covardia.
Eu queria acreditar que conseguiria. Mas eu caia, e tentava me levantar de novo. Só que a cada vez, tinha menos força de vontade.
Eu queria acreditar na bondade. Mas me decepcionava constantemente, e tentava me conformar de novo. Só que a cada vez, parecia mais difícil.
Eu queria, somente uma vez, transpassar aquele grande muro à minha frente, e voar o mais alto que pudesse.
Hoje, eu posso dizer com orgulho que consegui tudo isso. Eu quebrei aquela gaiola com minhas próprias mãos.
Eu aprendi que mesmo que pareça impossível, devemos manter a chama da esperança acesa em nossos corações, e continuar tentando. Porque, se desistirmos no meio do caminho, não teremos conseguido nada.
Eu aprendi que ninguém é perfeito, inclusive nós mesmos, mas sempre deveríamos tentar ser melhores, e ajudar os outros a serem melhores também. Afinal, todos temos o dia e a noite, luz e trevas dentro de nós. É necessário para que haja o equilíbrio.
Eu aprendi que para voar, tudo o que precisava fazer era vencer a mim mesma, e ao meu desânimo. Meu medo. Minha incerteza. Minha covardia. Era impossível evitá-los, pois isso é algo que faz parte de nós. Mas enfrentá-los não é impossível.
Ainda existem dificuldades, é claro. Eu ainda caio e me decepciono. Mas, continuo tentando voar até o horizonte. E hoje, digo sem hesitação:
A vida é tão divertida!
Neste vasto e imenso mundo, sempre há algo novo a se descobrir. Um pedacinho do céu a se explorar. Uma pessoa a se conhecer. Um sonho a se realizar.
Então, se vê uma montanha à frente, porque não tenta escalá-la? Vamos, vá em frente. Tente. Sorria. Viva. Voe. Até o horizonte.
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