Derek estava em uma nevoa de dor e sofrimento. Ele estava rezando e percebeu que as mensagens caiam em seu telefone como chuva. Todos ligaram, menos a única pessoa que ele queria.

Então ele ouviu a primeira mensagem e seu coração sangrou. Penelope Garcia a única pessoa que não estava em campo da equipe, estava na melhor das dúvidas mal. Ela havia sido baleada ao chegar e deus sabe o que mais.

Eles brigaram e com razão. Ela tinha razão em tudo. Menos em uma coisa. Ele atravessaria um quarto lotado por ela. Ele não se importou em quantas regras, normas e leis quebradas. Havia alguém que ele precisava ver.

A equipe o olhou como um pária. JJ queria obviamente fuzilar ele com o olhar e Emily, ela o estrangularia. Ela sabia da briga dos dois. Hotch deu um olhar reprobatório e seguiu em frente. Até Reid o olhou incrédulo por ser o último aqui.

O médico saiu na mesma hora, dando a noticia que ela ainda estava viva e que eles a perderam uma vez na mesa e ela precisava dormir. Mas tudo o que Derek queria era tocar o cabelo dela e cheirar o perfume dela pedindo desculpas.

Derek nem percebeu que estava indo ate o quarto dela quando parou na frente de um dos quartos da UTI.

Quantas vezes ele disse que a amava nesses anos? O que Gideon faria se ele estivesse por aqui? Ele abriu a porta e ficou ao lado dela. Cabelo solto no travesseiro, sem maquiagem, tubos, a pele dela um tom mais pálido do que de costume.

Pegando a mão dela, ele se sentiu fraco. De todas as pessoas que levam tiro, ela era a mais inocente.

— Ei Pen. – Ele sabia que ela ainda dormia. – Eu sou um babaca. De verdade, e nada que eu faça vai mudar esse dia, mas tudo o que posso oferecer é o meu coração para você, se você quiser.

Ele queria que ela estivesse acordada. Ele passou um dedo pela mão dela e notou o sinal de nascença.

— Lembra quando você me ajudou com aquela bomba de Palm Beach? – Ele continuou. – Eu sabia que eu te amava ali. Talvez um pouco antes. De qualquer jeito, eu vou garantir que você nunca mais procure homens errados.

— Derek. – Reid chamou o amigo. – Há mais do que eles nos disseram. Eles acham que ela era o alvo.

— Por que? – Derek não entendeu. – Ela não fez nada para pedir isso.

Reid deu de ombros e puxou o amigo para longe. O mais longe que eles foram foi as cadeiras do lado de dentro da sala de espera. E mesmo essa distância fez Derek entrar em modo proteção.

Já passava do meio dia quando Penelope acordou com medo. A cena se repetia na cabeça dela como um filme e ela começou a chorar.

— Ei. – A enfermeira disse. – Vejo que acordou. Como se sente?

— Como se tivesse levado um tiro. – Ela sabia que não havia graça.

— Seus amigos não saíram dali ainda. – A mulher verificou Penelope. – Há um home negro bonito esperando para falar com você. Ele entrou aqui sem permissão, mas o doutor nem ligou.

— Você poderia chamar ele por favor? – Penelope perguntou. – E depois algo para a dor?

— Farei o primeiro agora e o segundo depois que ele sair. – Ela piscou. – Me chame se algo mudar.

Ela viu o sorriso de Derek quando a enfermeira falou com ele e quando ele se virou para ela.

— Baby Girl. – Derek pegou a mão dela assim que entrou. – Você me assustou.

— Desculpa. – Ela sussurrou. – Não foi minha melhor escolha.

— O que houve P? – Derek estava preocupado. – Porque afinal isso aconteceu? Quem tentou te roubar?

—Ninguém. – Ela viu Emily, JJ e Reid de canto. – Foi o homem da cafeteria.

Os olhos de Derek se contraíram de tristeza. Ela confiou seu coração a um homem e ele tentou matar ela.

— Eu sinto muito, P.- Derek disse. – Eu volto logo.

Ele saiu longe o suficiente da visão dela e bateu a mão com força na parede. Ele tentou ser forte, mas agora ele queria aquele homem em uma mesa de autópsia.

Então ele voltou, sorrindo. Ele não sabia o porque, mas ele não iria esperar mais.

— Pen. – Derek nem se importou em estar na frente dos outros. – Eu te amo.

— Eu sei Derek. – Ela começou a chorar. – Acho que eu poderia usar um pouco de morfina antes de termos essa conversa.

— Seu desejo é uma ordem, princesa. – Derek beijou a mão dela. – Apenas feche os bebês e eu vou estar bem aqui quando acordar.

A enfermeira deu um alivio e deixou os dois sozinhos outra vez. Derek nunca soltou a mão dela.

— Derek? – Ela estava lutando com a morfina. – Eu te amo, mas não como um amigo, mas como alguém que eu sempre quis estar.

— Eu sei Penelope. – Derek se inclinou e beijou sua testa. – Descanse agora e podemos começar depois que você estiver longe disso tudo.

— Você estará aqui quando eu acordar? – Ela perguntou, já apagando. – Por favor.

— Não tem outro lugar que eu estaria. – Derek disse. – Descanse.

Ela fechou os olhos e dormiu. Derek tinha algumas coisas para resolver agora.

Primeiro, ele pegaria esse cara e o colocaria na mesa de autópsia. Segundo ele falaria com Strauss. Ele teria a mulher que ele sempre quis e se a bruxa não o deixasse, ele mudaria de emprego antes de perder. Terceiro, ele faria ela ir morar com ela ou ele mesmo se mudaria para ela. E quarto, mas nada menos importante ele se casaria com ela.

Quando quatro dias se passaram e ela finalmente foi para o quarto, Derek e Reid montaram guarda por lá. Então Hotch com sua falta de jeito apareceu e a fez ficar com medo.

A simples menção ao arquivo a fez ficar pálida. E como sempre ela fez, ela havia criptografado os dados sobre a equipe e queria protege-los.

Ele a levou para casa. não iria deixar ela sozinha, não com o cara lá fora, procurando por ela. Kevin podia tentar, mas Penelope já era dele e ele lutaria por ela. Ele dormiu no sofá quando ele queria era abraçar ela e confortar, mas as coisas tinham que ir devagar.

Então o otário voltou. Ele queria pegar Penelope de qualquer jeito e Derek se importou com ela a ponto de ir atrás, correndo um risco alto. E quando ele voltou para a sala da mulher do seu coração, ele ficou com medo de onde ela poderia ter ido.

Milhares de cenários vinham a sua cabeça, situações e pensamentos. Ele não queria perder ela. Ele queria ter sua primeira noite finalmente. Felizmente ela estava encostada em uma parede escondida e tremendo de medo.

Ele a abraçou com vontade. Medo, dor, inseguranças e um alivio passaram por ele ao mesmo tempo enquanto Penelope soluçava em seu peito.

Hoje isso acabou. Hoje ele iria pegar esse cara e depois ter Penelope em seus braços. Ele a ajudou com a camisa e a colocou no sofá. Chamou a equipe e depois apenas ficou observando a troca entre JJ e Penelope e depois entre Penelope, JJ e Spencer.

Os dois outros agentes pareciam simpatizar, especialmente JJ. Ela estava perdida sobre o que fazer. Ver a amiga nessa posição era demais para JJ. E Spencer parecia estar seguindo nesse caminho também.

Então o resto dos agentes chegou e Rossi foi um patife segundo a visão de Derek. Mas no fim deu tudo certo e o homem estava morto finalmente. Olhando para o corpo do homem, Penelope finalmente viu sua dose de adrenalina acabar mais rápido que ela recebeu e caiu nos braços do Derek que a embalou suavemente enquanto JJ chamou uma ajuda.

Ele a levou para casa. ele sabia que era a hora dela finalmente descansar. Mesmo que isso significasse não se unir essa noite. Ele realmente poderia começar a ajudar Penelope a se curar. E depois de ouvir ela repetir as palavras eu ele sempre quis, ele queria subir nos telhados e gritar o nome dela.

Ela se virou para ele e envolveu seus braços no peito dele e deitou a cabeça também. E Derek finalmente poderia dizer que ele encontrou o céu com essa mulher.

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