Penny Jackson E O Resgate Do Tártaro

4 Tales canta uma canção de ninar para Cérbero


Notas iniciais
Olá meu povo! Estou eu aqui de novo!
Espero que gostem do capítulo. Beijoos

O Barco se movia lentamente pelo rio Estige. Era engraçado, mas quanto mais dentro do Hades entrávamos, mais eu começava a me sentir sem by CouponDropDown\">vida. Instintivamente levei minha mão ao colar, esperando que ele pudesse me ajudar a sentir algo vivo. Olhei para os garotos. Eles pareciam tão paralisados quanto eu.

Pude observar que as águas se tornavam mais negras conforme nos aproximávamos do nosso destino. Pequenos objetos boiavam no rio. Eu sabia o que era, tio Leo me contava algumas histórias de heróis e eles inevitavelmente vinham parar aqui. Os objetos eram representações dos desejos não realizados dos seres humanos, aqueles que foram esquecidos ou perdidos durante a by CouponDropDown\">vida. Senti um arrepio involuntário percorrer minha espinha.

Havia viagens, fotos de casais se beijando, fotos de famílias, diplomas universitários. Tudo aquilo que os seres humanos sonham, mas ás vezes não conseguem realizar.

–Nossa, tem muita coisa aqui- disse observando tudo aquilo.

– É verdade. Ás vezes as pessoas morrem muito cedo.

Caronte olhou direto para mim quando deixou escapar esse pensamento. by CouponDropDown\">Bom, se o mundo inferior estava assustador ele agora ficou apavorante. Não era divertido estar ali, nada parecido como entrar naqueles castelos dos horrores no parque de diversões que eu adorava quando era criança.

O Barco continuou por cerca de cinco minutos. Paramos em uma das margens do Rio Estige. Tales não pareceu muito feliz.

–Ei, não estamos perto de Plutão. Ainda há um longo caminho até lá.

–Eu sei. Eu só posso trazê-los até aqui. Logo vocês estarão perto dos portões do Hades, onde as almas serão julgadas. Boa by CouponDropDown\">sorte. E Lembrem-se de Ulisses.

E barqueiro retorna silenciosamente através do Estige. Sinceramente, acho que só vou pedir cinco ternos para ele. Me viro para os garotos.

–Ok, o que fazemos agora? – Pergunto.

–Bom, temos que seguir as almas não é? Mas, pelo que sei, não é bom ter contato com elas. Há monstros por aqui. Benevolentes. Elas definitivamente não podem nos reconhecer- Diz Tales pensativo- Mas o que Caronte quis dizer com “Lembrem-se de Ulisses”?

Eu observo as almas e começo a by CouponDropDown\">juntar as peças. Me abaixo e pego um pouco do solo arenoso da margem do Estige. Ele é branco. Ulisses. De repente tudo faz sentido. Os garotos agora me observam atentamente.

– Penny, eu conheço você faz pouco tempo, mas sei que essa é a cara que você faz quando tem uma ideia- diz Tales me analisando. Eu dou um sorriso para ele.

–Tive sim. Quando Ulisses veio ao mundo inferior ele utilizou esse solo para conseguir se camuflar.

–Você está dizendo que vamos ter que usar areia do mundo inferior para nos disfarçarmos?- Perguntou Alex olhando apreensivo para o chão.

– O barqueiro que disse, Ulisses fez e eu concordo. Então sim, vamos fazer isso.

Alex começa a resmungar.

– Ulisses, Ulisses. É bom isso funcionar.

– Vai funcionar. Agora vamos logo, se cubram com a poeira do mundo inferior.

Os dois fazem o que digo e começam a por um pouco da areia no rosto. Também coloco um pouco e quando me levanto percebo dois fantasmas me olhando. Sem querer começo a dar risada.

–Vocês dois com certeza são os fantasmas mais sexys que o mundo inferior já viu.

–Muito engraçado Gasparzinho- diz Alex ficando cada vez mais emburrado. Tales se limita a rir.

–Ok primos do Poltergeist, meu colar está brilhando na direção norte, então creio que teremos que ir para lá- aponto para minha frente.

–Também acho. Ainda temos uma boa caminhada até a entrada da casa de Plutão então é melhor irmos andando.

Nós seguimos em frente, atrás de algumas almas que tinham vindo com a gente no barco de Caronte. Da onde estávamos podíamos avistar os campos da punição e ouvir os gritos daqueles que estavam sendo punidos. Os gritos eram assustadores, mas eu não senti medo. Acho que na verdade senti pena daquelas almas. Eu sabia que elas tinham merecido, mas mesmo assim... Fiquei imaginando o quão ruim uma pessoa deveria ser para ter ido parar naquele lugar.

As almas iam ficando cada vez mais agitadas. Já estávamos caminhando um bom tempo e eu sabia que o portão principal estava bem próximo, o que significava que o Pavilhão do julgamento das almas também. Teríamos que ser muito cuidadosos a partir de agora.

Tales tomou à dianteira e seguimos em frente. Não demorou muito e chegamos perto do Portão principal. Como o esperado, Cérbero estava lá para recepcionar as almas. Havia algumas Benevolentes também. Sinto Alex ficar desconfortável do meu lado.

–Você sabe que ele não vai te fazer mal não é? – digo tentando acalmá-lo

–Eu sei. Mas todas ás vezes que vejo um cão infernal eu me lembro deles tentando atacar Nina e partindo para cima de mim.

–Não se preocupe, esse não vai te atacar- digo dando um sorriso para ele- Além disso, eu sinto que nossa preocupação maior são as Fúrias.

– Não fale o nome delas, por favor. Já temos problemas suficientes- diz ele olhando para os lados.

Tales que estava a nossa frente alheio à conversa de repente diminui a velocidade. Não o bastante para chamar atenção das Fúrias, mas o suficiente para que o escutássemos.

–Ok pessoal, aqui é que o plano de Penny vai ser testado. Vamos ver se conseguimos passar pelas Benevolentes e pelo cão infernal sem ser notados. Depois disso, será fácil chegar ao palácio de Plutão.

Assentimos e prosseguimos. Passamos pelas Fúrias. Elas começaram a farejar e prestaram um pouco mais de atenção em nós. Meu coração pulou no peito. Por um segundo pensei que elas nos reconheceriam, seguimos em frente e elas felizmente não prestaram mais atenção em nós.

Assim as fúrias ficam distantes os garotos olham para mim.

–Cara isso foi genial- diz Alex

–Concordo. Penny, a partir de agora eu nunca mais duvido de você.

–Obrigada meninos. Mas estou com medo que esse disfarce não engane Cérbero. Ele tem um faro muito melhor que essas Benevolentes.

Os dois me olham assustados.

–Não se preocupem, vamos conseguir passar por Cérbero.

–É melhor ter certeza Domadora- diz Alex com o olhar firme em minhas costas.

Nos aproximamos das outras almas quando chegamos mais perto do cão infernal. Eu tinha esperança que isso pudesse ajudar a disfarçar o nosso cheiro.Eu infelizmente estava redondamente enganada.

Cérbero começa a farejar furiosamente e sente nosso cheiro. O cão infernal vai diretamente para cima de nós.

–Separar!-Grito o mais forte que consigo. Droga, lá se vai nosso disfarce!

O Cão infernal fica confuso por um momento mas se decide por ir atrás de Alex. Sendo bem justa, apesar de todo o trauma que ele tinha com esses animais, ele lutava bravamente. O cão já estava ficando cansado. Vou para o lado de Alex e começo a atacar também.

– Ei, Cérbero aqui!

O cão se volta para Tales, com suas presas perigosamente a mostra. Tales então faz uma das coisas mais estranhas que eu já vi. Ele começa a cantar em latim para o monstro, uma canção muito antiga. Cérbero rosna, mas percebo que ele já está se acalmando. Eu simplesmente não acredito que isso está funcionando!

Sem pensar duas vezes agarro a mão de Alex e começamos a andar em direção ao Palácio de Hades, com meu colar apontando o caminho. Dois minutos depois Tales se aproxima de nós.

– Por favor, não diga que eu vou ter que começar a chamar você de domador- diz Alex com um meio sorriso de volta para Tales.

– Não, isso seria constrangedor demais- diz Tales rindo.

– Ok, aquilo foi legal. Mas o que exatamente você fez?

–Ah, aquela é uma antiga canção que os filhos de Plutão conhecem. É uma canção fúnebre, mas serve para acalmar as feras. Dizem que ela era cantada no funeral dos grandes senadores e imperadores romanos.

–Hum, isso é interessante. Você acha que eles cantaram no funeral de Júlio César? Porque se eles cantaram, foi uma tremenda de uma hipocrisia e....

–Penny eu sei que você adora aprender, mas acho que isso terá que ficar para outra hora- diz Alex sério do meu lado.

–Ué por quê?

–Por que- diz Tales olhando para uma porta que parecia feita de Marfim na minha frente- Acho que chegamos na casa do meu avô.

Tales abre as portas e seguimos em frente. Nós entramos no que com certeza era o lugar mais estranho que eu já tinha visto na vida. O salão era todo coberto por cortinas de veludo vermelho. Ao fundo, dois tronos, um do lado do outro, davam ao lugar uma áurea de poder e magnetismo impossíveis de ignorar. Um dos tronos era feito totalmente de caveiras (assustador) e outro dourado, com pequenas flores de prata entalhadas.

O trono dourado estava ocupado por uma bela mulher. Ela tinha longos cabelos negros e usava um vestido florido. Só de chegar perto dela eu podia sentir cheiro de lírios, cheiro de primavera. Perséfone.

Eu pensei em deixar Tales falar, mas me lembrei de que Perséfone, assim como Hera, não era muito fã das escapadas do marido. Então dei um passo a frente me aproximando.

–Lady Perséfone- comecei.

– Ora, ora, os descendentes dos três grandes reunidos. Já faz um tempo que vi isso.

–Creio que sabe por que estamos aqui. Queremos sua ajuda para libertar Thalia e Nico- falei sem rodeios.

– E por que eu ajudaria vocês?

– Lady, nós somos meio sangues e estamos dispostos a realizar tarefas para a senhora. Sei que precisa de um pouco da água do rio Estige- digo rapidamente.

–Muito bem. Vejo que andaram conversando com Psiquê. Ok, eu vou ajudar vocês.

– Muito obrigado Lady.

–Vou ajudar vocês. Mas é claro, vai haver um preço.

Senti meu sangue gelar. Barganhar com deuses nunca era bom. E pela expressão de Perséfone eu tinha certeza de que não me agradaria nada o custo dessa missão.

Notas finais
E ai? o que acharam? Por favor, me deixem saber o que se passa na mente de vocês *_*