Penny & Amy
3 Uma visita inesperada!
Notas iniciais
*POV AMY* Passado
Flashback on
_Mas mãe não é justo! Por que você pode morar em Londres e eu tenho q ficar aqui,e com ela? -apontei para Petúnia, minha “tia“, ela era uma prima invejosa da minha mãe que me odiava e digamos que a recíproca é verdadeira.
_Já conversamos Amy, aqui que você deve morar, Petúnia é a única pessoa que tenho para cuidar de você, e não fala assim dela, ela é muito boa pessoa!- Ríspida como sempre.
_Tenho você pra cuidar de mim mãe, não quero ver você ir embora mais uma vez- falei, com um pouco de receio e com algumas lágrimas teimosas aparecendo em meus olhos.
_Amy, ah, Amy. Você sabe que eu te amo mais que tudo, mas não posso, não vou ter tempo pra cuidar de você, e aqui você estará segura.- falou ela , com um tom meio cansado, meio de pesar.
_É isso então, vai me abandonar como meu pai?- eu sei que doeu, mas não me contive, a palavras simplesmente saíram, nós sempre tivemos essa dramática conversa, só que eu nunca tinha a comparado com meu pai.
Quando vejo seu olhar, as lágrimas saem e um turbilhão de imagens me atinge,quando nós éramos felizes, ou algumas imagens de famílias juntas que eu sempre sonhei em ter. Saio correndo pro meu quarto, abraço o travesseiro e choro, choro, como nunca. Todo o choro acumulado que eu nunca liberei.
Flashback off
Essa foi a última vez que eu vi minha mãe,há 5 meses ela não vinha me ver, e há 5 meses eu preparava minha partida. Agora era minha hora. Sair pelo mundo, como ela, criar um negócio que daria certo, eu teria dinheiro pra um dia ir morar com ela.
Petúnia só se importaria em pensar em algo muito bom para explicar à minha mãe.
Há 5 meses organizo as coisa para a partida, depois de pegar o dinheiro, encomendei com uns chegados documentos novos, comprei um novo celular, roupas novas, que diferem totalmente do meu estilo atual, pintei meu cabelo e virei uma pessoa totalmente diferente “ Lizzie Watson, cabelos longos e escuros e visual de certinha“.
Iria para New Orleans e depois de juntar mais dinheiro viajaria para perto de minha mãe.
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Faltam duas semanas para ir, mas pela primeira vez sinto uma pontada de medo, insegurança e um início de saudade da minha vida e meus conhecidos. Megan e Hanna, minhas “amigas“(eu era próxima delas, mas não confiava tudo a elas) vieram logo falar comigo quando cheguei na escola, me doia o coração saber que não as veria mais.
As aulas foram iguais a sempre, chatas e eu nem sei quais professores passaram por lá, algumas piadinhas, brincadeiras e truques, HAHAHA adooooro.
Depois pego meu carro, dou umas voltas pela cidade, comprei umas coisinhas, comida também, porque nem pra cozinhar aquela enviada do caperoto que mora comigo serve.
Cheguei e tava lá olhando pra mim a criatura.
_Amy, precisamos conversar sobre seu comportamento nos últimos tempo!- quase gritou , com aquela voz irritante.
Petúnia é prima da minha mãe, baixinha, gorda, com cara de dragão e voz que irritava qualquer um. Ela era uma invejosa, que só cuidava de mim pra usar o dinheiro da minha mãe.
_Precisamos é?! -falei com sarcasmo
_Claro que sim jararaquinha.- aaah mais é lerda essa mulher!- Eeei, volta aqui, a gente vai conversar!
_Ou não, linda, dois beijos- mandando um beijo e batendo a porta do meu quarto e colocando um rock bem alto.
Fiz minhas malas, uma mala de mão e uma mochila. Não gosto das roupas que comprei, mas vai me disfarçar bem. Arrumando as malas eu penso eu como eu estava ficando estranha, eu sempre amei estradas, gostava desta sensação, não sei, de liberdade. E ultimamente tem me dado uma vontade de roubar, e eu consigo visualizar toda a situação, o momento certo em que as atendentes param de olhar, para onde as câmeras apontam, quanto tempo eu tenho para pegar e fugir, isso tudo é muito estranho. (Está próximo menina, suas dúvidas serão respondidas, seu passado se revelará no futuro), [Voz do Além se ficar mais enigmática, vou te chamar de ”Mestre dos Magos”. Se você vê o futuro por que só não diz o que vai acontecer?!].
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Longe de casa há mais de uma semana
Milhas e milhas distantes do meu amor
Será que ela está me esperando,
Eu fico aqui sonhando
Irônico, muito irônico. Faz pouco mais de uma semana que saí de casa, o ônibus tinha quebrado perto do meu destino e eu decidi caminhar o resto do percurso, meio insano da minha parte, mas eu gosto de caminhar pela estrada, sentindo e vento e a poeira e a fumaça dos carros da rodovia. Com meu fones no máximo e meu pensamento nas alturas ( Filósofa! Criança, você está mais perto do que imagina de desvendar sua verdadeira essência, continue, não fuja à estrada, confie em si mesma e o futuro te surpreenderá).[ Mestre dos Magos voltou, essa voz não sai da minha cabeça, mas desvendar o que? Eu já sei minha verdadeira essência!]
Perdida nos meus pensamentos nem reparo no carteiro parado na estrada e topo com ele, derrubando a nós e sua bicicleta.
_ Nossa moço! Desculpa, sério, foi mal mesmo! – Apresso-me em falar. Ele me ajuda a levantar, era um homem de meia, magro, em boa forma, alguns fios brancos no cabelo, e um sorriso zombeiro que parecia estranhamente o meu. Ele me olhava calmo, com roupas de carteiro convencional, mas em sua pasta tinha um cadoceu..., cadneceu..., não é esse nome é, Cad, Cadu, Caduceu isso! Aquele bastão com duas cobras se enrolando nele, e é impressão minha ou aquelas cobras tavam se mexendo.
_ Tem nada não criança! – Criança! Fala igual a A Voz do Além.- Andando sozinha pela estrada!
_Éh, meu ônibus quebrou decidir seguir o resto do caminho só. – Eu saquei que não foi uma pergunta só depois que eu respondi. Era para eu ter medo de alguém desconhecido na estrada vazia te falando isso, mas não sei o que deu em mim.
_Aqui não é o seu lugar, menina, seu lugar é mais distante- Ok, isso me deu medo, como ele sabia que esse lugar não era meu lugar, e que realmente era longe? – Não demorará a você encontrar seu lugar, não fique parada, mantenha-se na estrada e estará protegida, pelo menos parcialmente. Desculpa por tudo que eu te fiz passar, quando chegar lá entenderá o porquê de sua vida ter sido como foi.
Ta, aquele cara era doido, eu nem conhecia ele, como ele se desculpar por te me feito passar alguma coisa, ele tinha fumado ou o que?!
_Amy querida, eu sempre te amei e amarei, Martha continuará a te guiar em seus pensamentos, eu se preferir chama-la de Mestre dos Magos, mas ela não gostou muito. Ah, pegue- me jogando dois All Star com azinhas do lado- Use quando estiver perto do perigo, te dará uma boa dianteira, é só falar MAIA– E antes que eu pudesse falar qualquer coisa ele montou na bicicleta e saiu na rodovia, eu alguns segundos já não o via mais.
Meu Pai, o que foi isso?! Me belisco pra ver se estava sonhando, e não, não estava. Como ele sabia meu nome? E que eu tinha uma voz do alem chamada Mestre dos Magos. Que cara sinistro ! [ Martha , Oi, é Martha seu nome?], pronto, só me faltava isso, estou ficando louca. Preciso encontrar algum lugar pra descansar, e logo.
Coloco meus fones e continuo andando pela estrada, o sol já começa a cair e ao longe já posso ver as luzes da cidade, mas aquela conversa, aquele homem e as cobras se movendo em sua pasta não saiam da minha cabeça. Eu tinha impressão que já tinha visto essas características antes, mas onde?
Se antes eu precisava de respostas, agora mais ainda, não sei porque mas acreditava nele, para mim, tudo que vivi até agora parece um sonho, uma mentira, uma cortina de ilusão prestes a cair. Que confuso, volto a olhar a cidade e me espanto, não podia ser, aquele sol estava mexendo com a minha cabeça. Olho para baixo, esfrego os olhos e volto a olhar, a mesma coisa, um cão preto do tamanho de uma Pick-up, e parecia me olhar furioso. E AGORA?!
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