Penas Ao Vento
6 Uma Proposta.
Notas iniciais
Tento me levantar mas uma pontada forte de dor me atinge na altura do meu abdômen voltei ao chão e concentrei todas as minhas forças na quela região então eu senti um leve formigamento, abri os olhos e observo o local, eu estava dentro de um gigantesca biblioteca, as estantes eram imensas e os corredores pareciam não ter fim, eu estava entre duas estantes, o teto era alto e o piso era branco de azulejo, livros de diversos tamanhos e cores estavam dispostos organizadamente nas prateleiras de madeira rustica, me levantei e a Naya apareceu em pé na minha frente, ela estava com um sorriso divertido nos lábios.
– Gostou? Era aqui que me mantinham presa a minha vida inteira, li todos — ela olhou em volta indicando os livros — mas isso não importa, agora que eu tenho você e depois.. o Castiel.
Eu pressionei o machucado que já estava se fechando e ela se virou olhando para o corredor sem fim, na sua cabeça havia um pouco de sangue pela formada que eu dei.
– Oque você quer comigo? — eu me levanto e empunho a espada celestial.
– Nada, você é quase que inútil a não ser pelo fato de que o anjinho faria tudo para salva-la — ela da uma gargalhada maldosa — tudo. Agora é só esperar ele chegar.
E foi exatamente oque aconteceu, Castiel apareceu com alguns corte e feridas, fiquei ao lado dele e sorri.
– Você está bem? — ele perguntou.
– Estou, vamos acabar com essa vadia!
Antes que eu pudesse notar oque aconteceu uma labareda se levantou em torno do Castiel e ela avançou na minha direção, eu esquivei e bati em uma das estantes com livros.
– Solte ele, sua escória dos anjos! — uma fúria descomunal se apossou de mim — agora!
– Claro que não... eu preciso que ele veja isso — ela avançou novamente e me agarrou pelos cabelos e me puxou para perto do fogo — vamos ver até quanto o projeto de anjo aguenta o foguinho.
O calor do fogo me atingiu no rosto e no tórax e eu senti o meu corpo todo estremecer, era quase impossível respirar e os meus olhos ardiam muito, eu tentava sair empurrando o chão com as mãos, um grito agoniante escapou e o Castiel tentou ajudar mas era impossível para ele encostar ou se aproximar do fogo, eu vi o rosto de desespero dele e algumas lagrimas rolam pelas minhas bochechas.
– Naya! Solte-a! — ele implorou.
Ela me puxou com força pelo meu braço e acabou quebrando-o, eu mordo o meu lábio e mais lagrimas saem, ela me joga contra a estante e eu caio sentada abraçando o meu braço que estava doendo, eu tinha entendido o jogo dela, então eu tinha que pensar em um modo de tirar o Castiel de dentro do fogo para que ele pudesse me salvar, e depois juntos pudêssemos matar essa vadia. Ela me joga contra outra estante e eu olho para ela sem levantar a cabeça, ela se aproxima decidida e eu solto um sorriso cínico.
– Não me diga que você só sabe fazer isso? — falei debochando — pelo jeito você não consegue aprender tudo nos livros.
O rosto dela muda de uma alegria maldosa para espanto.
– Você está gostando? — ela pergunta incrédula.
Olho para o Castiel rapidamente e mando uma mensagem silenciosa ele entende o meu plano e assenti com a cabeça, finjo me ajeitar no chão e sinto o peso reconfortante do cantil nos meus bolsos, eu teria que entregar ele para o Cass de alguma forma.
– Você deveria ter algumas aulas com o Dean, ouvi dizer que ele aprendeu bem com um demônio no inferno... ele pelo menos sabe torturar alguém — falei rindo.
– Cale-se! Vou fazer você sofrer querida, isso não é nada! — ela fala se recompondo e continuando a andar na minha direção.
– Então vem sua vadia! — falo alto tentando disfarçar a dor.
Ela então me engue pelo pescoço e o cantil escorrega do meu bolço e cai com um ruido baixo no chão, ela desvia o olhar rapidamente para o cantil e dá de ombros e com um dos dedos da mão livre ela começa a rasgar a pele do meu rosto, eu chuto o cantil para o fogo e o Castiel apara ele com um dos pés, ele então abre e começa a jogar no fogo. Ela me engue mais alto e me prensa em uma das estantes ficando de costas para o Cass, ela pega duas facas e prende as minhas mãos na estante e depois solta o meu pescoço a dor era tanta que eu mal conseguia esconder, ela pega mais duas facas e passa de leve no meu rosto e depois ri.
– Ta rindo do que? — falo tentando controlar os gemidos de dor — to com cara de palhaça?
– A cala a tua boca — ela fala rindo e me da um tapa na cara.
Ela enfia as duas facas nas laterais da minha coxa com facilidade, eu sinto o sangue escorrer pelo meu corpo, um dos meus olhos estava inchado pelo tapa forte que ela me deu mas então eu vi o Castiel se aproximando dela por trás com cautela, ela levanta a espada celestial e pula para o meu lado e coloca ela perigosamente no meu pescoço.
– Chega mais perto e ela morre — ela ameaça com uma voz tensa — solte a espada!
– Deixe ela ir — ele pede.
– Solte a espada! — ela insiste.
Ele obedece e ela ri e começa a passar a a espada pelo meu rosto.
– Agora ela não está tão bonita não é? — ela solta outra gargalhada — vamos parar de brincar e vamos tratar dos negócios, eu solto ela se você liderar o meu exercito de demônios.
– Ele não vai liderar exercito nenhum! — gemi — Não para você sua vadia!
– Cansei de você — ela revira os olhos falando calmamente — adeus.
Então de relance eu vejo o brilho da espada dela passar diante dos meus olhos, um grito agudo preenche os meus ouvidos e uma dor forte cresce no meu pescoço.
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