Penny Jackson E O Resgate Do Tártaro
5 Alex, o novo caseiro de Perséfone
Notas iniciais
Não, eu não fui raptada por ETs, comida por Elfos malucos ou fui dar uma banda no mundo inferior. Simplesmente não consegui postar antes. Me desculpem. Agora, vamos ao que interessa eu espero que gostem desse capítulo.
Eu nunca imaginei que a Deusa da primavera fosse me assustar. Quer dizer, ela era a deusa da estação mais florida do ano, não poderia ser perigosa, poderia? No entanto, quando ela deu um sorriso antes de responder qual seria o preço que teríamos que by CouponDropDown\">pagar por sua ajuda meu sangue gelou.
–Eu tenho muito by CouponDropDown\">trabalho sabem? Essa época do ano é realmente muito conturbada. Ter que cuidar para que não haja nenhuma vegetação danificada pelo calor, dosar a quantidade certa de pólen e nem me fale nas queimadas da América do Sul...simplesmente estou cansada demais.
–Hum sinto muito Lady-digo tentando saber onde ela quer chegar.
–Enfim, preciso de um ajudante que fique por aqui, tomando conta do palácio de Hades, me auxiliando nas tarefas mais simples. Verificar se as fúrias estão fazendo seu trabalho by CouponDropDown\">direito, aconselhar o Deus dos mortos e nunca, jamais, esquecer de dar o remédio dele nos horários certos.
–Dar o que?- Eu olho para os garotos,mas eles estão mais confusos do que eu.
– O Rivotril. Deuses, se isso acontecer será um desastre. A última vez que ele esqueceu de tomar o remédio foi num 11 de setembro. Não vamos falar sobre isso.
Se eu tivesse um ranking das coisas mais estranhas isso com certeza estaria no topo. Hades precisando de remédios psiquiátricos? Tudo bem. Um dia eu juro que consigo superar esse mundo grego. Mas, antes disso, preciso me ater a um detalhe mais importante.
–É... Então. O que a senhora está querendo dizer é que, um de nós terá que ficar aqui, para ajudar você com suas tarefas?
–Exato! Tenho muito trabalho fora do mundo inferior você sabe, principalmente nesta época do ano.
Eu olhei para os garotos. Nenhum de nós poderia ficar com Perséfone. Eu sabia que, uma vez que deixasse um deles ali, ou me oferecesse para ajudar a deusa, a probabilidade de nunca mais voltar a ver meus amigos seria enorme. Sem falar na nossa missão que seria prejudicada.
–Sinto muito Lady, mas não podemos. Nós já temos uma missão a cumprir. Por favor, não podemos deixar ninguém para trás.
–Entendo. Nesse caso, infelizmente, não vou poder ajudá-los.
Sinto um pouco de raiva. Isso é tão injusto. Abro minha boca para protestar, mas antes que eu diga qualquer palavra Alex age primeiro.
–Eu ficarei deusa.
Olho para Alex, ele está com uma expressão decidida.
– Não!- diz Tales- Alex, não é uma boa ideia.
–Eu sei. Mas não podemos fazer nada- Diz ele resignado.
–Alex- digo numa voz que não parece a minha- Você não pode ficar. Perséfone, deve haver algum outro jeito.
–Ah não se preocupe, ele vai ficar bem. Considerem isso como uma demonstração de boas intenções. Vamos, vocês sabem que eu não machucaria ninguém. Ainda mais alguém tão bonitinho assim.
Alex engole em seco e se vira para mim.
–Penny, você se lembra da profecia?
Se eu me lembrava da profecia? Digamos que eu vou ter pesadelos com ela até morrer.
–Sim, eu lembro- começo a recitar ela, então no meio algo me ocorre- “Cinco tarefas os herdeiros da guerra e do mar deverão cumprir”. Esta parte da profecia não menciona Alex... Não, mas isso está errado.
– Não, não está. Não se preocupem, se vocês cumprirem as tarefas com sucesso, ele estará aqui são e salvo.
– E caso a gente não consiga cumprir? –Pergunto temendo a resposta.
– Ah, aposto que ele vai adorar seu novo lar permanente aqui no mundo inferior- Perséfone me dá seu melhor sorriso.
–Alex você tem certeza disso? –Pela expressão de Tales dava para adivinhar que ele temia que o amigo estivesse ficando louco.
–Absoluta. Você tem que guiar Penny no mundo inferior, eu vou ser mais útil aqui.
–Alex não! Você tem que vir com a gente- digo começando a me desesperar.
– Domadora, você precisa se acostumar a deixar as pessoas para trás.
Não sei o que me irrita mais, se é a segurança e a resignação dele, o conselho que ele me dá, Tales me olhando atordoado ou a calma indiferente de Perséfone.
–Ótimo! Perfeito! Fique aqui. Mas- digo encarando a deusa- É melhor ele estar inteiro quando eu voltar. Se alguma coisa acontecer com ele, juro pelos deuses, nem que eu tenha que voltar do Tártaro, eu faço você perder todos os fios de cabelo.
–Quanta agressividade! Ah tudo bem. Podemos passar para as tarefas agora? Tenho que ir a uma reunião sobre a falta de Margaridas esse ano em Seattle.
Tales e eu sem pensar damos um passo à frente.
–Bom, eu preciso que realizem cinco tarefas. Não se preocupem, elas não serão complicadas. A primeira delas, como vocês sabem, é conseguir um pouco da água do Rio Estige. Depois vocês deverão convencer Sísifo a devolver minha arma. É um lírio dourado, muito poderoso. Caso caia nas mãos erradas pode ser fatal. Nada mais vai crescer aqui. Vocês conseguem imaginar? Até a ilha dos abençoados seria um deserto.
–Ok, tudo bem. O que mais?
–A terceira? Bom, Vocês sabem sobre o Rio Lete. Ultimamente algumas almas tem aparecido sem serem convidadas para nadar no esquecimento e reencarnarem. Vocês devem verificar por que isso está acontecendo. Também deverão encontrar Tirésias, sei que ele tem um conselho para mim. Acho que ele também pode ser muito útil para você Penélope. E a quinta e última tarefa é a mais complicada.
– E eu que já estava achando que estava fácil demais – Resmungo
– Vocês conhecem as histórias do Titã Crio, senhor do sul e o titã das estrelas e constelações. O pilantra conseguiu fugir do Tártaro. Vocês terão que fazer com que ele volte para o lugar que lhe foi destinado por Zeus, antes que ele consiga escapar do mundo inferior.
–Espera... Crio? Meu pai derrotou esse titã na guerra contra Cronos.
–Exato. Bom, parece que ele voltou a dar problemas. Então vocês vão realizar essas pequenas tarefas para mim?
–Pequenas.... ah, ok tudo bem. Vamos fazer como o solicitado Lady Perséfone- digo tentando dissimular minha raiva.
Eu não sabia como eu conseguiria realizar todas essas cinco tarefas. Meu estômago estava dando voltas e eu odiava pensar no fato de que teria de me separar de um dos meus amigos. Mas Nico e Thalia contavam comigo. Eu tinha que estar preparada para enfrentar o mundo inferior, mesmo que eu não tivesse a menor ideia de como faria isso.
–Não se preocupe Penélope, seu colar a guiará no Hades. Você também encontrará amigos inesperados aqui. E eu cuidarei bem do seu amigo.
– Obrigado Lady — digo suspirando resignada.
A Deusa sorriu para mim como se estivessem observando uma criança particularmente travessa brincar.
– Obrigada pela ajuda Lady Prosérpina- diz Tales formalmente ainda olhando de soslaio para Alex.
–Oh, que graça, um romano. Acho minha versão romana bem mais divertida se quer saber.
A deusa então assumiu sua forma romana. Eu não quis dizer nada, mas para mim, a forma grega e romana da deusa eram quase idênticas. Tales deve ter pensado a mesma coisa que eu por que virou para o outro lado e eu tinha quase certeza que ele estava tentando não rir.
–Tenho que ir agora- diz Perséfone apressada- Espero vê-los em breve garotos. E Alex querido, espere por mim. Volto logo.
A Deusa se afasta, nos viramos o rosto e no próximo segundo ela não está mais lá.
–Então... Acho que temos que ir indo Penny- diz Tales olhando apreensivo para Alex- Você tem certeza que vai ficar bem cara?
–Pode apostar. Espero vocês aqui. Tenho certeza que vão conseguir cumprir as tarefas muito bem. Eu odiaria ver Perséfone careca.
Tales ri
– Eu também. Bom, vou pegar alguns suprimentos no arsenal do meu avô.
–Você sabe onde é o Arsenal de Hades?- Pergunto impressionada.
–Não, mas deve haver um. Já volto.
Então de repente fico sozinha com Alex. Ele me olha desconfortável. Tento afastar o pensamento de que essa pode ser a última vez que o vejo. Eu queria abraçá-lo, gritar com ele até a sua quinta geração, sair correndo dali, mas, ao invés disso, apenas começo a socá-lo.
–Como você se oferece para ficar aqui seu idiota!
– Ai! Calma ai! –diz ele cutucando o braço dolorido- Eu tinha que fazer isso.
–Não tinha não! Você foi estúpido, íamos dar um jeito. Você...
Ele me cala com um abraço
–Ei, calma Domadora. Também vou sentir sua falta.
Eu não sei o que fazer. Eu não posso deixar de me lembrar de Petúnia. Argh! Tudo isso é tão confuso.
–Acho bom mesmo!- Digo meio emburrada.
–Obrigado por me proteger Penny. Você enfrentou a deusa por mim.
–É isso que fazemos pelos amigos General- digo sorrindo.
Ele parece que vai dizer mais alguma coisa, mas no último segundo muda de ideia. Tales aparece com um novo arsenal de flechas, dois escudos de bronze e uma mochila cheia de comida.
–Acho que é o suficiente! – Diz ele sorrindo- Boa sorte Alex.
–Vocês também. E Tales...
–Eu sei, eu sei. Prometo trazer Penny inteira- Diz Tales apertando a mão de Alex.
–Eu não ia dizer isso- falou Alex com um sorriso maroto- Eu ia dizer para você ter cuidado com ela.
–Muito engraçado. Vamos Tales, temos uma deusa para satisfazer- digo mal humorada.
Tales pega minha mão e nos encaminhamos para fora do palácio. Não posso evitar olhar para trás antes de sair pela porta. Alex está lá, parado nos olhando. Sinto meu coração se espremendo.
–Vamos- diz Tales- Nós temos muitos resgates a fazer.
E assim saio do Palácio de Plutão, sem saber se vou voltar, sem saber se algum dia vou conseguir resgatar meus amigos, tendo como única esperança a lembrança dos olhos azuis de Alex.
Notas finais
Pessoal, eu sinto que tem muitos leitores sumidos. Por favor, se forem desistir da fic não deixem de me dizer por que. Gostaria de saber onde foi que eu errei hehehee.
Bem é isso ai. Espero que tenham curtido. Até próxima
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